Mostrando postagens com marcador Nobres embates teórico-filosoficos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nobres embates teórico-filosoficos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Eu vou meter o dedo


Antes de meter o dedo, como eu gosto de fazer de vez em quando, quero dizer uma coisa:

Esse é um post de opnião, portanto:
Vc que vem pela primeira vez, dê uma olhada pra ver se essa idéia bate com a sua. Se bater, seja bem vindo e fique a vontade. A casa é sua.
Vc costumaz, que já imagina o que vem por aí, se não tiver a fim hoje, pode voltar a trabalhar.

Isto posto, vamos ao que interessa:

Muito se falou esses dias (que jeito ridículo de se começar uma narração) sobre a moça do vestido curto da Uniban. Postaram vídeos dela desfilando em seu modelito, expulsaram depois desistiram, a Une fez paralisação em frente a faculdade, e mesmo faltando os tambores do Olodum no pelourinho para dar a sua parcela de contribuição ao fato, a moça virou celebridade.

Geise Arruda o nome da garotinha.

Ao primeiro olhar, parece que o Brasil é um pais de sacana. Que a a mídia é porca, vazia e até eu pareço um desocupado quando paro pra escrever sobre isso. Parece, mas na verdade nada nunca é tão simples.

O levante popular sempre tem um motivo. Nem sempre um bom é verdade, mas sempre tem um. Nesse caso, será que apenas uma saia curta , ia criar essa comoção? Acho que não.

O que eu acho é que alí se trataram de forças destintas:
De um lado os recalques femininos disfarçados de moralismo, aliado a impotência machista disfarçada de vandalismo e de infantilidade.
Do outro a esculhambação muleque, a safadeza, a vontade de aparecer disfarçada de saia curta e de liberdade de expressão.

Elas estavam com inveja.
Queriam lá no fundo ter um pouquinho do instinto vadio da mulher dada.
A mulher que bota os pernões de fora e sobe a escada empinando a bunda pra mostrar os dotes. A mulher safada descompromissada, desimpedida que se vc cantar bem leva. Alí na hora.
A cachorra, aquela que não tá nem aí pro que a avó pensaria, vai na loja, compra a calcinha mais sacana, o vestido mais escroto e vai pra faculdade abusar.

Eles queriam pegar.
Queriam ter dinheiro pra pagar, mas não tinham.
Queriam ser bonitos, ou bons de papo pra levar de graça, mas não eram.
Queriam ver ela nua, mesmo que pra isso inflassem a balburdia, na intenção de que as carolas lascassem aquele vestido rosa e eles pudessem enfim ajudar.
Quem sabe uma mão aqui, ou outra alí pra cobrir os predicados da pobre e indefesa jóvem.
Instinto primitivo e já que estupro é crime uma bronha decente era o que eles se achavam merecedores.
Era só isso que eles queriam.

E ela? Ela queria isso mesmo.
Se mostrar, aparecer, abusar, afrontar, ser o alvo da punheta alheia.
Tinha corpo e teve peito pra isso. Por isso fez e eu acho louvável.
Claro que as coisas sairam muito melhor do que o esperado e a qualquer momento saberemos pra que revista ela vai pousar nua.

Eu tenho uma memória razoavelmente boa e me lembro de uma outra moça que teve um vídeo de sexo caseiro vazado na internet e por isso tb teve que sair escoltada pela polícia de uma faculdade.
As pessoas ficaram indóceis quando viram que mesmo depois do tal vídeo ter feito sucesso na net ela ainda teve a coragem de aparecer em público.
Como é que uma impura, uma mulher que faz sexo, tem coragem de aparecer no sagrado chão da universidade particular?

Estudei em uma universidade pública. Conviví com todo tipo de gente. Mulheres mais específicamente.
Gente boa como minha esposa. Gente não tão boa. E vagabundas da pior espécie. Sabe qual era a diferença no tratamento? Nenhuma. Sabe porque? Ela tava lá porque teve competência pra estar, não porque teve dinheiro pra estar. Isso faz uma diferença enorme.

Acredite quem quiser. Não faço distinção entre pessoas. Tem gente boa e ruim de todo jeito. Homem, mulher, preto, branco, católico, judeu, delegado ou prisioneiro. Rica ou pobre. O que eu quis dizer no parágrafo acima é que me assusta o que pode nascer de um lugar, onde as pessoas são educadas pra gritar pelo que querem com uma nota de dinheiro na mão. Tenho visto isso e esse tipo de gente me enoja. Pseudo riquinhos que podem tudo e mocinhas donas da verdade.

Não me surpreendeu o reitor querer expulsar, muito menos ter desistido. A mídia sem dúvida ainda é o melhor sistema judiciário do mundo. Na verdade nada me supreendeu. Todo mundo alí fez o que quis e aguentou as consequencias de. O que me motiva a escrever e a pensar sobre o caso é o estalo. O momento, o tiro acidental que dispara a guerra.

O que aconteceu pra ter começado? Os bois correm pra direita porque o boi da frente foi forçado a correr pra direita e gente é gado. Gente é motivado pelas mais diferentes razões, mas sobretudo pelo extinto do coletivo, da manada. Não era a primeira vez que ela ia daquele jeito. O que motivou a primeira pessoa a chamar ela de puta e correr atrás? Nunca vou saber, a mídia não tá interessada nisso.

A mim cabe pensar em quantas vezes eu fui o primeiro boi. Quanta gente eu devo ter prejudicado, ou feito bem por puxar a boiada. O ser humano realmente é intrigante.

Quanto as moças. Espero que não se sintam acuadas. Espero que continuem enfeitando as praias, as faculdades, as academias e todos aqueles lugares míticos onde se podem ver esses espécimes em seu habitat. Se mostrando, aparecendo, sendo cobiçadas e valendo cada centavo e tempo gasto com o corpo.


Vão pequenos grãos de discórdia entre casais, vão ao mundo criar balbúdia e torcicolos. Vcs são necessárias a sociedade moderna mais do que imaginam. Vcs são o elo perdido da consciência machista e retrograda. Um dia, quando olharmos pra uma bunda como a de vcs não pensaremos apenas no prazer que ela pode proporcionar quando de quatro chamam por um nome, mas no que isso vale realmente.


Pra que vale uma mulher?
Essa é a grande pergunta.
Afinal, ensinamento bom é aquele que acaba como começa.

Com uma dúvida.

Sem mais, subscrevo.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O dois lados de uma história

Fim de semana passado, em um bate papo entre amigos, ouví um relato de um trecho extremamente emocionante da vida de alguém.
Independente do trecho, uma coisa me chamou a atenção.

Uma história, mesmos personagens, jeitos diferentes de contar.


De um lado um filho orgulhoso da mãe, do outro uma mãe envergonhada do filho.

A história vc já viu antes. Sérias dificuldades financeiras em algum ponto da vida. Viu, mas talvez não tenha sentido. Talvez não tenha visto um filho dormir com fome, talvez não tenha passado a noite em claro sabendo que o amanhã vai trazer outra noite.

Viu, mas não sentiu um brilho inabalável nos olhos desse filho que dormiu com fome, hoje, ao de um lado lembrar com memória de infância e do ountro olhar pra mãe, que a essa altura lembra com memória de adulto castigado.

Ao ouvir esse relato, não só eu, mas todos nós nos emocionamos, o que poderia por sí só se transformar num relato. Mas não é quanto a isso que me coloco aqui. Este é sobre o que me move, ou move qualquer um de vcs.

Eu nunca fui deslocado pelo que me inspira no momento. Nunca fui movido por um instinto imediatista de resoluções práticas de um concurso público. Talvez por isso ainda nade tão forte, mesmo a competição ja tendo começado a tanto tempo. O que me moveu e o que me move, não é o que os outros lados estã vendo hoje, mas como o isso de agora serviu pra construção do isso de amanhã.

Quero, preciso e vou olhar pro ontem de amanhã e ver com meus olhos de dureza, enquanto olhos de esperança vão pensar que também podem.

Pode parecer filosófico, mas é simples assim.

Sem mais, subscrevo.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Como poderia?

Comecei o último post assim:
Ontem num dos milhões de regabofes cachacísticos em que me envolvo nos fins de semana, sentí falta de alguém.
Imediatamente pensei, tenho que começar esse de forma diferente, já que ambos nascem da mesma mãe imunda, ou do mesmo causo, vc decide.
Porém, como hoje e ontem foram dias fodas, e eu não tô muito bem da cabeça, tudo que eu escrevesse ia soar repetitivo. Assim, resolvi usar o mesmo começo de novo: Segue:

Ontem num dos milhões de regabofes cachacísticos em que me envolvo nos fins de semana, sentí falta de alguém (nesse caso de alguma coisa).

Ja sei: Das minhas lembranças.

Lendo o post de Drummond me percebi num dilema: O que mais eu não me lembro de domingo?
Sério. Não lembrava desse papo de quem é Santo Antonio e nem de mais um monte de coisas.

Como todos os acontecidos devem ter sido tão legais, mas tão legais, que eu não me lembro. A cosia fica ainda melhor. É massa. A gente se diverte a semana toda. De quando em vez aparece uma foto, uma lembrança esfumaçada e rola aquele flash back engraçado nos lugares e horas mais imprevistos.

Sigamos:
Pois então, temos uma mania diabólica de jogar Imagem e Ação. Saca imagem e Ação né?
Isso, aquele jogo que vc pega uma carta com um nome e tem que desenhar a palavra pra sua equipe etc.
Já ví esse jogo de várias formas com várias galeras diferentes. Na minha, é com mímica e só começa mesmo depois da 15ª cerveja (pra dar mais emoção).

Acontece que sempre, sempre, sempre rola briga. O cara bêbado já não segue as regras mínimas de convívio social, imagina as regras de um jogo que muda de regra cada vez que a gente joga?
Como diria Neto, não é nem um pé de pica, é um canavial de rola (lá ele).
Resumindo é uma gritaria da porra e toda rodada acaba com pelo menos uns dois ou três pariticipantes sem se falar.
Já ví amigos de infância se ofenderem bruscamente, irmãos se sacanearem a sério e até eu quase me separo umas 7, 8 vezes. Claro que nunca nenhum desses perrengues durou mais de um mês, pelo menos até agora.

Vem daí que nesse domingo aceitamos 2 novos participantes na roleta russa do Imagem e ação da minha galera. João Figuer e Cris.
Eles são pessoas finas, elegantes e racionais. Como tal, depois da 45ª briga e do 235º começo de briga em menos de 30 minutos, sentiram que algo não ia bem e me sairam com uma idéia brilhante:

- Gente todos nós somos crescidos, amigos então pra que tanta briga? Vamos fazer assim:
- Quando alguém disser que falou, mesmo que ninguém mais tenha ouvido vale.
- Se todo mundo falar ao mesmo tempo, a gente faz outra vez e tal (Leia-se tal, como um conjunto complexo de outras regras polidas e com o intuito de nos tornar pessoas melhores e mais preparadas pra geração de aquário, acho).

Resolvemos aceitar e toda vez que uma briga ia recomeçar, eis que surgia o Super João, o homem do óculo lilás, e Cris, seu Hiper-Mega-Escudeiro, para dirimir a contenda e repetir em uníssono, aquilo que deveria ser o protocolo de Kyoto do Imagem e ação:
- Se lembrem, se neguinho disse é porque é verdade, branquinho não ia mentir pros próprios amigos e tal.
A coisa foi se repetindo, primeiro de 5 em 5 minutos, depois de 10 em 10 e por aí foi até que estávamos jogando como sexagenários no antigo Bingo da Barra.
- Bingo, êê.
...
...
...
Péssimo.
Só jogamos uma partida e pronto, ninguém comemorou (que eu me lembre), ninguém pediu revanche (que eu me lembre).
Percebemos então que nós não somos polidos, nem elegantes, nem racionais, nem nada de bom quando se refere ao dado jogo. Pior, não gostamos da experiência de ser. Gostamos de achar que estamos sendo trapaciados e brigar, adoramos brigar, chatear, irritar, gritar e nos chamarmos de Filadaputaladrão. Gostamos do roots, de voltarmos às cavernas. É. Assim é que é bom.

Parece louco, mas é um exercício interessante ver como é bom, de vez em quando, virar um troglodita, brigar, gritar e aos poucos ir voltando ao normal, perto até do educado. Por isso:
Sorry super João, sorry Hiper-Mega-escudeiro. Não queria dizer aqui, mas a gente não presta, da próxima vez, se rete com a gente e mande a gente se fuder. Acredite o jogo assim, vai ser bem mais animado.

Quanto a sacanear a tequila e a sapiência do nosso amigo (história que eu conto mais tarde), isso pode, porque sempre é muito divertido.

Sem mais subscrevo.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Ressaca é doença?

- Cabeça, pegue água pra mim que eu tô doente.
- Doente de que Pablo?
- Tô de ressaca.
- e desde quando ressaca é doença?
- Cabeça, qual é o contrário de doente?
- Saudável.
- Eu tô saudável por um acaso?
- Hummm, não.
- Então obviamente eu tô doente.
- Vc é um descarado sem limite.

(cabeça não sabe nada sobre enfermidades)