quinta-feira, 30 de julho de 2009
Não escrevi nada
quarta-feira, 29 de julho de 2009
O exame
As aventuras de Cabeça. História de hoje:
O exame.
Sabe aquelas horas em que palavras não descrevem a ação? Aquela história de uma imagem vale mais que mil palavras e tal?
Em cima. O que eu vou narrar agora é algo que eu faria de qualquer forma e que teria um efeito médio, mas que com o advento da tecnologia e posterior dos celulares com câmera, eis que temos um relato jornalístico da primeira nano baliza da história. Em vermelho quilo que por ventura vcs não consigam, embora eu duvide, ouvir no vídeo. Coloquei também o tempo em que acontece cada relato caso vcs queiram ver de novo (eu quis).
Pois bem, eu como marido preocupado que sou, fui acompanhar cabeça, no seu exame de rua, para obtenção da autorização pra matar tão sonhada carteira de motorista.
Habilidosa como toda boa motorista, lá se foi cabeça.
Posicionou o carro na posição devidamente ensinada pelo instrutor: |Pausa |– Pra quem ainda não tirou carteira (carta pro pessoal do sul), ou fez baliza sem cone é preciso explicar. O instrutores de alta escola, ensinam uma técnica pra baliza que consiste, mais ou menos, em: Posicionar o carro ao lado da baliza, enrolar 2 vezes o volante, engatar a ré e já em movimento contar 2 cones, parar, acertar o carro, andar mais um cone, virar o volante novamente e acertar o carro de novo. Ou seja, se alguma coisa sair do plano fudeu total - | fecha Pausa | Cabeça engrenou a ré e foi.
0:38 - Ela moveu o carro até onde seria o ponto de partida, mas como o terreno era meio inclinado o carro voltou ½ metro. Preocupação modo on totalmente ativada – Tá muito em cima.
0:45 - O carro desce mais uns 30 cm.
0:51 - Cálculo rápido: Se eles deixam ½ metro de folga pra passar na baliza e a essa altura o carro já tinha descido uns 80 cm não ia dar. Era fácil. - Jesus Cristo.
0:54 - Segue ela, alheia aos 80 cm. Começa a enrolar o volante. Tensão total em toda a platéia que vê, por um milagre de Deus, (São Jorge segundo o examinador) ela passar muito, muito, muito, muito perto, nada mais nada menos, que 1 suspiro do cone. - Puta que pariu (talvez isso vcs não ouçam porque todos os presentes em uníssono fizeram aquele Uuuufa, muito mais audível).
- Se eu não tivesse filmando ninguém taria acreditando (não se perguntem porque eu falei “taria acreditando”, acho que no nervosismo faz a gente falar igual a Bahuan, sei lá)
- Se eu não tivesse filmando ninguém ia acreditar (tentando automaticamente me regenerar da frase infame ha pouco dita)
1:08 - Ainda não estávamos livres, era preciso sair do labirinto que agora se tornava a tal baliza. - Siiiu, segura o carro. Que nesse momento insistia em continuar descendo, acho que era a tal lei da gravidade.
1:13 – Silêncio entre os presentes. O examinador vai ao carro. Na hora eu pensei: 1 – Ele vai mandar fazer de novo. 2 – Ele vai reprovar, vai usar a prerrogativa da tentativa de assassinato que pune quase como o assassinato, afinal ela só não matou o cone porque não conseguiu. Mais tarde soube que foi um – Dona Juliana, foi um milagre. Foi por um milímetro.
1:19 e 1:21 – Pra mim ia bater, - foi um cabelo(isso não fui eu, foram transeuntes estupefatos tecendo seus próprios comentários)
1:42 – Isso, vendo lá no fundo uma luz. Seria possível.
1:46 – Vc vai sair ainda assim é sua louca? Vendo agora a luz se apagar. Afinal geralmente as coisas que são difíceis de entrar também são de sair (não, eu não pensei em nenhuma putaria específica) e ela insistia em ir pra frente e pra trás sem desfazer o jogo do volante.
1:57 – Acerta, isso. Parece que vai.
2:08 – Vai embora. Tensão fodamente alta detectada.
Menino... Foi (e foi mesmo sério).
Cabeça ainda iria pro teste de rua, mas nesse eu tava tranqüilo. Tinha certeza que ia passar. Não deu outra e assim: Senhoras e senhores Cabeça agora é uma mulher habilitada (mais uma).
Portanto, vcs motoristas de qualquer sexo, tamanho (de carro), idade, cor, credo e temperamento:
Quando virem um golzinho cor de chumbo por aí, tentando mudar de faixa: Tenham paciência que ela muda.
Quando virem um golzinho cor de chumbo por aí, na frente de um sinal amarelo: Pare. Porque ela pode parar antes de vc e pimba, bruuum, ou cabruuuuummmm dependendo da sua velocidade;
Quando virem um golzinho cor de chumbo por aí, saindo de alguma rua lateral: Pare porque ela pode sair a qualquer momento. E pimba, bruuum, ou cabruuuuummmm etc.
Agora. Quer uma dica? Vai lá no 0:54 e presta bem atenção no primeiro cone da direita. Olha lá. É incrível mesmo.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Jorge Pantaleão
Vcs se lembram de Pantaleão?
Aquele personagem de Chico Anísio que mentia como a porra? (pra quem não é baiano, ou nunca leu um dicionário de baianês, como a porra significa algo como muito).
Em Nazaré tem um. E dos grandes.
Começam aqui as aventuras de Jorge Cunha o Pantaleão de Nazaré.
Existem chatos e chatos (eu bem sei disso), existem mentirosos e mentirosos (Jorginho bem sabe disso) Jorge Cunha é um cara chato e mentiroso. Mais chato do que eu e um mentiroso ruim.
Existem mentirosos bacanas. Todos nós conhecemos um. O mentiroso bacana é aquele que aumenta um ponto e até inventa um conto, mas sempre, pro bem de uma boa piada, ou de uma informação divertidamente idiota, mas bem colocado na conversa. Esses são bem legais, a gente se diverte e pede pra ele contar novamente aquele caso, que mesmo sabendo que não aconteceu bem assim, sempre é muito divertido. Na verdade, o que interessa não é a veracidade, mas a narrativa.
Pois bem, Jorge não é assim. Ele chega perto da mesa escolhida e fica, tal qual um tigre a observar a presa, esperando que surja um papo em que ele possa colocar sua criatividade perversa em ação. Falou-se de carro, entra ele:
- Meu pai foi dono do primeiro Puma da Bahia. Era vermelho e eu, com 9 anos, pegava o carro todo dia pra comprar pão em Ilhéus. Um dia, um trator passou por cima de mim dirigindo o puma e meu pai disse que eu só pegaria de novo em carro quando fizesse 14 anos.
Claro que fica todo mundo com aquela sensação de vergonha alheia, mas fazer o que? O cara não pede licença pra sentar na mesa, não dá um boa noite e já vai soltando a metralhadora na cabeça dos pobres sentados. Só resta morrer. Ele nunca dá tempo de reação.
Até então.
Certo dia, estávamos eu, Sogrão, Zina (personagem folclórico de Nazaré), Lêda mulher do finado Jairo (personagem folclórico de Nazaré) e Caco que além de (personagem folclórico de Nazaré) também é jornalista amador, dono do jornal O Brado, e aspirante a historiador. Conversávamos sobre a idéia do atual prefeito de destruir a praça principal e reconstruí-la como era na década de 70. Todos conversavam animadamente, afinal a praça era muito mais bonita o que a atual.
E eis que surge ele. Quem? Pantaleão claro:
- Quem derrubou a praça foi Adalardo Nogueira em 1969.
- Quem Jorge? (a mesa em uníssono). |Pausa pra explicar que a história de Nazaré, ainda hoje pra mim, é matéria difícil de não se saber, a galera bacana da cidade tem mais de 50 anos e passa isso um pro outro em qualquer conversa. Logo, até eu sabia que quem mudou a praça foi Isaac Peixoto|. Voltemos.
- Adalardo em Julho de 1969.
- Vc tá maluco. Foi Isaac Peixoto e isso foi na década de 80. Falou Caco, com tanta certeza que sequer dirigiu o olho ao feroz tigre da mentira.
Sentindo-se acuado por todos, que na mesa repetiam Isaac, Isaac, ele, o Pantaleão Nazareno, saltou:
- Adalardo sim, é que em 69 ele fez só uma “mudançazinha”, depois Isaac mudou toda, mas vcs tão dizendo que eu não sei da história de Nazaré então me digam: |pausa 2 – essa resposta foi direcionada a mim, que enquanto se discutia sobre, fiquei gritando – pegue seu banquinho e saia de mansinho (idiota eu sei, mas irrita que é uma beleza, tente isso como eu fiz repetidamente com alguém em sua casa pra vc ver)|
- De quem era o carro que matou mariazinha aqui na praça nova? (houve um silêncio e nessa hora eu percebi a inversão da caçada. Eram eles que esperavam ele sair da toca.
- Deraldo Cardoso. A rural era de Deraldo que comprou na mão de papai. Uma rural amarela.
- De quem Jorge? Rita do Fórum (personagem folclórico de Nazaré) retrucou, tinha acabado de chegar a mesa e não conseguiu ficar calada.
- O carro era de Antonio Gerente do Banco do Brasil.
- Nada, era de papai
- Quer dizer que seu pai matou mariazinha? Lêda prendendo o riso.
- Não, papai não. Papai vendeu a Deraldo que matou mariazinha.
- Então vamos perguntar a Deraldo que tá vindo ali. Caco com transpirando uma vitória guardada há anos.
- Kd, Kd Kd? Nessa hora ninguém mais agüentava de rir e ele desmoralizado, mas guerreiro como sempre levantou:
- Mas e a primeira caçamba de lixo de Nazaré diga que não foi Adalardo. Ela tá aí até hoje.
- Sim foi Adalardo, mas ela tá aí onde? Me diga que isso dá uma matéria. Caco claro.
- Ta aí eu só não sei onde. Silêncio
...
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Caco levantou pra se espreguiçar, Sogrão foi buscar outro whisk, Lêda foi no banheiro, Rita foi levar o neto pra passear. Eu fui embora e Zina deve tá lá até hoje. Zina é uma figura que merece um post só pra ela.
Depois de minha saída acho que ele deve ter tentado mais uma, mas pra mim não deu tenho cotas pra Jorge e a de 2009 já foi.
Sem mais, subscrevo.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
A desciclopédia
Mas eis que na minha procura desesperada por alguma informação relevante a cerca do Atum, me bato com esse site:
Desciclopédia
Não sei o que faz um ser humano perder tanto tempo pra isso, mas enfim olha lá. Eu dei muita risada. Dica:
Procura por alguma putaria tipo: buceta. É sério, escreve lá.
Amigos virtuais
Oi Pablo quanto tempo. Como vc tá?
Tô bem e vc?
Tô bem saí da maternidade hoje é um menino.
Hã?
Menino pequenininho, nunca viu um?
Vc tava grávida?
Não, comprei na submarino e eles levaram 9 meses pra me entregar. Vou ter que ir tchau.
Hã?
...
...
...
Tenho me sentido tão idiota na frente do computador ultimamente.