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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Rede Record


Rede Record
A televisão da Família Brasileira

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Reality Shows

Eu saio pra trabalhar geralmente por volta das 9:00h. A essa hora dá pra pegar um bom pedaço do programa de Ana Maria Braga.
O louro é meio idiota, ela é meio idiota e eu sou meio idiota, então acaba que um complementa o outro e fica tudo bem. Somado a isso, eu adoro culinária e sempre pinta uma receita ou outra, uma dica legal, uma reportagem internacional etc. demodosque, o programa da vovó gostosa acaba meio que fazendo parte do meu dia.

Semana passada, inclusive, começou um quadro que eu acho bacana. O Super chef.
O Lance é um reality show com estudantes de gastronomia que vão se matando durante um mês até só sobrar alguns e tal. Bem igual a todos os outros. E eu penso sobre...

Acho que esse formato de programa só deveria ser usado à risca, quando os integrantes forem só idiotas procurando aparecer. Gente geralmente sem conteúdo, ou sem maiores pretensões de ser alguma coisa na vida além de celebridades. Programas como o BBB ou a Fazenda são janelas pra esse tipo de gente e eu acho que deveria mesmo ser específico.

A porra é que desse jeito faz tanto sucesso, que os diretores de TV acabam enfiando esse tipo de programação em tudo, todo tempo. É No limite, é Garota Fantástica, foi Fama, é Ídolos e outros mais bizarros que devem ter por aí.

Esse Super Chefe por exemplo: Deveria ser diferente. Alí não se trata de gente querendo só fama, mas um gancho pra dar um up na carreira recém começada. São profissionais.

No programa eles são submetidos a testes semanais diferentes, como tratar uma bandeja com vários tipos de frutos do mar, ou criar pratos que combinem com determinado tipo de bebida. Não é simples e decididamente não é pra qualquer um. Pra quem curte cozinha é um show.

O problema, pra mim, está no tal formato eliminatório.
Nesse caso especificamente, cada aspirante a chef deve ter sua preferência culinária. Aquilo no que ele é bom. Mesmo sabendo que um chef recém formado tem que saber o máximo do possível em todas as áreas, existe aquela em que o cara tem uma empatia que provavelmente depois vai virar seu estilo.

Uns carne, outros massa, outros gafanhotos silvestres da Normandia. Cada um vai se dedicar a aquilo em que é bom.

Acontece que essas provas são separadas por semana. Em uma teve um chef especializado em comida Italiana e no outro um cervejólogo.
Assim, o primeiro eliminado só participa da primeira semana. Se ele não tiver uma habilidade apurada pra aquilo, ou delizar em alguma etapa, não vai chegar nem a contruibuir com o programa, nem aprender as outras técnicas da semana seguinte.

Uma merda. E isso poderia ser evitado, se por exemplo, ao invés da eliminação, toda semana houvesse um corte de pontos. Tipo um campeonato de pontos corridos. Quem fosse o indicado da semana ao invés de ser expulso da competição, perderia uma quantidade de pontos. O cara perderia no peixe, mas tinha de repente a chance de provar que é bom fazendo molho de baba de ornitorrinco.

Onde eu quero chegar?
No povo.
De novo a merda é o povo. Esse tipo de programa pra fazer sucesso, tem sua base na participação popular e eu não conheço nada que preste tendo o público como juiz. Nada.

Era assim com o Fama que só prestou até o segundo ano, quando uma mesa especializada, escolhia os indicados a final a partir da evolução do artista. Era bem bacana, mas inventaram de tomar o dinheiro da galera com a desculpa de que "aqui é vc que decide" e pronto, Thiaguinho foi escolhido o melhor cantor do Brasil.

É assim tb de dois em dois anos em outubro, mas isso é outra história.

O fato é que televisão aberta é uma ferramenta tão importante pro brasileiro que a programação deveria ser um pouquinho, mais criteriosa.

Assim como eu deveria ter uma pickup Volvo xc 60, mas a vida nem sempre é justa.


Enquanto isso, sigo por aqui escrevendo pérolas como essa na esperança de que alguém influente um dia leia e olha que coisa:
Se alguém me chamar pra dirigir programas na Globo, eu melhoro ela e de quebra compro minha Volvo. Não ia ser legal?

Sem mais, subscrevo.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Eu vou meter o dedo


Antes de meter o dedo, como eu gosto de fazer de vez em quando, quero dizer uma coisa:

Esse é um post de opnião, portanto:
Vc que vem pela primeira vez, dê uma olhada pra ver se essa idéia bate com a sua. Se bater, seja bem vindo e fique a vontade. A casa é sua.
Vc costumaz, que já imagina o que vem por aí, se não tiver a fim hoje, pode voltar a trabalhar.

Isto posto, vamos ao que interessa:

Muito se falou esses dias (que jeito ridículo de se começar uma narração) sobre a moça do vestido curto da Uniban. Postaram vídeos dela desfilando em seu modelito, expulsaram depois desistiram, a Une fez paralisação em frente a faculdade, e mesmo faltando os tambores do Olodum no pelourinho para dar a sua parcela de contribuição ao fato, a moça virou celebridade.

Geise Arruda o nome da garotinha.

Ao primeiro olhar, parece que o Brasil é um pais de sacana. Que a a mídia é porca, vazia e até eu pareço um desocupado quando paro pra escrever sobre isso. Parece, mas na verdade nada nunca é tão simples.

O levante popular sempre tem um motivo. Nem sempre um bom é verdade, mas sempre tem um. Nesse caso, será que apenas uma saia curta , ia criar essa comoção? Acho que não.

O que eu acho é que alí se trataram de forças destintas:
De um lado os recalques femininos disfarçados de moralismo, aliado a impotência machista disfarçada de vandalismo e de infantilidade.
Do outro a esculhambação muleque, a safadeza, a vontade de aparecer disfarçada de saia curta e de liberdade de expressão.

Elas estavam com inveja.
Queriam lá no fundo ter um pouquinho do instinto vadio da mulher dada.
A mulher que bota os pernões de fora e sobe a escada empinando a bunda pra mostrar os dotes. A mulher safada descompromissada, desimpedida que se vc cantar bem leva. Alí na hora.
A cachorra, aquela que não tá nem aí pro que a avó pensaria, vai na loja, compra a calcinha mais sacana, o vestido mais escroto e vai pra faculdade abusar.

Eles queriam pegar.
Queriam ter dinheiro pra pagar, mas não tinham.
Queriam ser bonitos, ou bons de papo pra levar de graça, mas não eram.
Queriam ver ela nua, mesmo que pra isso inflassem a balburdia, na intenção de que as carolas lascassem aquele vestido rosa e eles pudessem enfim ajudar.
Quem sabe uma mão aqui, ou outra alí pra cobrir os predicados da pobre e indefesa jóvem.
Instinto primitivo e já que estupro é crime uma bronha decente era o que eles se achavam merecedores.
Era só isso que eles queriam.

E ela? Ela queria isso mesmo.
Se mostrar, aparecer, abusar, afrontar, ser o alvo da punheta alheia.
Tinha corpo e teve peito pra isso. Por isso fez e eu acho louvável.
Claro que as coisas sairam muito melhor do que o esperado e a qualquer momento saberemos pra que revista ela vai pousar nua.

Eu tenho uma memória razoavelmente boa e me lembro de uma outra moça que teve um vídeo de sexo caseiro vazado na internet e por isso tb teve que sair escoltada pela polícia de uma faculdade.
As pessoas ficaram indóceis quando viram que mesmo depois do tal vídeo ter feito sucesso na net ela ainda teve a coragem de aparecer em público.
Como é que uma impura, uma mulher que faz sexo, tem coragem de aparecer no sagrado chão da universidade particular?

Estudei em uma universidade pública. Conviví com todo tipo de gente. Mulheres mais específicamente.
Gente boa como minha esposa. Gente não tão boa. E vagabundas da pior espécie. Sabe qual era a diferença no tratamento? Nenhuma. Sabe porque? Ela tava lá porque teve competência pra estar, não porque teve dinheiro pra estar. Isso faz uma diferença enorme.

Acredite quem quiser. Não faço distinção entre pessoas. Tem gente boa e ruim de todo jeito. Homem, mulher, preto, branco, católico, judeu, delegado ou prisioneiro. Rica ou pobre. O que eu quis dizer no parágrafo acima é que me assusta o que pode nascer de um lugar, onde as pessoas são educadas pra gritar pelo que querem com uma nota de dinheiro na mão. Tenho visto isso e esse tipo de gente me enoja. Pseudo riquinhos que podem tudo e mocinhas donas da verdade.

Não me surpreendeu o reitor querer expulsar, muito menos ter desistido. A mídia sem dúvida ainda é o melhor sistema judiciário do mundo. Na verdade nada me supreendeu. Todo mundo alí fez o que quis e aguentou as consequencias de. O que me motiva a escrever e a pensar sobre o caso é o estalo. O momento, o tiro acidental que dispara a guerra.

O que aconteceu pra ter começado? Os bois correm pra direita porque o boi da frente foi forçado a correr pra direita e gente é gado. Gente é motivado pelas mais diferentes razões, mas sobretudo pelo extinto do coletivo, da manada. Não era a primeira vez que ela ia daquele jeito. O que motivou a primeira pessoa a chamar ela de puta e correr atrás? Nunca vou saber, a mídia não tá interessada nisso.

A mim cabe pensar em quantas vezes eu fui o primeiro boi. Quanta gente eu devo ter prejudicado, ou feito bem por puxar a boiada. O ser humano realmente é intrigante.

Quanto as moças. Espero que não se sintam acuadas. Espero que continuem enfeitando as praias, as faculdades, as academias e todos aqueles lugares míticos onde se podem ver esses espécimes em seu habitat. Se mostrando, aparecendo, sendo cobiçadas e valendo cada centavo e tempo gasto com o corpo.


Vão pequenos grãos de discórdia entre casais, vão ao mundo criar balbúdia e torcicolos. Vcs são necessárias a sociedade moderna mais do que imaginam. Vcs são o elo perdido da consciência machista e retrograda. Um dia, quando olharmos pra uma bunda como a de vcs não pensaremos apenas no prazer que ela pode proporcionar quando de quatro chamam por um nome, mas no que isso vale realmente.


Pra que vale uma mulher?
Essa é a grande pergunta.
Afinal, ensinamento bom é aquele que acaba como começa.

Com uma dúvida.

Sem mais, subscrevo.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Olimpíadas 2008

Ontem ouvi um comentário do Prof. Albergaria na Rádio Metrópole, capitaneada pelo multi-uso e eterno político Mário Kértz.

No comentário, o professor esculhamba total com as olimpíadas. Que ele chama de "olimpiádas". Albergaria, doutor em esculhambologia como se auto entitula, foi perfeito. Tanto, que eu vou tentar citá-lo.

Resumindo:

Do ponto de vista cultural as "olimpiádas" são uma merda. Ninguém mais discute nas ruas (se é que um dia fizeram) sobre um novo filme, ou uma nova peça, só discutem sobre as tais 8 medalhas de Phelps, ou sobre o sumiço da vara de Fabiana Murer.

Do ponto de vista humanitário as "olimpiádas" são uma merda. Incentiva a competição de uma forma insalubre.

Do ponto de vista da beleza as "olimpiádas" são uma merda. A maioria das mulheres estão deformadas, veja o caso da chorona (Jade Barbosa) ou da pequena Gremilin (Daiane dos Santos).
E por aí ele foi e eu adorando. Tanto que não resisti e mandei um recado dizendo q ele era de fuder, ele retrucou falando que eu era com certeza um macho, pq todos os machos da Bahia o adoram e que ele os excitava psicologicamente. Naquela hora eu fiquei com inveja, ele realmente é muito bom.

Finalizando, o esculhambologista falou que o esporte a ser incentivado tinha que ser o amador e não o profissional o que eu concordo em parte e vou mais longe. Acho que a gente tem que ter mais claro onde acaba o espírito olímpico e onde começa o valor econômico do esporte.

As olimpiadas pra mim viraram um enorme mercado de valores. Pior, um mercado especulativo, onde se investe num atleta pelo retorno. Deu? bom. Não deu? Descarta esse e vamos pra outro. E isso acontece enquanto a China pra esconder seus absurdos sociais investe em câmeras superpoderosas pra pegar bem de pertinho e com a melhor qualidade possível a hora em que alguém se fode. Decididamente as olimpíadas são uma olimpiáda.







Pra terminar de lenhar a seleção toma 3 da Argentina, mas isso é uma outra história.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Dicas de como ser chato profissionalmente

Boa dica:



Isso é uma partezinha do quadro. 10% do quanto é engraçado. Quem tiver oportunidade de assistir a peça terça insana, esse quadro vale todo o investimento.
No Jô ficou meio sem graça. Aliás a globo tem esse poder. Pega quadros hilários no teatro e transformam em algo tipo Zorra Total, que só assiste quem é muito velho (de cabeça), quem não tem amigo pra sair, ou dinheiro pra alugar um filme. Ou seja, o que é mais deprimente do que a pessoa ser velha, pobre e chata em pleno sábado?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Primeiro Contato

Oi, a quem interessar possa.

Um dos meus objetivo, com este blog é reunir pessoas chatas e ranzinzas como eu. Trocar idéias com elas e enriquecer meu leque de chatices. Os outros objetivos, eu tenho esperança de encontrar durante o percurso.

Vou dar exemplos para unir mais rapidamente as idéias:

Pra começar, eu odeio televisão. Não o aparelho, claro, mas Faustão, Zorra Total, Futebol dia de quarta e Didi em qualquer horário, toda a programação da Bandeirante, Chaves e milhares de outros que de vez em quando eu vou citando.

Detesto barzinho da moda, com aquelas pessoas que se vestem como se dissessem - por favor olhem pra mim, eu só tenho isso em minha vida, se vocês não me olharem, eu vou me matar. Pra falar a verdade eu não suporto nenhum tipo de moda, a roupa da moda, a festa da moda, a banda da moda.

Odeio babinhas de fim de semana, onde os chatos que sabem jogar são tão bem vindos e os legais pernas de pau só servem para pegar de gol.

É bom ficar claro que eu tenho conhecidos, amigos e até grandes amigos clichês. Alguns fora desse ambiente são até legais. O que me resta?
Os conhecidos finjo que não conheço, os amigos eu perdoou e os grandes amigos eu sacaneio.

Então, se sua mulher, marido, namorado (a), caso, ou simples parceiro (a) sexual lhe chama de chato com certa frequencia, ou se essa semana você já ouviu isso pelo menos duas vezes e de pessoas diferentes.

Pode ter certeza.

Provavelmente eles estão certos. O que fazer?
Manda todo mundo se fuder (com o maior carinho possível) e vem dividir essas histórias com a gente.