quinta-feira, 13 de maio de 2010
Que venha o São João
No verão não chove.
No São João chove. Essa é a diferença.
Já passamos pelo verão. Logo, estamos na época da chuva.
Eu gosto desta época, ela é basicamente etílica e eu gosto de momentos etílicos.
O mal do São João, porém, são as propagandas que começam por agora.
Não sei porque eles insistem em colocar na tv gente fantasiada de pseudo caipiras falando "anarriê". Anarriê é meu pau. Coisa chata.
Eu acho um saco essas tentativas mal feitas de revitalização das tradições juninas. O São João bacana que nós mais velhos conhecemos acabou. Aquela tradição de ir de porta em porta pedindo licor, de se fantasiar de caipira e ir de porta em porta pedindo licor, de soltar fogos, se queimar e depois ir de porta em porta pedindo licor já era.
Do ponto de vista das roupas, as pessoas se vestem como se fossem pra Barretos não pro interior da Bahia.
Do ponto de vista etílico, se bebe cerveja e não licor.
Do ponto de vista cultural, as festas mais badaladas têm que ter Eva e Timbalada, Chiclete, ou Asa de Águia.
Do ponto de vista da comidas, as pessoas preferem pizza do que bolo de milho.
Tá tudo fudido.
Por que merda então, os comerciais acham que vão mudar essa bosta, com um cara vestido de camisa xadrez, com um chapéu de palha o dente sujo e dizendo anarriê?
Caralho.
Não sei como consertar isso, mas tenho certeza que não estamos fazendo a coisa certa agora.
Sem mais
Subscrevo.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
O incômodo
Carro vazio, cerca de 8 pessoas. Um silêncio gostoso e o soninho engatilhou-se automaticamente. Quando o tiro de Morfeu estava a um sopro de mim, eis que me surgiu um casal jóvem que sentando ao meu lado, não demorou pra ligar o celular com músicas evangélicas.
De pronto o sono foi embora e eu constituí a narrativa:- Ei, vcs.
- É vcs.
- Me digam uma coisa, se eu tivesse ouvindo algum tipo de pagode, em que as mulheres são chamadas de cachorra, latíssem e ralassem a xana em algum lugar de baixo calão, nessa altura que vcs estão ouvindo seus cânticos, como vcs iam encarar?
- Pois é, sua música me incomoda tanto quanto. Dá pra desligar?
Fácil. Principalmente pra mim que já tenho um histórico desse tipo de reação, mas no momento não sei o que me deu. Simplesmente levantei, peguei minha mochila e fui pra última cadeira do ônibus. Lá, com o motor ligado, raramente ouvia alguma coisa, mas ouvia e isso acabou com o meu dia.
Ontem, batí na porta do meu vizinho pra comunicar-lhe que se ele voltasse a fazer festas barulhentas, ou andar nu pela cassa com a porta aberta, nós íamos ter um problema que eu sinceramente estava alí pra evitar. Ele ouviu calado e hoje de manhã se mudou, não por causa de mim acredito, mas se mudou levando a reflexão.
O fato é que eu brigo pelos meu direitos, ou pra defender aquilo que eu acho certo todos os dias em que sou confrontado com esse tipo de situação. Tanto, que eu nem me lembrava como é chato se omitir. Eu me omití. Por preguiça, por achar que eles não mereciam minha lição de moral, por sono, sei lá. O fato é que eu não consegui mais dormir, mesmo depois que eles desligaram, ou a bateria daquele diabo acabou.
Não dormí, mas pensei. Pensei em como seria minha análise se fosse um preto ouvindo reggae, ou um menino com o cabelo moicano ouvindo pagode. Sei o que pensaria.
Mas e nesse caso? Foi menos falta de educação?
Não acredito em rótulos, vcs sabem. Não acredito que existe esse, ou aquele tipo de atitude, ligado a esse, ou aquele grupo social. Só existe gente educada e gente mau educada.
Esse foi um típico exemplo de casal mau educado. Por acaso branquinhos, bem vestidos e crentes. Por acaso.
O fato é que não é bom ser conivente com esse tipo de situação. Me arrependí de não ter falado, me arrependí de ter assinado, junto com todos os outros passsageiros, uma carta em que dizia:
- Muito obrigado por vcs estarem aqui nesse ônibus, com essa música ungida (ou que quer que eles usem como adjetivo para ótima qualidade). Nós todos estamos adorando isso. Por Favor, juntos ou separados, em todas as viagens, ou lugares públicos que vcs estejam, não esqueçam de repetir isso. Não esqueçam esse celuarzinho abençoado.
Eu sou chato sei. Mas hoje fui chato comigo mesmo e com meus parcos direitos de cidadão. E quer saber? Não gostei.
Nem gostei, nem pretendo fazer de novo. Mal educados do mundo tremei. O Pablo de sempre está ainda mais chato a partir de hoje.
Sem mais, subscrevo.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Chateação X Susan Boyle
Cada um já tem os seus próprios motivos diários. Logo, vcs não precisam de mim pra fuder o próprio dia, mas como entrar aqui tem lá os seus perigos, lá vai.
Eu tô puto da vida, devendo a Deus e ao mundo porque não me pagam. Foda.
Hoje liguei pra cobrar a um escroto que me deve uma grana e ouvi a seguinte pérola:
- Eu não tenho dinheiro pra lhe pagar e se vc me ligar mais uma vez, vou começar a ser grosso com você. (tem base?).
Não vou perder tempo em explicar no que deu. Tô preparando uma carta pra divulgar pra quem preciso for o nome do empresário baiano e o motivo pelo qual ele me deve, esperem.
Tem uns lances da vida da gente que faz com que a gente repense atitudes (frase clichê e pobre, mas hoje eu tô me sentindo assim).
O fato é que eu comecei a escrever esse post, enquanto lia uns outros tantos blogs, que não ví durante o dia, por causa do excel. E eis que me bato com o post de Jorge sobre Susan Boyle. Me deu vergonha, por ser a única pessoa do mundo a não ter visto o vídeo completo. E resolví ver todo. Me arrepiei tb e pensei muito numa coisa:
Vcs agora devem tá pensando o que aconteceu com a minha vida e consequentemente com os meus desejos certo? pois bem:
Me deu vontade de fazer com a cara do FDP o mesmo que a natureza fez com a cara de Boyle.
Sim caros, nada mais do que isso. Nada de superação, nada de força de vontade. Deformação. É isso que eu queria fazer com ele, só isso.
Hoje eu tô me sentindo assim: Pobre de espírito e clichê que nem a Susan Boyle.
domingo, 5 de abril de 2009
A Páscoa se aproxima
Acabei de ser acordado, (hoje é domingo) pelo trio da procissão de ramos. Pra quem não sabe, ou não é desse planeta, a procissão de ramos é uma manifestação católica que comemora a chegada de Jesus em Jerusalém e antecede a Páscoa.
A Páscoa, por sua vez, pra quem não sabe, ou não é desse planeta é aquela festa onde os coelhos botam ovos de chocolate, ou segundo a igreja católica, é o momento em que os religiosos lembram do martírio e morte de Cristo.
Para os católicos só existe uma outra festa tão importante quanto, o Natal, que pra quem não sabe ou ... representa o nascimento de Jesus, aquela festa onde as pessoas são obrigadas a comer e dar presentes.
Resumido pois as grandes celebrações católico-consumistas, vamos aos fatos.
A procissão de Ramos passou com um trio de bom porte, uma banda ruim e uns cantores desafinados que dóem, mas entre um Osana Ê e outro, rolava umas músiquinhas dançante claramente evangélicas.
Religião é um mercado como qualquer outro e o que eu vejo agora, é uma tendência a homogeneização das religiões, o mundo globalizado faz com que todas as empresas passem a seguir apenas um formato de administração, o focado no cliente, quem não seguir perde dinheiro (fiéis) e isso ninguém quer. A igreja católica tem que correr atrás, afinal é ela quem atualmente perde mais em market-share (participação no mercado).
Claro que primeiro o vaticano vai ter que conter os escândalos de pedofilia envolvendo padres, tornar as missas menos chatas e (principalmente pra mim) fazer alguma coisa com a boçalidade desse papa e seus sapatinhos vermelhos prada feito sob encomenda.
Os evangélicos precisam também conter os escândalos de pedofilia, inventar um destino para a enxurrada de dinheito dado nos cultos e no dízimo, tirar os bispos da cadeia (pelo menos ninguém nunca ouviu falar de padre preso) e (principalmente pra mim) parar de ir na casa das pessoas e ficar gritando na Lapa que eles vão ser salvos e eu não.
Antes porém, como não podem resolver esses impasses e não podem ficar paradas, ambas lançam suas carrtas.
Do lado católico surgem padres galãs-cantores-atores como o Padre Fábio de Melo e o super star Padre Marcelo Rossi.
Os evangélicos contra-atacam com um Grammy latino , Aline Barros e um mercado musical cada vez mais rico e mais disputado.
Pra mim está muito claro, se não fosse o Vaticano e a noção de superioridade administrativa Evangélica, a Igreja Católica, as Igrejas Neo-Pentecostais e aqui na Bahia alguns terreiros iam se fundir em uma grande igreja onde os evangélicos iam fazer vistas grossas ao santos e todos os outros iam fazer vista grossa ao dinheiro sem nota e sem necessidade de explicação do destino dado a ele.
Do meu lado só fico preocupado em explicar a meu sobrinho que Coelho não faz ninho, não bota ovo, muito menos de chocolate. Vai ser difícil.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Minha idéia sobre filas
Você chega, tem uma pessoa em sua frente, vc está imediatamente depois dela.
O que vier agora, é o próximo depois de vc e por aí vai.
Porque então chega alguém e fica do seu lado?
Porque sempre tem alguém que se julga com mais pressa e por isso merecedor de prioridade?
Como uma coisa tão elementar consegue se tornar tão complicada?
Um depois do outro, que ciência pode ter nisso?
.......
É fato que quanto mais pobre o objetivo da fila, mais desorganizada e agressiva ela tende a ser, mas falta de educação não é privilégio da pobresa.
Já ví verdadeiros absurdos em todos os níveis sociais em que tive alguma penetração.
Esse fim de semana estava numa fila simples, pra pegar uma lancha simples, e ir na simples Ilha de itaparica. Fui o segundo a chegar e portanto, o segundo da fila. Parecia Simples, mas de repente se tornou uma confusão de pessoas tentando passar na frente dos outros, enquanto milhares de idosos se acotuvelavam, se valendo de sua condição de "fracos e debilitados".
Um desses idosos em particular me chamou a atenção:
Pra quem nunca pegou a lancha que atravessa de Salvador pra Ilha de Itaparica, elas saem a cada 30 minutos e em cada uma, vão 10 idosos de graça. O critério é a tal fila simples.
Esse idoso que me chamou a atenção, chegou depois da fila ter chegado aos 10 e ficou do meu lado, tirando uma de velhino boa praça, conversando com todo mundo, falando alto e brincando. Quando os bilhetes começaram a ser vendidos ele se meteu por dentro da fila, que a essa altura já era de três pessoas. É claro que deu a maior confusão.
Quando a coisa já tinha se acalmado me aparece o tal, participando de uma reclamação grupal, onde ele era um dos líderes e com um sotaque espanhol chato ele gritava:
- Isso é uma falta de respeito e isso só está assim porque o povo não reclama. (foi demais pra mim).
Me espremi perdendo meu lugar na fila de entrada pra, na frente de todo mundo, falar:
- Será que a gente tem mesmo que só reclamar ou fazer a nossa parte? Se quando o Sr chegou e viu o tamanho da fila, tivesse feito sua parte e ido pro fim dela, será que teria gerado toda a confusão que gerou? Se vc tivesse feito sua parte, boa parte da confusão teria sido evitada, agora é fácil tachar todo mundo de alienado aqui enquanto o Sr. é o políticamente ativo.
- Não meu filho, não foi assim, eu sou idoso e por isso fui pra frente... e por aí foi.
O portão abriu e ninguém mais ouviu nada .
Esse episódio me lembrou os tantos ensaios em que trabalhei no verão e das filas que ninguém queria pegar mesmo não pagando ingresso.
Me lembro de uma moça que me ligou pedindo uma cortesia e por amizade a um amigo dela acabei dando. Não é que ela liga pro meu celular, no meio do ensaio, pra ir pegar ela na porta porque a fila tava muito grande?
Batí o telefone na cara da sujeita e acabei transferindo o ônus disso pro amigo que me motivou a dar a cortesia.
Nunca mais ele pediu nada.
Não sou o cara mais educado do mundo, nem esse post é algum tipo de conclamação à cidadania. Na verdade é um desabafo, a minha falta de inteligência em entender, porque a gente faz esse tipo de coisas.
Parar na faixa de pedestre quanto o trânsito tá engarrafado, ou ficar na porta do ônibus a viagem toda, atrapalhando o fluxo, só pra ter facilidade de sair qdo chegar a hora.
Evitar essas vantagens seriam ações tão simples e fariam tanta diferença.
Eu reconheço. Sou um cara muito chato com isso. Brigo por nada, quero meus direitos e etc. Mas acho que basicamente por isso, porque eu faço minha parte e procuro ter algum critério com as reclamações. reclamar por reclamar é usar do grito pra conseguir alguma coisa que nem sempre é a justa.
Como o "velhinho" que gritou pra encobrir sua falta de educação, ou como o cara que grita com o governo porque existe engarrafamento. Antes da gente gritar é bom ver a coisa de forma mais ampla, pra poder gritar, mas gritar certo.
Afinal, se é pra ser chato, vamos ser chatos inteligentes e corretos.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Deve ter sido um elogio
Eu - Massa
Cau Fabrício (grande brother) - Cara tô aqui abismado.
Eu - Com o que?
Cau Fabrício (grande brother) - Com seu blog.
Eu - Hã, que foi que eu fiz?
Cau Fabrício (grande brother) - Seu blog cara.
Eu - Sim sei, o que é que tem?
Cau Fabrício (grande brother) - Tá muito bom.
Eu - Q bom q vc gostou.
Cau Fabrício (grande brother) - É você mesmo que escreve?
Eu - Como assim?
Cau Fabrício (grande brother) - É que nem parece que é vc, tem uns textos bacanas e uns diálogos super legais, tá muito bom mesmo.
Eu - Obrigado?
Cau Fabrício (grande brother) - Sim
Eu - Tá então, valeu
Conclusão: Cau Fabrício (grande brother) precisou ler meu blog, pra chegar a uma conclusão:
Pablo não é o total imbecil, que eu acreditava que ele fosse durante todos esses anos de amizade.
É pra eu rir ou chorar?
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Natal em doses homeopáticas
Diante de mim mensagens de Natal e de Ano Novo. Gostaria de ressaltar: Caros amigos, vocês não precisam gastar seu tempo com isso. Não precisam encher meus e-mails com isso.
Sei que vcs desjam me ver feliz todas as noites e não apenas no Natal.
Sei que me desejam sucesso sempre e não apenas a partir do dia 1º de Janeiro.
Sendo assim, comecem agora a comer e trocar presentes, porque foi pra isso que inventaram o Natal. E liguem, mandem mesagens, entrem em contato o ano todo, sempre, diluam todo esse carinho em doses um pouco mais do que homeopáticas e todos seremos muito mais felizes.
Bom feriado a todos.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Natal é uma festa de mau gosto e anti ecológica.
Eu não conheço coisa mais sem graça e descontextualizada que o natal. Eu desprezo o natal. Tanto, que prometi pra mim mesmo não tecer comentários sobre ele este ano, mesmo sendo estuprado pela quantidade de propaganda que rola em dezembro.
E assim fiz. Passei bem pelos enfeites natalinos que minha adorada esposa insiste em todo o ano espalhar pela casa (ela é tão doente que acabamos de nos mudar e advinha qual foi o primeiro “eletro-doméstico” a ser ligado? A árvore de natal), pulei por sobre os bregas cartões natalinos, me esquivei do insuportável e aspirante a eterno CD de natal de Simone e até bati de frente, mas venci os filmes de natal da globo, como um natal muito muito louco, que é como Roberto Carlos, pelo menos uma vez por ano passa.
Estava indo bem em ignorar o natal, mas decididamente não deu pra agüentar a dança do pinguim. Fiquei pasmo, estupefato, paralisado, horrorizado e finalmente deprimido. Mais uma vez o natal conseguiu me deprimir.
O caso é o seguinte: Um grande shopping de Salvador resolveu de forma brilhantemente estúpida que a campanha de natal desse ano seria a “dança do pinguim”. Quem se deixasse filmar fazendo a tal dança, ensinada por 3 pinguins animados, além de ter seus 30 segundos de fama, ganharia qualquer espécie de desconto. E claro, milhares de imbecis fizeram isso. Agora quem compra acima de certo valor ganha um pinguim de pelúcia. Acredite, um pinguim de pelúcia
Muito mais do que isso, brasileiro tem mania de importar cultura gringa e baiano parece gostar ainda mais. Nada contra conhecer , admirar e até usar uma outra cultura como inspiração. Isso seria prova de criatividade, mas quando vc pega uma festa como o natal, importa sem critérios e faz dela uma das festas mais importantes do calendário do país, a coisa deixa de ser um problema de moda e passa a ser um problema de cabeça.
Provas:
Nas decorações: Enormes pinheiros, neve artificial, trenós, renas, mini-lâmpadas e um veado velho vestido com uma roupinha de puta mau gosto feita de cetim vermelho brilhante porque se fosse feita com o tecido gringo mataria o pobre débil mental em segundos.
Na ceia: Peru, tender, panetone, nozes, avelãs, tâmaras e outros frutos obscuros oriundos de árvores secretas.
No aparelho de som: Além do onipresente CD de Simone, concertos de harpa, odes ao bom velhinho e Dingo-Bells cantados por corais de toda espécie e até por Frank Sinatra para os mais sofisticados.
Eu não consigo conceber coisa de mais mau gosto. Por isso, fica aqui a minha parte pra tornar esse feriado um pouco mais coerente:
Soluções:
A Bahia é quente, vcs sabem. Por isso não neva, e a menos que aconteça um cataclismo de proporção global não vai nevar nunca. A gente não precisa, portanto, de neve, boneco de neve, roupas de neve, trenós, pinheirinhos ou pinguins nas nossas decorações.
Aliás NA BAHIA NÃO TEM PINGUIM, a última vez que um pinguim serelepe, se perdeu no caminho para o Estreito de Magalhães e parou por aqui, virou moqueca por um desavisado no Rio Vermelho. Alguém precisa, portanto, fazer isso chegar aos ouvidos dos animais que criaram a campanha do Shopping Piedade.
Papai Noel não existe. A figura que conhecemos hoje foi uma adaptação do cartum de Thomas Nest feito pela Coca-Cola nos anos 30 e por isso usa vermelho. Abaixo, portanto, ao pedófilo gordo e mal vestido.
Devido a crise internacional as importações ficaram mais caras e desaconselháveis. Parem, portanto, de importar os grãos obscuros do natal e os substituam por coisas que a gente sabe de onde vêm.
Ninguém na Bahia ou no Brasil sequer viu uma rena. Na verdade a gente sequer sabe a que espécie animal pertence uma rena. Rena é canino? Bovino? Alevino? Alguém sabe? Parem de abusar, portanto, deste animal.
Ninguém suporta músicas de natal, ninguém sabe tocar harpa, coral é um saco. Matem, portanto, Simone e queimem seu disco de natal.
Por último, como se não bastasse todo esse mau gosto, ainda colocaram na cabeça das pessoas que o natal não existe sem milhares de mini lâmpadas. Elas, por conseguinte, consomem uma quantidade de energia extra, em um único natal, capaz de alimentar Paris pelo resto da vida. Parem, portanto, de fazer decorações de gosto duvidoso, como a árvore azul que fica na praça do Iguatemi. Parem.
E assim, teremos todos um feliz feriado, onde os religiosos rezam pelo nascimento de Jesus, apesar de todos os estudiosos dizerem que essa data é mais uma adaptação da igreja católica, enquanto nós, bebemos e comemoramos com nossos entes queridos mais um ano que se encerra, afinal réveillon é água dura e ninguém passa com a família.
Boas Festas; Feliz Natal; Prospero Ano Novo e blá, blá, blá, blá.
sábado, 8 de novembro de 2008
E eis que abro meu e-mail e:
orkut - Diôgo Henrique convidou você para participar de uma comunidade:...
Gente ele não cansa.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Esposa blogueira é foda
Assim, coagido, assumo:
A gente estava realmente conversando sobre isso e ela falou as seguintes frases:
Obama não é tão preto assim, Obama nunca foi tão pobre assim. E eu, como estava fazendo o post na hora fui colocando.
Agora ela quer Royaltes.
Vou ter q dar a ela mais tarde.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Diôgo é um cara legal.
pessoas fazem isso comigo constantemente no orkut. Por isso, gostaria de deixar registrado aqui:
Muito obrigado pelo convite. De repente eu posso não estar interessado em fazer parte dessa comunidade, ou ainda, não estou adcionando comunidades que eu não possa dar a atenção devída. Portanto:
Não precisa. Novamente e decididamente, não precisa me convidar tanto.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Primeiro Contato
Um dos meus objetivo, com este blog é reunir pessoas chatas e ranzinzas como eu. Trocar idéias com elas e enriquecer meu leque de chatices. Os outros objetivos, eu tenho esperança de encontrar durante o percurso.
Vou dar exemplos para unir mais rapidamente as idéias:
Pra começar, eu odeio televisão. Não o aparelho, claro, mas Faustão, Zorra Total, Futebol dia de quarta e Didi em qualquer horário, toda a programação da Bandeirante, Chaves e milhares de outros que de vez em quando eu vou citando.
Detesto barzinho da moda, com aquelas pessoas que se vestem como se dissessem - por favor olhem pra mim, eu só tenho isso em minha vida, se vocês não me olharem, eu vou me matar. Pra falar a verdade eu não suporto nenhum tipo de moda, a roupa da moda, a festa da moda, a banda da moda.
Odeio babinhas de fim de semana, onde os chatos que sabem jogar são tão bem vindos e os legais pernas de pau só servem para pegar de gol.
É bom ficar claro que eu tenho conhecidos, amigos e até grandes amigos clichês. Alguns fora desse ambiente são até legais. O que me resta?
Os conhecidos finjo que não conheço, os amigos eu perdoou e os grandes amigos eu sacaneio.
Então, se sua mulher, marido, namorado (a), caso, ou simples parceiro (a) sexual lhe chama de chato com certa frequencia, ou se essa semana você já ouviu isso pelo menos duas vezes e de pessoas diferentes.
Pode ter certeza.
Provavelmente eles estão certos. O que fazer?
Manda todo mundo se fuder (com o maior carinho possível) e vem dividir essas histórias com a gente.