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sábado, 23 de maio de 2009

Quem se lembra da Tana Mão?

Tana Mão, aquela nossa empresa de dominação mundial.

Essa aí ó, com nossas duas gueixas negras (foto do nosso carnaval na boate Lotus) e tal.

Pois bem, não estava dando muitas notícias dela, porque depois da desgastante Semana Santa, ficamos meio zonzos com tanto trabalho e acabamos sendo engolidos pelo mês de maio. Daí que eu (diretor comercial de merda) não fechei nada pro mês, o que acarretou sérios (nem tanto) problemas de ordem financeira para a empreitada.

Já em junho...:

Dia 06 - Aurora a maior rave da Bahia;
Dia 21 - Forró da Mãe Dioca em Santo Antonio de Jesus;
Dia 24 - Forró da Paquera em São Miguel das Matas e
De 19 a 25 em Amargosa.

Brocado, quem quer um empréstimo em Julho?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Decisões

O homem é feito de decisões, vidas são feitas de decisões, futuros se constroem em cima de decisões, e tantas outras frasezinhas prontas e clichês são exemplos que eu poderia dar, pra explicar nossos primeiros dias de empresa. Eu prefiro do meu jeito:

A dificuldade de uma decisão é diretamente proporcional ao estrago que ela pode fazer se der errado. E pronto.

Como vcs sabem, e eu preciso parar de dizer isso antes que fique repetitivo, planejo dominar o mundo.
Sei que isso é uma questão de tempo.
Sei que a demora vai ser um gráfico, onde x é o tempo, e y a quatidade de decisões acertadas que eu tomo.
Sei que eu tenho pressa, o que automaticamente me leva a mais três problemas:

1 - O mundo é um escroto;
2 - O tempo é um sacana;
3 - Os dois juntos insistem em me fazer esperar mais do que eu mereço.

Informações indispensáveis dadas, assim começa minha saga.

Todos os dias, tomamos pequenas decisões.
Pegar a fila da direita, ou da esquerda; Suco ou refrigerante; Skol ou Brahma etc.
Em geral elas são tão superficiais que, ao final do dia, a gente nem lembra.
Devem ser milhares todos os dias.
E porque a gente não lembra? Simples. Se errarmos, o problema criado (quando chega a ser criado) é mínimo. 10 min de atraso, 50 gramas a mais etc. Nada demais.

Agora, quando as decisões envolvem coisas grandes, como dinheiro (mesmo pouco) por exemplo, a coisa muda de figura.

Se vc entra no ônibus, o cobrador diz que tá sem troco, pede pra vc aguardar, vc dorme, seu ponto chega, vc sai correndo e esquece seus R$ 0,80. Vc fica puto e cata o ônibus durante uma semana pra pegar seu troco.
Se vc vai naquele acougue mal assombrado e compra 1 kg de costelinha de porco, deixando de ir no acougue bacana porque é mais caro, paga R$ 5,00 no quilo, na saída passa na porta do primo rico, vê uma costelinha mais gordinha, mais limpinha e sem aquele acougueiro fantasma, sendo vendida a R$ 4,60, é a mesma coisa de tomar uma facada no rim (seja lá qual for a dor que isso pode causar).

Nos 2 casos, foi um problema de decisão. Vc decidiu aguardar o troco sentado, poderia ter ficado em pé ao lado do cobrador e não esqueceria. Poderia perder o preconceito e cotar a costela no acougue bacana, já que era passagem, mas simplesmente não fez. Perdeu, a perda é mínima, mas é uma perda. Ninguém gosta de perder. Aliás, saber perder é uma sabedoria com a qual eu não quero conviver.

Quando vc tem uma empresa, por menor que seja, ou um grannde cargo, tanto faz. Suas decisões, e claro os erros advindos delas, não atingem só vc, ou seu bolso. Atinge outras pessoas. Pior, atinge objetivos, metas e isso causa estragos enormes.

Estamos hoje passando por um momento muito gostoso. A constituição de uma empresa. Agora, pequenos, estamos montando o como ela será quando for grande. É um exercício fantástico, mas muito complicado e perigoso, afinal, aqui não é o desafio SEBRAE e errar envolve grana de verdade.

As decisões vão de aparentemente simples, a nitidamente complicadas.
Simples como decidir que cor usar, comprar, ou não aquele supérfluo pra decorar e complicadas como decidir preço ou fechar ou não um camarote pro carnaval.

São inúmeras variáveis, incontáveis cálculos, e achismos mil, pra chegar a uma decisão. Acreditem. Não é fácil. Principalmente porque depois de tantas análises o que realmente importa é a pergunta que vc cria pra vc mesmo responder. Vale a pena? É viável? Quanto a gente vai ganhar?

No processo de construção de nossa última decisão importante, chegamos a uma pergunta tão complexa quanto a decisão a tomar:
Se ganharmos, vamos ganhar pouco em dinheiro, mas muito em visibilidade e experiência.
Se perdermos, vamos perder de uma vez, todo o capital de giro, que vai segurar a gente, no mês de março.
Sem contar que, sem grana, nossos objetivos pro segundo semestre vão ter que esperar a gente construir novamente um capital. Fecha ou não fecha o negócio?

Pergunta fodida né? A gente tb achou.

Pensei em dizer a que resposta chegamos, mas assim, vcs não sentiriam o que a gente sentiu. Não seria justo com vcs.
Como eu disse: A dificuldade de uma decisão é diretamente proporcional ao estrago que ela pode fazer se der errado. Nesse caso pode até dar errado, mas foi minha decisão.