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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Amigueiros

Eu cito amigos aqui no blog. Quase sempre conto casos. As vezes os envergonho, as vezes os homenageio, mas nunca, nunca intento destruí-los.

Leia isso aqui antes de proseguirmos.

Se vc foi obediente e leu tudo, deve ter voltado aqui e ido lá e mais uma vez e tal.
Pois bem, como dito antes, cito amigos aqui no blog e como a maioria dos meus amigos (pra que eu comesse a maioria dos meus amigos, teria que ter escrito e como como a maioria... imbecil) tem blog, acabo cintando esses blogs também.

Um exercício que julgava importante até então, afinal, o mesmo prazer de comunicar que tenho, acredito, todos esses amigos blogueiros têm. Sei também que nem todos esses blogs podem ser considerados, como este, paises em fase de desenvolvimento. Por isso, sempre me senti muito bem em dividir com eles minha imensa popularidade, novamente até então.

Vem daí que, sempre leio meus próprios posts. Leio pra tentar entender, o que me motivou naquele momento, a escrever dada merda. E porque esta asneira é diferente da que eu estou escrevendo agora. Mais ainda, que comentários esse ou aquele post incentivou?

Isso acaba sendo um termômetro bom, porque me mostra que não só eu escrevo merdas em série, como vcs acompanham e comentam quanto mais porca seja a escrita.

Assim, ao rever meus últimos posts, percebí que eles estavam trasnformando meu blog numa espécie de caixa de recados.

Eu escrevia sobre algum amigueiro (claro que vcs inteligentes que só, já perceberam que é uma abreviação boba de amigo blogueiro) e este respondia no seu blog me incitando a escrever novamente, que respondia colocando já um outro, que também respondia no blog e tal.

Sem perceber criamos um circulo semi-fechado, em que para um novo visitante entender, seria necessário abdicar de horas de trabalho, ou de sexo, pra ler cerca de uma centena de posts, até entender por exemplo quem é o demônio do dia de domingo e por aí vai.
Percebendo isso, resolví dar um tempo nesse tipo de publicação e me dedicar a besteiras sem pé nem cabeça, porque sei que faço isso muito bem.

No entanto, fui tomado de surpresa por um telefonema que dizia:
- Comigo é na inhanha
- Mexeu comigo sua resposta tá lá.

Sentí meu futuro ameaçado e corrí pro agora site. Estupefacto fiquei e ainda estou, a ver os comentários de um tal Jojó da baba, um rapazinho, dono de um blog imundo e pouco visitado.
Um rapaz ranzinza e amargurado que usa dos seus expedientes contra mim, cabeça e nosso enlace matrimonial, que aqui reforço é sólido e não se abalará com tais dispautérios.

Fui acusado de ir pra peça Camélia e Ravelovich, no centro cultural da Barroquinha, ao lado do Cine Gláuber Rocha, que está em cartaz de quinta a domingo, as 20:00h, que custa R$ 10 e que se eu fosse vcs eu iria (aliás eu fui) para apenas de lá trazer comentários sobre peitcholas fracesas.

Calúnia. A atriz não tem peitcholas. Tem caroçinhos de amendoim pré torrados que só fazem o gosto daquele depravado que tem como ideal de mulher gostosa Sarah Silverman.
Por isso, como quis incentivar tal pessoa, a ter um contato qualquer, com algo cultural que não seja beber em lugares turísticos, tentei incentivá-lo dizendo:
- Vai que a atriz paga um peitinho do tipo que vc gosta.

Vejam vcs como o mundo é sujo, como as pessoas são cruéis. Tentei incentivar o homem isopor a ir ao teatro e sou alçado a marido descarado que vai pra teatro olhar peito de atriz.

Pois bem rapazinho. Ponha-se no seu lugar, porque cabeça, minha digníssima, tem atributos que encabulariam toda uma França e não me sobra tempo em casa, dada a nossa atividade lúdica preferida, para olhar pra peitos, peitcholas, peitinhos ou o que quer que seja, em qualquer que seja o lugar.
A propósito leia também seu post e veja quem, depois de tudo, disfarça e novamente sugere uma "reunião dominical" lá, na toca da onça, onde tudo começou.
O que vc quer com isso? Deixar a mocinha com todo o crédito por aquelas segundas-feira destruídas, em que vomitamos em cima dos papeis que deveríamos cuidar?

Não. Vc tem parte. Vc é um dos arquitetos do cão sim. Vc quer nos destruir a todos. Vc nos quer desempregados e esmolés aos seus pés bem sucedidos. Aceite isso. Vc é maligno, maléfico e maledicente.
Aceitando isso, vc vai ser uma pessoa melhor e quem sabe resolve acatar a idéia de beber tsunamicamente no sábado e destruir o domingo, já que ele foi criado pra isso.

Aproveitando o ensejo recuso, com pesar, seu convite pra quela cervejinha de domingo na Pedra Furada. Tenho assuntos que requerem uma pequena viagem ao interior da Bahia.
Sábado pretendo fechar um negócio que nos embebedará a todos e 16 de Agosto é procissão de São Roque com o qual tenho obrigações (segunda conto quais).
No entanto, semana que vem, se vcs estiverem livres, tenho planos tão maléficos quanto os seus, ou seja, estou aos poucos me rendendo aos que não consegui combater.

Sem mais, subscrevo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A propósito

Eu não assistí Faustão nem Didí (como alguém me desejou).

Assistí, finalmente, Quem quer ser um milionário (que inclusive recomendo porque é ótimo), ao vídeo show, programa de umbigo Fantástico e ao No Limíte que me ensinou como escrever certo o nome das pessoas do sexo feminino que nascem no mês de julho.

Fuçado no Bobagento.

Fomos agredidos

Nada foi como deveria ter sido.

Lá pelo meio dia, como de costume, a voz rouca me ligou, mas dessa vez havia um pesar em meio ao pigarro das bebidas do sábado:

- Eu não quero ser um peso na vida de vcs;
- Como assim, o que aconteceu?
- Lí seu post e não quero ser tachado de influência maligna;
- Tá, tudo bem, vai ser onde hoje?
- Eu vou trabalhar e não vou sair nunca mais no domingo com vcs.
- Tá, tudo bem, vai ser onde hoje?

Diante da minha não aceitação de que os dispautérios acima eram verdadeiros, me surge ele com novas e aterradoras pragas:

- Fiquem aí e assistam Fantástico e No Limite (nesse momento fiquei tenso e percebi que existia alguma coisa de realmente rancorosa no ar)
- Vcs vão ficar em casa na companhia de Didí e de Faustão (pronto. O alguém do outro lado realmente me desejou coisas odiosas e psico-purulentas)
- Mas jóvem o que aconteceu, onde está o amor entre os amigos?

Ele respondeu, mas eu não consegui entender. Fiquei alí, com o telefone na mão, imaginando eu e cabeça, no nosso sacrossanto lar, comendo macarrão com galinha em frente a TV e comentando sobre como as olimpíadas do Faustão (ou coisa que o valha) eram engraçadas.
Foi o momento mas tenso do meu mês.

O fato é que ficamos de nos falar assim que acabasse mais um turno de trabalho do meu amigo lavrador.

Desligo o telefone certo de que dessa eu tinha escapado.
Toca o telefone novamente. Era o capeta em forma de guri me ligando:

- Fomos alvejadas, agredidas, estamos transtornadas com tantos desaforos ditos pelo nosso desvirtuador em comum. |pausa| Nesse momento, como num filme em que se descobre o final no meio, eu percebí que o cão tem mais de uma face

|fim da pausa|.
- Ele disse que não vai sair, que vai trabalhar. Vamos pra empresa dele força-lo a se redimir (entenda como beber no local de trabalho do pobre demônio).
- Tudo bem, vamos sim.
Bateu uma maresiazinha básica e eu liguei pra dizer que não ia.
- É to com preguiça também.
Fim da história.


Nada


22:30, não, vc não enterndeu errado.
22:30 me toca o miserável. Acabei de trabalhar agora e vamos sair pra comer alguma coisa vai?
Ouço isso, sob risinhos da gangue maléfica que a esse momento já estava toda reunida pra "comer alguma coisa".

Não fui. Dormi com dificuldades, imaginando as conversas que surgiriam, mas hoje consegui levantar sem aquela vontade habitual de vomitar e percebí que existe vida além do velho se embriagar aos domingo. Tá tendo até post cedo...

Desejo com isso, uma boa segunda a todos, menos a vcs seres malévolos que foram beber domingo depois das 22:00.
A vcs, desejo uma azia arrombativa, um enjôo tempestuoso, um cansaço alquebrante e um sono, mas um sono que dure o dia todo, um sono que só vai passar a noite quando vcs deitarem e não conseguirem dormir por causa da dor de cabeça avassaladora.

Pronto. Acho que com isso vou me sentir melhor por não ter saído ontem.

Sem mais, subscrevo.

domingo, 24 de maio de 2009

Domingo, quero te encontrar...

(comecei a escrever esse post domingo e nem sei se ele tem mais importância. Tava lá, escrevendo, bonitinho, quando o jóvem e devasso homem isopor me chamou pra beber. Bebí, dormí, depois veio a segunda e enfim, saiu agora. Se quiserem, podem opotar por deixar pra ver no domingo que vem. Domingos são todos iguais.)

Se lembra daquela musiquinha do Só Pra Contrariar? Aquela de Alexandre Pires, que comeu uma das Sheilas e chorou quando cantou pro Bush?

Pois é, hoje acordei cêdo e sem ressaca. Logo, nada mais deprimente pra vir a cabeça num domingo sem ressaca do que a musiquinha do Alexandre. A pequena modinha era sobre alguma coisa sofrida, que os cantores de pagode romântico adoram. E não existe coisa mais sofrida no domingo do que a programação da televisão aberta. Nada é tão deprimente, depois da música do SPC e depois de acordar domingo sóbrio, do que a programação da televisão brasileira no dito dia.

Na verdade, como tive opção, já que não bebí muito no sábado, acordei cêdo pra assistir a corrida de Monte Carlo em Mônaco.
É como Roberto Carlos e Erasmo, uma vez por ano tá lá. Eu me sento na frente da tv pra assistir a corrida e pra jogar praga em quem esta vendo ao vivo. Aproveito e faço planos para o mais cêdo possível estar lá, sendo vítimas de pragas jogadas por pobres como hoje eu sou.

A corrida é linda porque o lugar é lindo e só. Não tem ultrapassagens nem acidentes espetaculares. Quando dá uma chuvinha até que é legal, mas vc perde a chance de ficar babando o Mar Mediterrâneo.

Lá pelo meio, Cabeça acordou. Fomos fazer o almoço dominical. Fazia isso enquanto dava uma espiada em outro programa bacana, o Auto esporte, que de tão legal é curtinho. Claro que a globo não ia nos dar a ousadia de ter dois programas assistíveis no domingo.

Aprontamos o rango e fomos pra frente da TV, como bons brasileiros imbecís, nos deliciar com nosso prato em frente a telinha. Pronto (ou fudeu vc decide), de repente vímos abrir o buraco negro do desespero, o abismo do bom senso e do que um ser humano com um QI minimamente útil suporta.

Turma do Didí. Enquanto corrí pra mudar o canal, percebí que agora, o Charles Bronson brasileiro, voltou a fazer par romantico com mais um Tutankamon: Dedé Santana. Já falei muito sobre o que eu acho do Didi em outros posts. Vamos nos ater a mudança de canal.

Band. Passava o Riskinggatway contra o Arzetopifaneo pelo campeonato turco da terceira divisão. Acho que a escolha foi em função de algum brasileiro jogar nesse campeonato. Pra sorte da Band, tem um brasileiro jogando em cada campeonato do mundo. Repito, cada campeonato do mundo.

Na record passava Eliana e seus dedinhos apresentando dois humoristas. Um imitando o Faustão e o outro imitando Joelma, numa disputa pra advinhar umas músicas que tocavam ao contrário. Pensei que ninguém mais faria isso depois de Mara Maravilha, mas ela fez.
Dalí foi difícil mudar porque Cabeça, que rí até das piadas de Drumond, gostou por um momento.
- Que coisa engraçada, repetia a pequena lesada.

Consegui mudar e, num canal que me pareceu o SBT, passava o Show do Tom. Esse particularmente me assustou. Sério!
Lá, peças vindas do retiro dos artistas, se dividiam em dois grupos. Um liderado por uma Drag Queen chamada de Princesa (eu acho) e o outro por, nada mais nada menos que, Sérgio Malandro. Ele mesmo. Tomei um susto. Vcs acreditam que ele ainda faz glu glu? Juro.
Eles disputavam um tipo de imagem e ação, intercalado com piadas que vímos no começo do MIRC.

A essas alturas já não via mais sentído em manter uma televisão em casa. Pensei em maneiras de acabar com aquele tormento, jogando-a do 17º andar sobre a cabeça de um grupo da 4ª idade que passava em baixo. Pensei: Se eu não posso fazer isso com o Sérgio Malandro, pelo menos faço com algum contemporâneo dele.
Cabeça, obviamente, não permitiu e sábia que é, me convidou para o soninho de domingo. Convite que aceitei de pronto, logo depois do pudim. Terminando assim o meu contato com o sol do domingo.

Pensei que a noite teria mais alguns rounds contra a dança dos famosos, mas Jorge e Drumond me chamaram pra beber e aí é outra história.

Sem mais, subscrevo.