segunda-feira, 8 de março de 2010

Post pronto

Enquanto isso num dado grupo de amigos:

O Convite
amigos queridos
como ninguém se manifestou além de Mel sobre o teatro desse fim de semana, vou fazer outro convite...vai ter show de Maria Gadu no próximo domingo e estou seriamente tentada a ir, então estou convidando quem quiser ir comigo, pra gente aproveitar pra se ver e ouvir boa música
bjos

A resposta

Maria Gadú me dá agonia, irmã! Parece que tô vendo um fantasma Cassiaelleriano! Enfim, ela me assusta! Vou não! rsrsrs
Mas divirtam-se! Shimbalaiê pra todos!
Beijinho

Precisa de mais???

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Há a infância.

Como vcs puderam ler no post abaixo, uma torrent de sentimentos da minha infância vieram a tona. Assim, resolví que vou fazer alguns posts com história de minha infância nesse quintal.

Vou tb apresentar a vcs minhas memórias de uma figura sensacional Birineu (pronuncia-se Birinêu) meu avô.

Birineu foi o avô que mais amou seus netos no mundo, mas tinha um jeitão todo particular de cuidar.

Hoje eu ainda posto um.

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sexta-feira, 5 de março de 2010

Minha vizinha destruiu o quintal

Eu nasci em Salvador, mas fui ainda com cinco anos de idade pro interior.
Nazaré pra ser mais claro e Nazaré das Farinhas pra ser além de mais claro mais real.

Tive a melhor infancia possível naquele tempo. Quintalzão, galinheiro, arvóres pra cair do galho mais alto e tudo que uma criança pré computadoriana poderia querer pra uma felicidade completa e marcante.

Cresci de forma tão feliz e tão intensa que aquele quintal virou parte de mim. De mim, de meu irmão, meus primos e de todos os amigos da rua.
Lá era nosso campo de batalha, nosso espaço sideral, nosso mar, nossa floresta encantada. Lá crescemos dando asas a todas as imaginações pueris possíveis.

Essa semana eu fui pra lá e dei de cara com uma cena que me destruiu.


Minha vizinha destruiu o quintal.

3 mangueiras, uma pitangueira e uma ingá. Tudo cortado em pequenos e cruéis pedaços.
Quando ví a cena fiquei parado me perguntando: O que passa pela cabeça de uma pessoa que assite tv e deve ler periódicos de qualquer linha, fazer uma coisa dessas?

Como uma pessoa mata uma planta com mais de 100 anos? E 5 plantas? Será que nunca ouviu falar em meio ambiente, ecologia nem nada do tipo?

Não quis procurar saber.
Nada ia justificar.
Mesmo assim, soube que uma das árvores estava "condenada" não sei por quem, soube também que ela se envolveu em algum negócio financeiro com a frente do espaço (sempre o dinheiro) e a nova dona queria o quintal limpo (limpo?).

Não quero ser hipócrita e me lembro que pra construirmos uma área no fundo da nossa casa, o meu jambeiro foi sacrificado, mas tinha um propósito. Pequeno, torpe, sei lá, mas tinha um motivo. Plantamos até um outro e mais dois coqueiros no espaço que sobrou. Pode ter substituído, ou não, mas tinha uma bosta de desculpa.

O que de pior, me ocorreu é que eu não tenho fotos desse espaço antes.
Talvez em segundo plano, mas não uma foto do meu mundo infantil. Esse, não existe mais. Está oficialmente morto.
Morreu, sem direito a adeus e levando um poquinho de todos nós com ele.

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Essa semana

Foi foda, não deu mesmo.
Esse fim de semana quem sabe?
Só por garantia:

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Eu sabia

Uma enchente de seguidores loucos invadiu meus domínios rogando um naco de atenção.

Calma. Respondo.

O post abaixo é sobre os cuti cutis que eu ainda não tinha citado.

Os que não estão aí. Estão aqui e aqui e em mais outros tantos lugares é só procurar.

Ciumentos hein?

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Mais seguidores


Pois é, não sei o que acontece, mas eles se multiplicam cada vez mais, e mais insanamente. Como sempre sem motivo aparente, mas estão aí. Fazer o que?

Agradecer

AêêêêÊ

Pena que não aparecem na caixinha (ou eu não sei fazer com que) na ordem de chegada. Afinal, a última vez que dei boas vindas foi pra Rouge e eram 32.
Agora são inacreditáveis 37, e só me aparecem a Prsicila Lima, a Luna e o Blog Chic. Um cheiro pra vcs.

No entanto, sei que a Mel é nova, o Eduardo Senhorinho, o Drezinho 7, a Íris Vidal e o Blog da Fátima também são novos. Carícias nas partes íntimas (feitas por pessoas a escolha de cada um, não vale eu) pra vcs.

Aproveitando o ensejo, mando tb uma arrochada pra quem eu não tinha citado ainda: Lília, Luciana Lu, Pietry, Just Me, Manuela, Luizinho (sacaninha), Ney Lima (Coisinha linda de papai), Frida, Anja, Andréa Dias e Leandro.

Se continuarmos com essa projeção. Vamos fazer uma festa no final do ano só com os leitores assíduos desse blog gostoso e surubático. Quem topa?

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O incômodo

Hoje peguei um ônibus pra voltar pra casa. Estava numa cidade há cerca de 100 km de Salvador e, por incrível que pareça, o trajeto pode durar até 3 horas.

Carro vazio, cerca de 8 pessoas. Um silêncio gostoso e o soninho engatilhou-se automaticamente. Quando o tiro de Morfeu estava a um sopro de mim, eis que me surgiu um casal jóvem que sentando ao meu lado, não demorou pra ligar o celular com músicas evangélicas.

De pronto o sono foi embora e eu constituí a narrativa:

- Ei, vcs.
- É vcs.
- Me digam uma coisa, se eu tivesse ouvindo algum tipo de pagode, em que as mulheres são chamadas de cachorra, latíssem e ralassem a xana em algum lugar de baixo calão, nessa altura que vcs estão ouvindo seus cânticos, como vcs iam encarar?
- Pois é, sua música me incomoda tanto quanto. Dá pra desligar?

Fácil. Principalmente pra mim que já tenho um histórico desse tipo de reação, mas no momento não sei o que me deu. Simplesmente levantei, peguei minha mochila e fui pra última cadeira do ônibus. Lá, com o motor ligado, raramente ouvia alguma coisa, mas ouvia e isso acabou com o meu dia.

Ontem, batí na porta do meu vizinho pra comunicar-lhe que se ele voltasse a fazer festas barulhentas, ou andar nu pela cassa com a porta aberta, nós íamos ter um problema que eu sinceramente estava alí pra evitar. Ele ouviu calado e hoje de manhã se mudou, não por causa de mim acredito, mas se mudou levando a reflexão.

O fato é que eu brigo pelos meu direitos, ou pra defender aquilo que eu acho certo todos os dias em que sou confrontado com esse tipo de situação. Tanto, que eu nem me lembrava como é chato se omitir. Eu me omití. Por preguiça, por achar que eles não mereciam minha lição de moral, por sono, sei lá. O fato é que eu não consegui mais dormir, mesmo depois que eles desligaram, ou a bateria daquele diabo acabou.

Não dormí, mas pensei. Pensei em como seria minha análise se fosse um preto ouvindo reggae, ou um menino com o cabelo moicano ouvindo pagode. Sei o que pensaria.
Mas e nesse caso? Foi menos falta de educação?

Não acredito em rótulos, vcs sabem. Não acredito que existe esse, ou aquele tipo de atitude, ligado a esse, ou aquele grupo social. Só existe gente educada e gente mau educada.
Esse foi um típico exemplo de casal mau educado. Por acaso branquinhos, bem vestidos e crentes. Por acaso.

O fato é que não é bom ser conivente com esse tipo de situação. Me arrependí de não ter falado, me arrependí de ter assinado, junto com todos os outros passsageiros, uma carta em que dizia:
- Muito obrigado por vcs estarem aqui nesse ônibus, com essa música ungida (ou que quer que eles usem como adjetivo para ótima qualidade). Nós todos estamos adorando isso. Por Favor, juntos ou separados, em todas as viagens, ou lugares públicos que vcs estejam, não esqueçam de repetir isso. Não esqueçam esse celuarzinho abençoado.

Eu sou chato sei. Mas hoje fui chato comigo mesmo e com meus parcos direitos de cidadão. E quer saber? Não gostei.

Nem gostei, nem pretendo fazer de novo. Mal educados do mundo tremei. O Pablo de sempre está ainda mais chato a partir de hoje.

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