sábado, 9 de maio de 2009

O novo papa e mais pessoas legais

Badwen, o papa auto-eleito

Allen Avid Bawden (nascido em 1959), é um cidadão americano que elegeu a si próprio como “papa Michael I” uma vez que ele e seu grupo de seis sacerdotes - chamados Sedevacantistas - consideram as eleições dos últimos papas inválidas por serem todos modernistas.

Sedevacantistas discutem que se a faculdade dos cardeais não nem não puder eleger um papa válido, os Católicos ordinários podem fazê-lo, sob o princípio de “Epikeia” (equidade). Sob esta alegação, David Bawden foi elito papa por seis pessoas em 1990 (incluindo a si mesmo e seus parentes). Ele está trabalhando como “papa” atualmente.

Encontrei fuçando o Gaiaba. Vai lá e vê o resto da galera.

Tem idiota de tudo que é jeito no mundo (tem uns até que ficam colocando esses links por não ter nada melhor pra escrever).

Tatoo é coisa de vagabundo

Fuçando o Malemolente descobri porque minha mãe acha tatuagem coisa de vagabundo.

Tem mais lá.

Como eu sempre digo: Tem idiota de todo tamanho e qualidade.

Salvador segue fudido, eu tô melhor.

Ontem parou de chover um pouco em Salvador, o que me deu a falsa impressão de que as coisas iam melhorar.

Pra quem não mora em Salvador, não assiste o Jornal Nacional, ou não é desse mundo: Salvador está em baixo dágua.
Pra quem é novo por aqui e não é um leitor desse blog (provavelmente tinha uma vida melhor antes), eu estou me recuperando de uma crise de dor nas costas que me roubou uma semana.

Isto posto, tive a idéia brilhante de, no post abaixo, travar uma analogia entre a minha crise lombar e as chuvas em Salvador. Idéia que mais tarde se mostrou, não suspreendentemente, idiota.
Não vi jornais entre ontem pela manhã e hoje meio dia. Também não passei por alagadiços, logo, tive a falsa impressão de uma melhora no clima da cidade. Falsa. Acabei de ver que muitas casas caíram e tem gente soterrada. Meus sinceros sentimentos. Deve ser foda não poder contar com um lugar seguro pra se esconder.

Do meu lado, não sei se estou melhor, ou me acostumando com a dor. Já tomei uma infinidade de remédios e fiz duas seções de acupuntura (aquele chinês desgraçado quer me aleijar com aquelas agulhinhas dos infernos), mas de um jeito ou de outro consegui trabalhar um turno ontem.
Continuo torto, andando igual a um pato, mas andando. Ou seja, Tô melhor.

Por isso chega de falar de doença. Vamos, aos poucos, voltar a acabar com nossos fígados e tocar a bola pra frente (tô precisando mesmo tocar minha bola pra frente).

Agradeço a todos que me deram dicas de clínicas que atendiam pelo sus, garrafadas ou a miséra da acupuntura. Desejo que quando vcs sentirem coisa similar ou pior, esteja lá o CATO, o COT, ou CPQV (caralho preto que voa) disposto a lhes ajudar.

Sem mais.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Blog novo

Eu não ia dizer nada, mas se Jorge já falou...
Drumond fez um blog.
Empada com Birita
Tá começando, mas pelo jeito tem coisa boa vindo por aí.

Chuva, dor e HGE

Quem não mora em Salvador, ou mora em algum lugar onde a chuva faça parte do cotidiano, não entende porque tanta comoção com as chuvas que não param por aqui.
Salvador é feito de açúcar, doce, gostoso, mas não suporta água. Simplesmente se disfaz e tudo para.

Igual a mim. Difícil ficar doente, mas quando fico...

No momento estou em casa. O médico me proibiu de trabalhar pelos próximos 3 dias. Logo qdo chove como há muito não chovia.

Vamos voltar um pouco no tempo:

Há uma semana comecei a sentir uma dor nas costas. Normal, pensei. Tô ficando velho, não faço exercícios etc.
Passei o fim de semana prolongado meio de molho. Sem beber pra ver se os remédios faziam efeito. Ontem não aguentei mais e resolví fazer o que fosse possível pra poder andar novamente, mesmo que isso significasse, gastar todo o meu dinheiro num médico.

Reuní a família para uma decisão. Pra onde ir a procura da cura. Algo como aquelas decisões de pra que bar ir, só que com uma dor que me impedia de respirar direito.
Cabeça achava que o melhor era o COT, já pra Neto o HGE seria a melhor opção. Segundo ele, o hospital é muito bem preparado e de graça, já que eu não tenho plano de saúde.

Decidimos tentar os dois. HGE primeiro e se minha intuição estivesse certa, de lá correndo pro COT.
Pra mim HGE era o lugar natural pra onde eram encaminhadas as pessoas que tinham tido sua cabeça suprimida do corpo por algum motivo. Me imaginei no hospital, onde entre pedidos de licença, veria passar por mim, uma pessoa gesticulando sangue de onde um dia foram suas pernas.

Chegando no maior hospital da Bahia, ví que não era (ou não estava) nem como eu pensei, nem como Neto falou. As pessoas tinham cabeça, mas estavam morre, não morre do mesmo jeito. Existiam pernas, mas dos seus donos emanavam uivos que me fizeram relutar. A dor foi maior e eu persisti.

O problema mesmo foi a falta de coordenação. Ninguém sabia quem atendia o que, ou quem. Tentei travar diálogos com pessoas de jaleco, mas ouvia sempre um:
- Alí naquela sala. Como se eu fosse um imbecíl completo por não saber. Era como se todo mundo que tivesse alí era uma espécie de reincidente.
Quando enfim percebí que teria de persuadir (bater em) alguém pra ser atendido, não aguentei e saí de lá o mais rápido possível (2 ou 3 passos por minuto).
Drumond e Nílton, meus fiés companheiros de jornada, (a quem realmente agraceço a companhia) já me esperavam sob olhares de negação de Drumond.

- Eu sabia.
- Tá vamos pro COT. (cabeça mais uma vez estava certa)

Lá não foi tão rápido quanto eu pensei, mas pelo menos não tinha ninguém morrendo, o que foi determinante pra minha melhora.
Foi uma divertida tarde entre Raios X, injeções e macas. Voltei pra casa com uma receita e a indicação que a quase dor de parto que sentía, não era o que eu pensava (a morte lenta chegando). Era apenas uma lombalgia aguda (nome fresco pra dor muscular nas costas, o agudo foi pra ratificar que tava doendo pra caralho).

Passei na farmácia, fui pra casa e me entupi de remédio, um dos quais me alegrou bastante porque é a base de morfina e dá um barato legal, além de sono. Muito sono.

Ao fim, chegamos ao começo:
Não fui trabalhar hoje, amanhã também não vou. Hoje não parou de chover, amanhã provavelmente também não vai.

Resumindo: Salvador e eu estamos fudidos.

domingo, 3 de maio de 2009

Revista Veja grátis

Quando eu tinha 16, 18 anos gostava de ler a revista Veja. Achava chique. Tirava uma de intgeligente.
Deixei de gostar quando percebi que ela queria me manipular.
Hoje ainda temos uma assinatura. Cabeça quer trocar por outra. Não sei no que vai dar, mas estou propenso a acatar a decisão, já que depois de 3 semanas de decepção com as matérias e sobretudo com as crônicas, parei pra contar. Das 160 páginas da revista, 84 são propaganda. Fechadas. Fora as meias páginas.
Se vc parar pra pensar, paga uma revista semanal pra saber as novidades da Vivo ou da HStern.
Realmente cabeça mais uma vez certa, vai ter o meu apoio. A Veja já deu o que tinha que dar.

sábado, 2 de maio de 2009

Tribos, bolos e reflexões.


Em uma das últimas reuniões de planejamento de evento que participei, falei uma coisa que causou comoção. Disse:
- Essa festa vai atrair muito gay e isso é perigoso.
- Óóóóóóó (foi como se eu tivesse dito que a mãe do patrão era puta. Pescoços quase se quebraram ao virar pra mim).
- Isso foi preconceituosso? (aquele tipo de pergunta afirmação)
- Foi (respondí)
- Vc não me parecia preconceituso.
- Deve ser porque eu não sou.

Explico:

O que eu quis dizer é que toda vez que se faz um evento pra um público muito específico, a chance daquela tribo se sentir atraída é igual a de todas as outras se sentírem repelídas.
É assim com os índios, os gordos, os feios, os albinos ou crentes.
Imagine uma festa destinada ao público acima de 150 kgs. Se vc tem menos do que isso, ou não se identifica com esse público, o que vc vai fazer lá? Por outro lado, se vc chega numa festa e tem 100 pessoas acima de 150kg isso passa despercebido.

Tribos tendem a levantar bandeira e considerar aquela festa, ou aquela casa como sua, porque se sentem a vontade alí. Isso é normal. Não sou contra festas direcionadas, muito menos contra grupos sociais, só acho que se for pra ser direcionada, que seja. Não aceito ser surpreendido por esse, ou aquele nicho de mercado, lotando ou repelindo lotação em alguma empreitada.

Tribos se odeiam em igual proporção ao que se diferem. Ninguém se sente bem em estar num local onde não se sente parte integrante dele.

E por falar em tribos, uma tem me chamado a atenção ultimamente.
Não uma, mas várias que se fundem em uma. A tribos dos bem afortunados. Vips, Ricos e etc.

Os VIPs
A tribo dos Vips é a única que tende a atrair mais do que repulsar outras tribos, ela também tem uma boa tolerância a outros grupos. Vips são cerejas, eles sabem que precisam do bolo pra serem especiais.
São geralmente compostos de artistas, jogadores de futebol e empresários influentes.
São extremamente difícieis. Não pegam fila. Apesar de chegarem religiosamente ao mesmo tempo.
Não suportam atendimento generalista, atendimentos pessoais e exclusivos são indispensáveis.
Consomem muito e não pagam nada, mas atraem mídia, glamour e consequentemente dinheiro, o que justifica sua permanência, ou mesmo passagem pelo evento.

Os Ricos
Se os VIPs são cerejas, os ricos são a cobertura do bolo. Se acham vips, não querem pegar fila e sempre usam o sobrenome de alguém que manda pra se sobressair, são em grande parte arrogantes e amostrados, se sentem diferentes, apesar de usarem por exemplo, as mesmas roupas:

Mulheres:
Se gostosas, roupas de grife curtas, coladas espalhafatosas e combertas de assessórios (piriguetes de luxo);
Se meeiras, roupas de grife, preta, média e com bastante assessórios;
Se barangas roupas de grife preta, comprida e com pouco ou nenhum assessório.

Homens:
Calça jeans de Grife e 3 tipos de camisa: Gola V muito cavada porque tá na moda, Gola Polo com números grandes, porque tá na moda e camisas com imensas gravuras da grife, porque essa nunca sai de moda.

O Bolo
Por último, a tribo do bolo. Querem estar perto dos vips e dos ricos e para isso se sujeitam a ser barrados na porta e esperar um amigo pra conseguir entrar;
Gastam todo dinheiro em roupas pra estar dentro do grupo;
Passam despercebidos e bebem a mesma cerveja a noite toda porque gastaram o dinheiro nas entradas, ou simplesmente porque não podem mesmo pagar uma long neck que custe mais de R$ 5,00.

Juntas, essas tribos formam uma massa consumidora poderosa e atraente, mas acima de tudo uma tribo;
Eventos direcionados a eles devem ser pensados pra eles;
Eles também repulsam outras tribos;
Eles também são perigosos, como os gays, os tocadores de tuba, os síndicos, os sadomasoquistas, ou os racionais do 3º milênio.

Afinal, é isso que as tribos fazem.
Potencializam aquilo que o ser humano é. Pro bem e pro mal depende da conveniência.