sexta-feira, 24 de julho de 2009

Jorge Pantaleão


Vcs se lembram de Pantaleão?

Aquele personagem de Chico Anísio que mentia como a porra? (pra quem não é baiano, ou nunca leu um dicionário de baianês, como a porra significa algo como muito).

Em Nazaré tem um. E dos grandes.

Começam aqui as aventuras de Jorge Cunha o Pantaleão de Nazaré.

Existem chatos e chatos (eu bem sei disso), existem mentirosos e mentirosos (Jorginho bem sabe disso) Jorge Cunha é um cara chato e mentiroso. Mais chato do que eu e um mentiroso ruim.

Existem mentirosos bacanas. Todos nós conhecemos um. O mentiroso bacana é aquele que aumenta um ponto e até inventa um conto, mas sempre, pro bem de uma boa piada, ou de uma informação divertidamente idiota, mas bem colocado na conversa. Esses são bem legais, a gente se diverte e pede pra ele contar novamente aquele caso, que mesmo sabendo que não aconteceu bem assim, sempre é muito divertido. Na verdade, o que interessa não é a veracidade, mas a narrativa.

Pois bem, Jorge não é assim. Ele chega perto da mesa escolhida e fica, tal qual um tigre a observar a presa, esperando que surja um papo em que ele possa colocar sua criatividade perversa em ação. Falou-se de carro, entra ele:

- Meu pai foi dono do primeiro Puma da Bahia. Era vermelho e eu, com 9 anos, pegava o carro todo dia pra comprar pão em Ilhéus. Um dia, um trator passou por cima de mim dirigindo o puma e meu pai disse que eu só pegaria de novo em carro quando fizesse 14 anos.

Claro que fica todo mundo com aquela sensação de vergonha alheia, mas fazer o que? O cara não pede licença pra sentar na mesa, não dá um boa noite e já vai soltando a metralhadora na cabeça dos pobres sentados. Só resta morrer. Ele nunca dá tempo de reação.

Até então.

Certo dia, estávamos eu, Sogrão, Zina (personagem folclórico de Nazaré), Lêda mulher do finado Jairo (personagem folclórico de Nazaré) e Caco que além de (personagem folclórico de Nazaré) também é jornalista amador, dono do jornal O Brado, e aspirante a historiador. Conversávamos sobre a idéia do atual prefeito de destruir a praça principal e reconstruí-la como era na década de 70. Todos conversavam animadamente, afinal a praça era muito mais bonita o que a atual.

E eis que surge ele. Quem? Pantaleão claro:

- Quem derrubou a praça foi Adalardo Nogueira em 1969.

- Quem Jorge? (a mesa em uníssono). |Pausa pra explicar que a história de Nazaré, ainda hoje pra mim, é matéria difícil de não se saber, a galera bacana da cidade tem mais de 50 anos e passa isso um pro outro em qualquer conversa. Logo, até eu sabia que quem mudou a praça foi Isaac Peixoto|. Voltemos.

- Adalardo em Julho de 1969.

- Vc tá maluco. Foi Isaac Peixoto e isso foi na década de 80. Falou Caco, com tanta certeza que sequer dirigiu o olho ao feroz tigre da mentira.

Sentindo-se acuado por todos, que na mesa repetiam Isaac, Isaac, ele, o Pantaleão Nazareno, saltou:

- Adalardo sim, é que em 69 ele fez só uma “mudançazinha”, depois Isaac mudou toda, mas vcs tão dizendo que eu não sei da história de Nazaré então me digam: |pausa 2 – essa resposta foi direcionada a mim, que enquanto se discutia sobre, fiquei gritando – pegue seu banquinho e saia de mansinho (idiota eu sei, mas irrita que é uma beleza, tente isso como eu fiz repetidamente com alguém em sua casa pra vc ver)|

- De quem era o carro que matou mariazinha aqui na praça nova? (houve um silêncio e nessa hora eu percebi a inversão da caçada. Eram eles que esperavam ele sair da toca.

- Deraldo Cardoso. A rural era de Deraldo que comprou na mão de papai. Uma rural amarela.

- De quem Jorge? Rita do Fórum (personagem folclórico de Nazaré) retrucou, tinha acabado de chegar a mesa e não conseguiu ficar calada.

- O carro era de Antonio Gerente do Banco do Brasil.

- Nada, era de papai

- Quer dizer que seu pai matou mariazinha? Lêda prendendo o riso.

- Não, papai não. Papai vendeu a Deraldo que matou mariazinha.

- Então vamos perguntar a Deraldo que tá vindo ali. Caco com transpirando uma vitória guardada há anos.

- Kd, Kd Kd? Nessa hora ninguém mais agüentava de rir e ele desmoralizado, mas guerreiro como sempre levantou:

- Mas e a primeira caçamba de lixo de Nazaré diga que não foi Adalardo. Ela tá aí até hoje.

- Sim foi Adalardo, mas ela tá aí onde? Me diga que isso dá uma matéria. Caco claro.

- Ta aí eu só não sei onde. Silêncio

...

...

...

Caco levantou pra se espreguiçar, Sogrão foi buscar outro whisk, Lêda foi no banheiro, Rita foi levar o neto pra passear. Eu fui embora e Zina deve tá lá até hoje. Zina é uma figura que merece um post só pra ela.

Depois de minha saída acho que ele deve ter tentado mais uma, mas pra mim não deu tenho cotas pra Jorge e a de 2009 já foi.

Sem mais, subscrevo.


quarta-feira, 22 de julho de 2009

A desciclopédia

Pra poder participar de um mega evento em Salvador. Eu gerente comercial de merda da Tana Mão, fui obrigado a passar o dia construindo a ficha técnica e descritiva de todos os produtos de nossa empresa. Um saco, mas fiz.

Mas eis que na minha procura desesperada por alguma informação relevante a cerca do Atum, me bato com esse site:
Desciclopédia

Não sei o que faz um ser humano perder tanto tempo pra isso, mas enfim olha lá. Eu dei muita risada. Dica:
Procura por alguma putaria tipo: buceta. É sério, escreve lá.

Amigos virtuais

Em um encontro no bate-papo do gmail:

Oi Pablo quanto tempo. Como vc tá?
Tô bem e vc?
Tô bem saí da maternidade hoje é um menino.
Hã?
Menino pequenininho, nunca viu um?
Vc tava grávida?
Não, comprei na submarino e eles levaram 9 meses pra me entregar. Vou ter que ir tchau.
Hã?
...
...
...
Tenho me sentido tão idiota na frente do computador ultimamente.

Problema

Lá em casa problema é igual a cachorro: sempre tem um rondando a gente.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Problemas tecnológicos

Comecei no ICQ, mas como nunca consegui me adaptar a bate-papo, pelo simples objetivo de bater papo, não segui. Gostava mesmo era de derrubar as salas e ou aqueles que me ignoravam. Tinha um amigo que trabalhava na antiga Telemar (lembra?) que me passou todos os códigos pra derrubar pessoas. Me sentia o Sr. ICQ, era legal.
Depois disso abre-se uma lacuna onde não me lembro de nada escravisatório antes do orkut. Me lembro que cabeça já me falava dessa tal novidade e eu reticente dizia "viadagem".

Claro que cedi é me tornei orkuteiro, depois msnzeiro, blogueiro, flirkeiro, unikeiro e finalmente facebookeiro. Hoje pela primeira vez me sentí meio idiota com tudo isso.

Com a home do meu blog (coisa que realmente me dá prazer) aberto, tentando buscar alguma coisa pra postar, me percebí com todas essas outras páginas piscando, com pessoas ávidas a falar, teclar e marcar encontros cada vez mais hipotéticos.

Por um momento me deu uma sensação ruim. Uma sensação de que todas essas pessoas na verdade estavam em casa sem nada bacana pra fazer, ou num trabalho fudido sem vontade de continuar o que tavam fazendo. Me pareceu um pedido de socorro global, amigos que moram fora do Brasil e conhecidos da mesma cidade, colocando fotos, comentando pensamentos idiotas, ou correndo atrás de seguidores como se isso fosse diminuir a vontade que eles tinham de fazer alguma coisa realmente preenchedora.

Como um farol alto a noite, dado por algum fila da puta mal educado, me ví sendo engolido e arrastado por uma enchente de informação inútil e desnecessária. Percebí também que eu sempre tive uma relação boa com esse tipo de mídia e de uma hora pra outra, por estar mesmo meio fragilizado na minha vida pessoal, estava por entrar nessa rede de dependência de gente virtual. Pensei. Vou sair de tudo. Apagar tudo. Mas não é por aí.

MSN por exemplo é uma ferramenta poderosa, mas se usada como ferramenta. Com um objetivo. Vou entrar, resolver o que tiver de resolver e sair. Caso contrário desocupados de todas as partes do mundo vão entrar pra me perguntar onde foi que eu tirei aquela foto nova do orkut. A vcs caros: Não se assustem se não me vírem mais logado, bloqueei vcs e desejo que vcs se fodam e vão passar o baixo astral de vcs, disfarçado de saudade, pra puta que os pariu.

Orkut: é ótimo pra vc tentar manter contato com alguém que vc perdeu o celular, pra lembrar de dar uma ligada no dia de aniversário, ou pra lembrar, de vez em quando, que aquele amigo seu morreu de forma trágica, já que algum idiota insiste em manter uma comunidade saudades de ... A vcs caros: Não me convidem pra comunidades imbecís, não me confundam com um amigo de verdade porque eu nunca bebí com vc, não me mandem mensagens que cantam, dançam ou brilham, porque isso me irrita muito e provavelmente eu vou lhe excluir. Se seu objetivo é esgotar seu orkut pra dizer que é popular, existem milhões de idiotas desesperados pra aparecer como vc, e eu não sou um deles, por isso não me adicione.

Facebook: me surpreendí com a quantidade de pessoas que me responderam ao convite, que aproveito e afirmo que fiz sem querer, como parte do processe de me inscrever. Foi legal por 24 horas, mas o que esperar de uma rede de relacionamento que na home pergunta: O que vc está pensando agora? Puta que pariu. Dedo no cu de quem inventou isso, vou continuar nessa merda, mas aviso que não vou abrir com constância.

Twitter: Há muito não me sinto tão idiota/imbecil/inútil/deprimente com uma coisa. Mini-blog, que mini-blog porra nenhuma.
Ou eu nunca consegui seguir alguém relevante, ou quando essa o foi, eu estava sendo relevante em algum outro lugar, como um bar, ou um vaso sanitário.
Muito pouca gente, muito poucas vezes escreve alguma coisa bacana e quando o faz isso se perde.
Sinceramente não tô conseguindo ver sentido nisso. É de todos o mais escravizante, idiotizante e fútil meio de auto afirmação da internet. A vcs caros: Se não tiver algum tipo de relação direta comigo evite me seguir, não vou escrever nada lá que te interesse e eu provavelmente não vou te seguir porque tô me fudendo pro seu dia a dia.

Blog: O meu dengo, meu amorzinho. Não faço sexo com ele porque sou fiel. Amo de paixão esse meu espaço e todo mundo que me segue, me lê, me comenta.
Em algum momento vc pode até achar um contracenso e colocar o blog como mais um veículo de mídia social. Se foda. Não como uma figura de linguagem, se foda mesmo, tome no cu, não venha mais aqui, vá pro twitter, orkut ou pra puta que lhe pariu é um problema seu.
No meu blog eu tenho a sensação gritantemente preenchedora de ter alguma coisa só minha e que bem ou mal agrega pessoas relevantes pra mim. Algumas delas eu não conheço pessoalmente, não posso considerar amigos, mas são professores e parceiros. Aprendo com eles e criamos coisas juntas. Esse post é um misto do que eu sou e do que eu passei a ser depois de ler Cabeça, Bono, Jorginho, Cristal, Lila e Marcelo, Drummond e tantos outros, como Lília e Marcele que novinhas já tão brocando.
Vou continuar com meu blog mesmo que ninguém mais leia (o que me deixaria profunda e fudidamente triste), mas aqui eu não quero aparecer, nem ganhar dinheiro, nem tenho nenhum objetivo secundário. Só quero ser eu mesmo, com minhas nuances e meus momentos, sendo chato sempre porque sou assim mesmo.

A vcs caros, que depois de ler, esse não tão pequeno relato, optarem por me apagar de suas vidas digitais vos digo:
É um favor que vcs me fazem, aproveitem e se fodam também.
A vcs que vão continuar comigo. Meus sinceros vamos tomar uma pra comemorar.

Sem mais, subscrevo.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Viajando

No momento tô viajando, correndo atrás de resolver alguns embates entre minhas contas bancárias negativas e eu, por isso não tenho postado com regularidade.

Na verdade a única diferença é que hoje dei uma desculpa, nos outros dias nem por aqui passei.

Mas tô preparando umas coisas novas e legais pra gente.

Por enquanto beijos e se lembrem:

Não me abandonem como eu vos abandono.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Já tinha passado da hora

Melhor notícia de julho (até agora):
Tequila com café
O blog das irmãs cachaceiras.
Saia daqui e vá lá.

Agora.