domingo, 14 de julho de 2013

Adam Smith e a medicina no Brasil

Em 1776 Adam Smith escreveu aquilo que veio a ser a Bíblia da economia moderna. A Riqueza das Nações. Adam Smith era filósofo e economista. Talvez por isso sua obra seja tão aplicada às ciências humanas. Diferente do que parecem querer as universidades.

A teoria contida no livro A Riqueza das Nações é tão importante para as relações humanas, que deveria ser ensinada nas escolas primarias e não como uma teoria exata, somente vista nos cursos de economia e correlatos. Eu pretendo ensina-la a minhas filhas o quanto antes.

A grossíssimo modo, Adam Smith nos diz que o mercado tende a se equilibrar naturalmente através de uma mão invisível que se move através da relação de oferta e procura. Pronto. Os desdobramentos dessa afirmativa são tão grandes, que talvez por isso estejam tão restritos. As inovações tecnológicas, a busca pela cura de doenças e até o bem-estar social são frutos da competição para se ter uma oferta maior do que a procura.

Percebam o que ele diz: “não é da benevolência do padeiro, do açougueiro, ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu “auto-interesse”. Se analisarmos direitinho essas assertivas e trouxermos para a nossa realidade (lembre que isso foi escrito no século XVIII) teremos um patamar tão confortável frente as desventuras da vida, que mesmo que você não possa fazer nada, pelo menos você vai entender porque está levando no cu.

No caso dos médicos, por exemplo. Eles são caros porque a oferta deles é muito menor do que a procura e quanto maior for a sua necessidade, mais você vai estar disposto a pagar.

O Brasil formou, durante anos, menos médicos do que necessitava. Por falta de investimento, ou por pouca valorização dos professores, não vem ao caso agora. O fato que é que há uma lacuna abissal entre a demanda e a oferta de médicos no Brasil. Logo, o cara que se forma tem o direito de escolher onde ele quer trabalhar. Veja bem, se eu posso trabalhar do lado da minha casa ganhando 20.000 dinheiros, porque eu trabalharia no outro lado do planeta pra ganhar $ 5.000? Não faz sentido. Seria de uma burrice incompatível com a pessoa que levou 6 anos estudando até sangrar o olho.

Um médico brasileiro tem dois méritos. Um, soube escolher uma profissão de oferta defasada e dois, teve aptidão pra ela. O resto é mercado.

Adam Smith defende ainda que o governo não deve intervir nas relações de mercado. Se o fizer, que faça o mínimo. E é exatamente isso que dona Dilma está fazendo belissimamente, se me permitem. Dando um leve toque na mão invisível. Seria burrice aumentar mais ainda o salário de um médico no interior. Isso seria ela influindo diretamente em uma hipervalorização de um bem. Até porque, se for pagar o que um médico acha confortável pra ir trabalhar no interior, só teria dinheiro lá pra uma cadeira e um estetoscópio. Espera! Isso já está acontecendo.

Ao contrário de mexer no preço, D. Dilma está trabalhando a oferta. Fazendo a oferta crescer, o preço final vai cair e o “auto interesse” vai fazer com que o serviço melhore e o bem estar social se instale. Isso, meus queridos, é inteligência.

Eu sempre fui a favor de uma contrapartida social para os médicos que saem de escolas públicas (nunca das particulares, quem está pagando faz do seu dinheiro o que quiser). Apenas porque isso é uma necessidade social. Nunca entendi a conta do governo. Investe-se milhares de reais para formar um profissional e depois tem que ficar mendigando que aquele profissional lhe preste um serviço. Sempre achei injusto o cara se formar com dinheiro público, montar um consultório no Itaigara e foda-se se o país está precisando dele em Xique xique.

Mas Pablo, eu pago meus impostos e por isso tenho direito de estudar numa escola pública! Tudo bem, se isso não viesse da mesma pessoa que terceiriza e paga caro por outras necessidades básicas como segurança e saúde.

Mas Pablo, eu fiz/faço residência, mestrado e caralho a quatro! Tudo bem, mas isso está diretamente ligado a um ganho substancial nos seus rendimentos, caso contrário você não faria.

Mas Pablo, eu trabalho salvando vidas! Tudo bem, o lixeiro também, mas o mercado está cheio deles e não é necessário nenhum investimento na profissão.

Mas Pablo, eu trabalho por amor à vida! Esse, particularmente, é o discurso mais cretino que eu conheço, salvo as pessoas que se formaram e foram trabalhar no Médicos sem Fronteiras, ou passar um tempo na Cruz Vermelha.

Portanto, tudo na vida é mercado. Sua vida é condicionada pelo mercado, ou por seu correlato sentimental de beleza ou sexualidade. Se eu conseguir que minhas filhas entendam isso, agregado àquela singela frase de Dr. House: As pessoas mentem, tenho certeza que elas estarão muito mais preparadas pra vida.


Quanto a fazer medicina? Só se elas quiserem muito, porque, pra nossa sorte, a oferta dessa profissão tende a aumentar muito.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Saindo do armário na Era de Aquárius


Eu sou chato eu sei, mas também sou um entusiasta.

Dicotômico talvez, mas quem não é? Opiniões têm esse risco.

Eu tenho, ou tinha uma fé inabalável na raça humana, no homem livre das amarras das
crenças burras, dos dogmas católicos antigos, dos conceitos ultrapassados de certo e
errado. Acreditava que um dia iríamos entrar num mundo em que houvesse apenas
respeito. Concordância, discordância, mas acima de tudo respeito.

Que a vontade do outro fosse a regra.

Quer chupar seu igual? Chupe. Quer que eu te chupe? Não? Então tá. Simples assim. Pra
quem acredita, uma tal era de Aquários.

Mas esses dias, em meio a Felicianos, Joelmas, Danielas e placas que me representam,
ou não, eu tropecei na estrada da confiança. Cai e sentei no chão pra pensar antes de me
levantar.

Pensar, não nas demonstrações de gente que eu considero burra, em prol do racismo e do
preconceito, mas na posição de gente inteligente dizendo que eles não existem.

Não na exaltação das minorias, mas com as maiorias se fantasiando de excluídos.

Não nos competentes comunicadores e interlocutores que usam da tolice alheia pra
manipular a massa, mas nas pessoas interessantes que não vêm isso e se deixam levar.

Não nos formadores de opiniões que eu não concordo, mas nos formadores que não vêm
que o são.

Nem tanto nos incitadores da violência, mas nos que não param pra pensar no que suas
ações podem causar numa coletividade.

É claro que quem nunca pariu sempre acha que dói menos do que parece. Eu fui o pretinho que "incrivelmente" tirava notas boas na infância. Eu preenchi ficha, com foto, pra sair em bloco em Salvador e fui negado. Eu tenho menos de 40 e vi. E poderia dizer aqui que quem não viu não me representa, mas não é o caso.

O caso é que a reparação foi sim o único modo, e que lei é proteção. Independente de você acreditar, ou não, no que aconteceu com as tais minorias há alguns poucos anos atrás.

O caso é que a politicagem, a religião e o crack estão acabando com nosso futuro,
ameaçando nossos filhos e nossas casas. Não os observadores de cabras, ruivos, piriguetes,
ou quem quer que queira viver sua individualidade e debater suas idéias, ou falta delas. Esses, aliás, como quaisquer outros, que saibam estar dentro do conceito de respeito mútuo.

O que mais me assusta, em verdade, é a onda de preconceito ressurgindo sem os pudores que víamos escondidos atrás do muro do “politicamente correto”. Há dias tenho visto
gente se levantando como de um sono difícil, batendo no peito e gritando jargões de
orgulho Hétero (com H maiúsculo), ou de felicidade por ser maioria de alguma coisa. Um
movimento de saída do armário.

Vejo um orgulho tal por fazer parte da massa igualitária, traçada como perfeita pelos
religiosos que me deixa caído no chão. Vejo uma vontade de sair gritando:

- Ei você! Eu sou rica, branca e hétero e você o que é? Sai da minha frente fudido. "Tal qual a Sra. dos absurdos de Paulo Gustavo".

Não sei se a passividade e a tendência do povo brasileiro em levar tudo na graça, vai
Adocicar esse movimento, transformando tudo em uma descaração generalizada. Uma putaria institucionalizada, onde não exista mais politicamente incorreto (o que eu acho ótimo) e vamos voltar a chamar os “afro descendentes” de pretos safados, gays de viadinhos, tudo isso sem maiores mazelas. Ou se vamos partir pra uma guerra santa em que os religiosos ganhem na justiça o direito de apedrejar quem tem tatuagem no antebraço.

De onde vem esse medo?
De onde sempre vem. Da força. Hoje temos no Brasil um grupo tão forte e completo, que no dia que eles quiserem tomar o país, corra! E eu não estou falando do tráfico de drogas dessa vez.

Estou falando de um grupo que tem força financeira, de mídia, política e que se reúne pelo menos uma vez por semana pra treinar e consolidar sua sensação de conjunto. Eles, que antigamente mantinham seus gritos internamente, por se sentirem minoria, hoje sentem que chegou a hora e estão partindo pra cima.

Eles são organizados, poderosos, estão prontos e provam isso quando colocam goela a
baixo da população um urso pra tomar conta do peixe e mostram que ninguém vai fazer
nada contra.

Claro que lá existe gente boa. Em qualquer lugar existe. O meu medo é que o melhor dos
melhores, junto dos piores e bem incitado é pior que o pior. A história prova isso.

A saída seria então se defender? Ir pra guerra?
Não. A saída é ser inteligente. Continuar duvidando e incitando a reflexão.

Sempre achei justo que as pessoas assumissem seus personagens e lutassem pelo seu
direito de viver a vida do jeito que mais lhes convier. E nesse sentido, SIM, aceito que você não ache minha linhagem aceitável, me ache promíscuo, sujo, impuro. Aceito que você não vote em mim e que me olhe com desdém. Aceito.

Mas faça um esforço e aceite minha competência, meus direitos e minha beleza. Fique até com um pouquinho de inveja, eu deixo. Não demonstre, não goste, mas aceite. Me mande pra porra sempre que eu, sem querer, fechar seu carro. Eu também vou mandar você pra casa do caralho quando, por acidente, você passar na poça de lama e me molhar, mas quando nos encontrarmos no elevador, por favor, seja educado e me dê, ou retorne um bom dia.

Em outras palavras, saia do armário, mas saia com educação, respeito e elegância.

Sem mais.
Subscrevo...

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Saudade


Ê saudade que dá de vez em quando.

domingo, 29 de abril de 2012

Fim de tarde em Salvador

Fotografia é uma paixão antiga e eu já devo ter postado isso por aqui.

Eu estava arrumando umas pastas no computador e ví umas fotos que eu acho que deviam ser compartilhdas. Daí montei uma micro exposição que chamei de Fim de tarde em Salvador.

Todas as fotos foram tiradas com minha kodak Z981 e não tiveram nenhum trabalho de edição.





E aí curtiram?

terça-feira, 24 de abril de 2012

As revoltas do Face

Eu tomei antipatia pelo Facebook.

E é claro que eu não preciso explicar porque. Todo mundo que passa por aqui é inteligente o suficiente pra ter pelo menos uma dúzia de motivos pra odiar a ferramenta, mas por um motivo a mais, ou a menos, tem mais motivos pra continuar do que pra sair.

No meu caso, tem gente que só consegue se comunicar comigo através dele. Fazer o que? Devem ser pessoas importantes.
Tem também o fato de saber mais rapidamente, do que em qualquer veículo, notícias do tipo quem tá grávida, ou da nova revolta popular. Essa em especial merece de mim algum comentário. Claro, afinal, eu não sei ser legal o tempo todo.

Pois bem, eu deveria ficar feliz com a minha espécie. Eu deveria ficar orgulhoso de fazer parte de uma raça que se revolta e faz barulho pelos seus direitos. A espécie humana deve ser a única que se mobiliza pra discutir aquilo que lhe incomoda. Sobre tudo, se isso tem a ver com o corte de cabelo da Panicat.

A humanidade precisou evoluir bilhares de anos pra inventar um modo de todas. Leia: TODAS as pessoas do mundo. Leia de novo: Do MUNDO terem acesso a informação e por conseguintem, se comunicarem, trocarem idéias e aperfeiçoar seu modo de vida e nós estamos preocupados de verdade com o cabelo de uma putinha (parafraseando o incrível Paulo Bono), que se vendeu, dessa vez, por um corte de cabelo ao vivo.

Não resisti e fui até o fim. Desci. Fui no sub-mundo da discussão e vi coisas que não desejo ao meu pior inimigo.
Meus comentários em vermelho
Ví frases engajadas como:

- Coitada dela será que eles sabem quanto custa manter um cabelo bonito daquele? O programa deveria sair do ar; Concordo com a ação, não com o motivo.
- A menina de 13 anos do Rio de Janeiro quis vender o cabelo virgem de 1.60mt por $10.000,00, para ajudar o pai a acabar de construir a casa em uma comunidade la do Rio e não achou nem quem pagasse 2.000,00, e não vi ninguém ter pena e tentar; Alguém tem q explicar essa aí.
- Eu acheimuma falta de dignidade e tbm uma falta de respeito; E do que fazer tb.
- O cabelo dela ERA lindo!!!!! Pronto. A balança comercial do Brasil oscila e vc não sabe por que foi.

Algumas em um dialeto estranho:
 - afffffffffff vcs são uns ridiculos machistas qria ver se uma mulher q nunca apareceu gostosa com cabelos, e q realmente fosse careca q vcs iriam falar isso; Eu não entendi bem se a tal pessoa deixaria de ser gostosa ou a dita raspada perdeu a gostosura.
- Como ela pode fazer uma coisa dessa!! Vc viu o vídeo?
- aff uma merda num teve nem uma graça essa merda quem estiver on me add aii fazendo favor ?? Sentiu o senso de oportunidade?
- O serumano precisa ler mas e parar de dar atenção ao que o dinheiro pode comprar. Comenta? Melhor não né?

Aí surgiu um tal câncer (ainda no tal dialeto):
-Não tem graça, ela raspoo não por banalidade mais sim par mostra como é o sofrimento de uma pessoa com câncêr.bando de povo hipocrita; Viu que o ser humano pode realmente ser melhor? Mais idiota com certeza.
-Pelo boato que surgiu, ela esta com Cancer, e se do nada ela apareçer assim o povo ia estranhar, por isso que ela particiou dessa brincadeira.
Agora se é vdd ou não, nem eu sei rs E se nem ela sabe. Imagine quem saberá?


E o dinheiro então falou mais alto, dessas eu gostei em particular: 
- Eu não fazia isso nem se me dessem 10 mil reais!!! Alguma pessoa rica, ou burra.

- kkkkk 3 milhoes eu raspava ate o cabelo do cu; Eu tb.
- 3 milhoes ela devia fazer um PORNO com a bundinha carequinha...tah perdendo tempo nesse porograma de merda Concordo, só fiquei pensando que q pra ele bunda careca em filme de sacanagem deve ser meio raro.
- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk eu cortava ate meu pinto por 3 milhoes kkkkkkkkk essa e foda Passo.
- Ta louco manolo???, o pinto naum kkkkkkkkkkkkk Se doeu hein?
- Contina gostosa...Ponto seguimento.
- Como ela com cabelo, ou sem cabelo. Ponto final.

Eu tenho uma amiga que despirocou com negócio de cachorro. Tudo dela é cachorro. Segundo ela, o ser humano é mau e a humanidade está toda fudida porque ninguém respeita os animais.
Eu, humildemente, acho que se é pra gente se preocupar com uma raça que está sofrendo na mão do tal do ser humano, essa raça é a própria raça humana e que tem um bocado de ser humaninho jogado pela rua precisando de um cuidado, de um prato de comida, de um curativo e tal, mas se ela acha melhor que os de 4 patas triunfem sobre a raça humana... O problema é fazer disso uma bandeira no Facebook. Todo dia é um despreterido, é uma baleia, é Preta Gil (não que uma coisa tenha lembrado outra). Foda. Já não basta obrigarem a usar uma tal linha da vida e criarem grupos pra te adicionar?

 Vi tb essa semana na página de Fernando Guerreiro uma revolta sobre a demolição das mansões do Morro do Gato em Salvador. Uma Sra. dizia mais ou menos:
-Que absurdo, destruíram o Morro do Gato, onde essa especulação imobiliária vai parar?
E claro, hordas que sequer devem saber onde fica o Morro bichano gritaram em caixa alta palavras de ordem.

Eu agora pergunto:

Isso é falta de rola ou o que?
Vcs tão malucos?
Vcs fumaram alguma coisa com efeito eterno, ou é falta do que fazer?
Ou será excesso do que fazer e falta de tempo pra pensar antes de escrever, antes de se revoltar?

No Supremo Tribunal um Ministro acusou o outro de favorecer sentença e não deu em nada. nem pra um nem pro outro.
João Henrique se reelegeu (tudo bem que sobre isso toda a massa de manobra soteropolitana hoje fala),
A gente tem greve de tudo que é caralho nesse estado;
Salvador ta suja, violenta, feia e travada;
Ta faltando tanta coisa essencial, sobrando tanta desordem e vcs usando anos de tecnologia pra discutir isso?

O Face tem um bocado de jogo rebanho de porra vai jogar. Inclusive não me chame.

A propósito, ninguém quer saber que hora vc vai dormir, nem que vc acordou.

Pare de tirar foto de prato, ou entrar pra dizer fui. Vá Caralho. Ninguém tem nada a ver com isso.


kkkkkkk é o que pra vc? 

E aquelas setinhas: Essa pessoa aqui tal tal tal. Vc acha que as pessoas acham isso legal é?

Mensagem: Se vc gostou comenta, se não compartilha... Gente, vcs não vão ser populares assim. As pessoas não vão deixar de achar vcs medíocres por comentar, curtir, compartilhar e agora me inventaram até o não fazer nada. Isso na certa é pra se sentir importante de qualquer forma: - Ó ninguém fez nada, isso quer dizer que todo mundo concorda. Acorda. Volta pro mar oferenda.

Outra coisa, antes de colocar a foto de alguém desaparecido deixe de ser burro e pesquise antes. Isso acontece desde o e-mail. O mesmo se dá por corrente. Eu acho que deveria existir uma regra facebookiana. Postou html pedindo retorno corta a conta do Facebook.

Ahh e vá cutucar sua mãe.

Sem mais, subscrevo.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Novo visual

E aí o que vcs acharam?

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Me apegando aos meus defeitos


Mudando de vida drasticamente pela enésima vez, percebo que cada coisa tem o seu impacto a seu tempo e a seu contexto (óbvio), mas não é esse o caso. Me impressiona como pessoas extremamente diferentes conseguem ter idéias tão iguais.

Me impressiona, tanto quanto, como uma mesma pessoa, consegue ter tanta certeza hoje e tanta amanhã sobre o exato oposto.
Uma montanha russa de descobertas sobre o universo humano tendo tão pouca amostra. Essa é a beleza e a dureza de se conviver com um espécie dessa raça.

E eis que em uma conversa animada e regada a goles sucessivos, uma pessoa que eu achava que conhecia me disse: - Você é intransigente. Parei. Respirei fundo e me lembrei que há algum tempo ofensa pra mim era justamente ser chamado de radical, ou intransigente. Pra mim, isso se assemelhava a burro.
Ensaiei uma revolta. Pensei: Logo eu, um cara com a cabeça tão aberta?

Falo ensaiei, porque muito mais forte do que o ensaio, me veio uma pergunta?
Será que ser intransigente é realmente ruim?
E muito mais forte do que a pergunta me veio a resposta.
Não. Ser intransigente pode ser a única reação realmente inteligente sobre algum ponto.

A conversa em questão era sobre Cecília essa mocinha que aparece no vídeo comendo farofa com a delicadeza de um motorista de trator.




Cecília é absolutamente tudo pra mim. Por ela eu já provei que sou capaz de tomar atitudes tão impensadas, quanto era impensado pra mim saber que se pode amar tanto uma pessoinha dessa.

Na tal conversa, houve em algum momento uma citação religiosa qualquer e uma pessoa falou:
- Assim que tiver um filho, ele vai pra igreja logo cêdo pra aprender a temer a Deus.

Eu de cá falei
- Pra mim religião é uma droga como outra qualquer e eu vou fazer o possível pra manter minha filha longe de uma e de outra.

Depois de vários comentários indignados ouví uma (me desculpe, mas idiota) argumentação:
- Mas se ela quiser?

Que eu rebati com:  
- Minha filha quer o que eu quero, numa proporção inversa a capacidade dela de compreender o que quer. Ou seja, enquanto ela não tem idade ou maturidade pra saber o que quer,  quem quer por ela sou eu.

Você é intransigente. Quer dizer que se ela quiser ir pra igreja você vai impedir?

Não. Eu levo ela, mas depois levo numa outra, e depois num tereiro, depois num centro espírita, numa Sinagoga. E finalmente eu vou dar livros que falem sobre a história política de cada religião pra ela.
 Depois, se ela quiser frequentar alguma, eu faço questão de acompanha-la, até sentir que ela tem maturidade pra assumir uma religião.
Se isso é ser intransigente que seja. E mais, que se fodam todos os dicionários e significados do mundo.

Me lembrei de João filho de Lory, respectivamente um sobrinho e um irmão de escolha, que perguntou aos pais o que era Deus. E me lembrei ainda mais da resposta:
Na verdade filho ninguém sabe. Existe um monte de gente que explica Ele do jeito que acredita, mas ninguém de verdade sabe. Pretendo dar essa mesma resposta pra Cecília.

A conversa continuou e eu vomitei mais uma série de defeitos que pretendo não abrir mão:

Vou ser incompreensível quando minha filha aos 14 anos disser que não quer mais estudar;
Vou ser agressívo se alguém tentar aliciar ela pra fazer qualquer coisa escondida dos pais;
Vou ser recorrente nos esforços pra que ela leia livros;
Vou ser impaciente quando ela com 12 anos insistir que quer dormir na casa da "amiguinha" que tem um "irmãozinho" de 15.
Vou ser chorão quando for na primeira festa de pais e ver ela fantasiada de borboleta.
Vou ser irresponsável pra gastar na festa de formatura dela
E a cima de tudo, vou ser um bobo apaixonado toda vez que ela olhar pra mim e fizer isso:

Ponto final.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O Caminho

Um dia, quando eu olhar pra trás e ver do que foi feito o chão por onde eu passei, eu vou dizer se foi difícil.

Hoje me parece cascalho bruto e quente, por onde eu vim descalço.

Não corrí. Não tentei sair do caminho, só me apoiei. Certo que soube no que me apoiar, mas o mérito foi todo do apoio.

Escuro, perdido, frio. Gritei porquem sempre esteve alí, mas não ouví nada. Não tarde, percebí que a única pessoa que realmente não ia deixar de estar alí era eu mesmo. Daí não tive dúvidas, gritei que não conseguia enxergar o que estava pela frente.

E pasmo me ouvi responder. Estranha e calmamente eu respondi. Baixinho, mas muito claramente eu me disse exatamente qual era o caminho.

Hoje sinto que as pedras já não castigam tanto. Pensei: O chão mudou, mas percebí que foram meus pés que mudaram. Percebí que depois de escalpelados, feridos e então cicatrizados, sua pele, ora fina, hoje sequer sente o que está por baixo dela.


Certeza do caminho eu não tenho, isso é para os fracos. Tenho sim uma vontade imensa de correr.

Não tenho mais medo.


Se eu passei por tudo isso... Passo por qualquer coisa.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Eu tenho um sonho

Eu tenho um sonho.

O sonho que um dia seja criado um novo cargo de nível mundial e que eu seja escolhido pra esse cargo.

Um cargo simples, mas muito importante o de Presidente do Mundo.


Esse cargo nada dita sobre os rumos da economia global, sobre a fome, ou a violência.
Não por isso, ele deixa de ser importante.
Existem questões mundiais gravíssimas que precisam de alguém com pulso firme e essas questões têm sido deixadas de lado. No meu sonho elas teriam voz e vez.

Se vcs votarem para a criação do cargo e depois pra que eu seja o seu legítimo representante questões cruciais do mundo moderno poderão ser resolvidas. Como por exemplo:

Não mais será permitido o uso da palavra Baby em nenhuma música, sob pena de 12 anos de reclusão. Em caso de repetição da palavra citada será decretada uma prisão pepétua para cada repetição. Essa lei se aplica a partir do dia da sua promulgação com excessão para Silvano Sales. No caso dele a lei se aplica de forma retroativa.

Ainda no âmbito musical, não será mais permitida a rima da palavra perfeito, com puro e verdadeiro. Aliás as palavras puro e verdadeiro na mesma frase estão proibidas, assim como amor e lindo, paixão e coração e mole e bole. Bahia e alegria estão permitidas apenas com autorização prévia. Lindo e maravilhoso não só estão banidas dá música, como não podem sequer serem faladas em nenhum espaço.

O cabelo de Neymar será cortado. E ponto. Sem direito a recurso nem discussão. O de Robinho também seria, mas ele se antecipou.

Quem for pego ouvindo música alta no celular, terá o mesmo apreendido e, não interessa onde, o equipamento será enfiado no cu do usuário. Essa lei não cabe recurso, nem choro. Colocou pagode, funk ou até mesmo Legião no celular pra todo mundo ouvir, recebe. Se o individuo em questão estiver num ônibus perto do seu ponto, perde o ponto e leva o celular no boga, se estiver no elevedor perto do seu andar, perde o andar leva no tonhe e ainda tem q descer, ou subir de escada.

Sobre os vários gêneros musicais desse grande país. Digo: Pagode e funks com nomenclaturas vulgares do corpo humano tal qual: caceta, xoxota, ou mesmo xana, bunda, bundinha, pau ect. São músicas de gueto e como tal, estarão banidas pra lá e serão doravante consideradas drogas (como se já não fossem). Ou seja, vc quer ouvir funk, suba o morro. Vc quer ouvir pagode sujo vá pro fim de linha de Susuarana, alagados, Bairro da Paz e adjacências. Não será permitido essas porras no rádio. O locutor que insistir terá seu microfone tratado como o celular da lei anterior.

Silvester Stallone será obrigado a tirar o botox pra fazer a continuação de mercenários, já que será proibido de qualquer forma a tentar uma continação pra Rambo, ou Rocky Balboa.

Joelma e Chimbinha estarão banidos da música e seus bens serão leiloados em prol do tratamento pscológico das crianças que tiveram de crescer ouvido aquilo. Parte do dinheiro também será usado pra tratar o pescoço das pessoas que a imitavam. Aliás Não. elas não merecem tratamento. Revoga-se essa última parte da lei.

Como vcs vêm são assuntos importantes que estão sendo deixados de lado pela humanidade, mas eu sempre preocupado com um futuro mais cheiroso, bolinativo e inteligente estou aqui dando um pedaço de mim pra ajudá los e não um pedaço qualquer, mas um pedaço grande.

Por isso votem em mim e eu prometo, mais leis com esse impacto magnânimo.

Sem mais subscvrevo.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Mentiras em Família - Continuação

Antes de continuar porém, devo dizer: Que final desse último post hein? Foda.
Eu me senti o próprio Tolkien se preparando para o Retorno do Rei, mas vamos em frente.

Este amigo, doravante denominado Safado Qualidade Alfa, ou apenas SQA. Viajou e me prometeu que na volta, beberíamos um litro de um bom whisk por conta dele. Pausa dramática 1. Repare bem: Um litro de um bom whisk.

Fim de semana passado. Não importa qual, afinal de contas eu não tenho a mínima idéia quando vou terminar esse post, foi aniversário de Cabeça e uma galera veio beber com ela, e comigo claro.
Eu, já puta velha dos nós do SQA, não dei muita importância pra vinda dele. Coisa que mudou quando ele ligou. Pausa dramática 2. Repare bem: Ele ligou.

Até então eu só tinha visto ele marcar suas escrotidões recebendo ligações, ligando nunca. O que dava um certo ar de elegância pra coisa. Era um escroto, mas com classe.

Daí que recebo a ligação dizendo:
- Vou e ao invés de levar um bom whisk, vou levar um bom e um foda.
- Tá de sacanagem?
- Sério, já tá aqui separadinho.
Passado uns dias o cara aparece aqui no bar.
- Viu q eu venho?
- Mas hoje é quinta.
- Nada tô de passsagem, mas é pra vc ver que eu venho mesmo.

Acreditei e pior passei os dias contando o que faltava pra eu fuder com fígado em alto estílo.

Chega o dia do juízo e ele não aparece.
Se não tivesse o líquido precioso na roda eu dificilmente teria ligado, mas já meio aguando, resolvo procurá-lo e eis que ouço o motivo mais esdrúxulo e fracamente imaginativo que eu já ouví na minha vida.
Na hora eu fiquei triste porque não ia beber, mas depois fiquei feliz porque ví que depreciação cerebral e falta de criatividade não aconteciam só comigo:

- E aí qual é a desculpa?
- Mamãe se acidentou. Com a voz plácida.
Eu não acreditei nem por um minuto.
- Que foi que aconteceu?
- Ela foi pegar uma cueca minha escorregou e meteu a cabeça num gancho de pendurar o varal.

Vale ressaltar que pelo tamanho mínimo da mãe dele, lá deve ter um sistema antigravitacional portátil, ainda não patenteado, que faz com que as pessoas caiam pra cima.

- E ... Cada vez com mais certeza da mentira;
- E o que velho? Mamãe se acidentou. Fale aqui com ele mãe.
- Não precisa, pelo tamanho do seu delito vc vai acabar fazendo ela mentir tb.
- Eu insisto. Mães não mentem.
- Cara, ela lhe pariu. uma pessoa que fez isso contra a humanidade no mínimo mente.
- Você tá dizendo que minha mãe mente? Mãe ó praqui ó, Pablo tá dizendo que a Sra. mente.

Eis que D. Maria José toma o telefone e com voz de mãe diz:

- O que foi meu filho?
- Vc mente. Respondo curto e grosso.
- Como é? Eu acabei de voltar do hospital tô com a cara toda lenhada. Você queria que eu fosse praí assim?
- Aqui tem maquiagem. Dava pra vir.
- Como é?
- Tá bonito isso vc mentindo pra cobrir seu filho?
- Há!!!! toma aqui, não vou mais falar com esse filho de puta. Pausa dramática 1. Repare bem: Não foi da puta, foi de.

Depois eu disse que agora ele tinha que correr atrás do prejuízo que causou a auto estima do meu fígado e ele continuou sustentando o voou antigravitacional de "mamãe". Enfim, não vale mais a pena continuar.

O fato é que eu fui agredido de várias formas por essa família e por isso eu peço licença a vocês pra usar esse espaço democrático e dizer que não se faz isso com as pessoas.

Não se promete levar isca pra pescaria e só aparece com bebidas. (bem eu faria isso. Esse não conta)
Não se deixa de levar camisinha pro puteiro;
Não se nega o carro a um amigo que vai levar aquela bêbada com a cara da Nicole Bahls pra casa;
Não se come o último pedaço de peixe frito e toma o último gole de cerveja gelada ao mesmo tempo;
E definitivamente não se promete um litro de whisk bom pra um amigo e não leva.

Agora me responda: Se já é uma puta sacanagem furar com um whisk bom, o que é furar com um bom e um foda? O que é forçar uma mãe, a mentir, a xingar e a desafiar as leis da física? E o que é, juntar tudo isso num mesmo episódio?

Nomeie vocês porque eu não achei palavras pra isso

Sem mais, subscrevo.

Mentiras em Família

Faz tempo descobrí que tenho bons amigos e amigos filhos da puta. Os primeiros geralmente não valem nada e os outros, teriam até um valor, mas são filhos da puta.

Hoje vou falar de um, que não merece de mim uma definição. (Agradeço a vocês se o fizerem depois nos comentários).

Um amigo que é especialmente escroto, um safado qualidade alfa.
Sabe aquele que diz que vai com certeza e na hora não aparece, não liga, não dá satisfação e ainda dá risada quando você liga perguntando? (Esse questionário, inclusive, é um spoiler já que quem o conhece sacou tudo, bem como, ele mesmo. Tenho certeza).

Esse amigo em questão, já deixou vários outros amigos em apertos diversos.

Reza a lenda, que uma vez ele marcou com uma galera que o esperou até desistir.
Como cabe a qualquer pessoa que se importe com a outra, alguém dessa galera ligou pra ele e disse:
- Vc demorou de mais. Já estamos indo pra casa.
- Não. eu tô no quarteirão. Já tô chegando. Gritou ele como do fundo de um poço com merda até o pescoço.
- Então vamos pra tal lugar porque aí já fechou.
- Ok. Aparentando estar mais aliviado com a certeza do salvamento.
Todos, ou boa parte, tomaram imediantamente o caminho oposto ao de casa pra ver o bonitão. Alguns dispensaram a carona pra voltar com ele, namoradas brigaram, estacionamentos foram garimpados e pagos e cervejas foram descendo até que uma hora e meia depois veio a descoberta de que na verdade ele tava em casa de toalha, meio dormindo, meio querendo levantar pra ir.

Outra lenda conta que ele estava com uma galera tomando algumas enquanto marcava, como sempre, com pelo menos mais três outras galeras. Dessa vez porém avisando sempre:
-Só não vou pro Festival de Verão;
- Aniversário de José? Tô lá, só não me invente festival depois;
- Cineminha e Café? Perfeito. Com esse programa é certo q não vai ter nem conversa de Festival;
- Batizado? Vou dar só uma passadinha porque já marquei um cinema.
E as marcações continuaram, seguindo uma sequência temporal perversamente calculada.
Era fato que não ia dar tempo pra metade dos afazeres, mas ele seguia marcando.

Final da tarde, bêbado, com o dedo em riste, tal qual um ditador sulamericano grita ele:
- Quem não vai pro Festival de Verão é ótário (ou puta nunca me lembro bem). E lá se vai a primeira das galeras pro tal Festival. Todas as outras, claro, esperaram.

Perguntado sobre essas situações ele responde:
- Quem não sabe que eu sou assim?

Verdade. Todos sabiam e tudo ia bem em nossas relações, eu de cá sempre rí com isso.
Diversas vezes eu até já falei pra ele, tal qual uma bicha ferida:
- Um dia eu ainda vou deixar de gostar de você.
E ele, tal qual uma bicha perversa por cima da situação dizia:
- Vai nada. E eu realmente nunca fui.

Até esse fim de semana...

(To be continued...)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A vida real

Já faz alguns anos que saí da faculdade e nunca, até essa semana, consegui resumir o que eu aprendí por lá.

Nada. Já pensei várias vezes, mas não é verdade.
Enrolar pra entregar depois o que eu deveria ter entregado ontem. Verdade, mas não só isso.

Assumir que você não sabe, e saber que você vai ter que resolver sem saber.

Em outras palavras: Entender que você não sabe resolve, mas que o mundo tá cagando pra isso. Ele quer resolvido. Boa zeromeia boa!

Os bossais dizem que sabem, os burros têm certeza. E eu as vezes só tenho a certeza que se eu tivesse feito mestrado doutarado e o caralho, mesmo assim, não ia saber metade do que eu preciso pra tocar as coisas.

O restaurante tá bem. As pessoas tão perdendo o medo dele e vindo. O almoço que não era inicialmente o que eu queria fazer, mas fiz, tá pegando também e tenho festas marcadas de hoje até o dia 02 de julho.

Tudo parece entrando nos eixos, mas justamente agora um rapazinho chamado capital de giro se apresentou pra mim de uma forma um tanto quanto agressiva. Se eu pudesse, juro, sairia na mão com ele fácil, mas sinto q ia perder feio. Resolví, portanto, tentar resolver amigavelmente e a gente tá vendo onde vai dar.

As coisas na faculdade são tão plácidas, estáticas que qualquer denominação (e eles adoram denominações) parece ausente de alma:

Capital de Giro, inicial, final;
Benchmarking;
Ativo e Passivo;
Ativo executável, passível realizável;
RH, missão, valor, CRM, preço, prazo. Meu pau. Sei lá.

Pra tudo por lá tem um nome, uma regra infalível, um causo de sucesso, ou de fracasso.

Mas por aqui, camarada... A coisa fala mais grossa e estufa o peito.

Ou se tem dinheiro pra tudo, ou se fode, ou tem crédito pra rolar a dívida, ou se fode. Ou faz a compra certa, ou sobra, ou falta, mas em ambas você se fode.
Se a banda vem e as pessoas também e os produtos tb e os funcionários tb massa.
Mas se uma porrinha dessas não vem fode tudo.

Eu trabalho com eventos desde q o mundo é mundo e adoro. AMO e sinceramente não me vejo fazendo outra coisa da vida. Ponto final. Por isso meus caros, antes que vcs pensem que eu tô repensando minha vida, papai esclarece que está aqui apensas pra dar mais uma importante aula de grátis:

Se vocês pensam que todos os problemas do mundo vão desaparecer no momento exato em que vc abrir um bar e viver em festa. PENSE. Nem tudo é tão easy quanto parece. O mundo da putaria também tem suas várias dificuldades e se preparem (e isso é pra vida toda não só pra negócios) o grande barato da vida é ter calma e sangue frio pra resolver aquilo que vc não tem a mínima idéia de como resolver. Quando isso acontecer, acredite, vc tá começando a fazer alguma coisa diferente. Aliás aqui fica um parêntese. Conta T não serve pra absolutamente nada na vida real. Segue...

O problema é que ações diferentes trazem recompensas diferentes e elas podem ser boas ou ruins. Na dúvida, planeje direitinho e depois meta a pica.

Ok? Agora bjs a todos que papai tá cansado de tentar fazer a vida de vcs mais fácil, linda, cheirosa e bolinativa.

Sem mais.
Subscrevo.

domingo, 22 de maio de 2011

Babão

Eu chamava ele de Babão.

Desde quase sempre.

Uma vez eu fui em sua casa tomar aula de violão e de canto com o irmão dele, meu shidoshi e um dos poucos irmãos que eu escolhi ter na vida.

Quando entrei, ele estava embaixo do carro do pai, um chevete se eu não me engano. Ele me viu e começou a soltar uma baba pelo meio dos dentes separados. Eu, vendo um gordinho com cara de moleque, com os dentes separados cuspindo nele mesmo só pra sacanear alguém, não resisti: Adotei ele pra mim.

- O que é que vc quer babão?
E ele, quase automaticamente, começou a fazer mais baba e repetir babão, babão. Foi uma das coisas mais engraçadas que eu me lembro.

Daí a gente começou a se chamar de Babão.

Há uns 20 dias ele pegou uma bactéria e ficou em estado muito grave. Rezamos e ele venceu o pior quadro, foi melhorando e a gente tava super confiante no seu restabelecimento. Na quinta, porém, ele teve um aneurisma fulminante. Fato novo, que nada teve a ver com a tal bactéria.
Foi como se Deus dissesse.
-Pera,í vcs não tão entendendo não? É a hora dele respeitem isso!

Mas nós não respeitamos e intensificamos as orações até quando não deu mais. Eu fui pro hospital e cheguei a ir na UTI ver ele de perto. Precisava ter um choque pra ver se a ficha caía.

Não adiantou.
Pensei que a visão dele lá, parado, fosse suficiente. Mas bastou um toque na pele dele pra algumas imagens provarem ser mais fortes.

Lembrei de quando Cecília nasceu e ele foi visitar a gente com aquele sorriso do tamanho do mundo, os dentes falhados e a voz de criança.
- Babão! Gritou ele ainda do carro.

Lembrei de quando ele foi conhecer meu bar e de longe me chamou de Babão.

Lebrei que sempre foi assim. Sempre ele teve o mesmo sorriso e o mesmo dente falhado. Sempre teve a mesma voz e o mesmo coração de criança. Ele sempre foi Babão e sempre vai ser.

Não importa mais o que vai acontecer daqui pra frente, cara. Toda vez que eu estiver com seu filho vou falar do cara de fuder que vc foi. Vamos contar histórias e rir sem tristeza. Porque eu vou dizer pra ele que você não era triste.

A gente vai sentir sua falta pra caralho e eu nunca pensei que um dia diria isso pra vc, mas se chegou sua hora Babão...

Vá em paz.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Macho Alfa

O Conceito de Macho Alfa no Wick é esse: clique aqui , também é legal, mas o meu é mais prático:

O Macho Alfa é o que está por cima.

E aqui pra nós meus caros...

Quem tá por cima é que mete.

Lembrem-se sempre dessa frase. Vou até colocar de novo aqui para firmá-la nos seus sub-conscientes: Quem está por cima é que mete. Decoraram? Pronto.

Isto posto, fica a dica, seja mulher homem ou ornintorrinco quem tá por cima define a hora e isso é tudo na vida.

O Macho Alfa doravante denominado M.A., ou simplesmente MA, moderno é aquele cara pra quem todo mundo liga quando tá precisando de alguma coisa. Beber, fuder, sambar não interessa. No meu caso: Se divertir.

Eu já fui MA de vários nichos diferentes em Salvador e foi muito legal. Eu coordenava ingresso de eventos de MPB, de Axé e depois de boate, várias pessoas me ligavam e me tratavam como o último negão da Dadá. Eu não sei vcs, mas eu adoro ser tratado como o último negão da Dadá.

Há Pablo, mas esse povo só lhe trata assim pelo que vc pode oferecer, quando vc tá na merda ninguém te apoia. Eu Sei. E sei na pele, porque depois disso eu fui trabalhar num emprego formal (não sei onde eu estava com a cabeça) e meu telefone simplesmente parou de tocar. Era como se eu não existisse, como se eu tivesse morrido. Ninguém me ligava, as visitas no blog foram pro saco, eu não precisava mais esvaziar minha cacha de e-mail e por aí vai. Conclusão: Eu não nasci pra isso.

Voltar para o mundo bizz da Solterópolis era uma opção, mas eu sentía como se aquilo tivesse sido um passo dado. Não cabia mais voltar atrás. Daí surgiu algumas idéias:

1 - Vender tudo e comprar um barco de pesca;
2 - Jogar tudo pra cima, ir morar em Itacaré e viver o resto dos dias surfando e fumando maconha;
3 - Ir pra Nazaré montar um bar.

Apesar da total exequibilidade de todas as opções, confesso que fiquei em dúvida entre duas, mas eu respeito muito o mar pra ir pescar, então resolvemos vir pra Nazaré e tentar novamente ser o MA de algum nicho.

Por aqui as coisas são diferentes, mas tão legais quanto.
A titularidade de MA daqui se confunde com a do próprio bar e já que em Nazaré eu já tinha amigos, o processo ficou logo claro, sem milindres.
Quando o restaurante tem o melhor atrativo a galera vem. Quando não tem não vem.
É simples e honesto, ninguém me trata diferente do que sempre me tratou, ninguém me dá presentes, ou troca favores, ingressos, ou o que quer que seja. Em compensação, aparece quando o movimento tá fraco pra tomar uma cerveja comigo no balcão. Não sei pra vcs, mas pra mim isso é ser o último negão da Dadá.

Eu aprendí a brincar aqui de o MA da semana. Tem semana que ninguém faz nada na cidade porque sabe que minha programação vai brocar. Tem outras que eu não me atrevo a investir porque eu sei que o MA do sábado não vou ser eu/O Riviera, daí eu abaixo a cabeça e sigo a matilha.

Um dia, numa dessas pavorosas entrevistas de emprego com dinâmica de grupo, o entrevistador me perguntou:
- Onde você quer estar daqui há dez anos?
E eu respondí:
- Na briga;
- Como?
- Na briga, abrindo um novo negócio, sendo promovido a alguma coisa,vendendo tudo e virando hippie sei lá, eu só não quero estar parado sentado numa cadeira bacana me achando confortável.

Não sei o que ele entendeu, mas como era um cargo para uma cadeira bacana, eu não seguí no processo. Me arrependo até hoje de ter dito aquilo. Deveria ter dito:

- Eu só não quero estar de terno enchendo os culhões das pessoas me dizendo entrevistador. Depois sair da sala mandando todo mundo acordar pra vida e mandar aquele fila da puta se fuder.

Uma coisa hoje é clara pra mim. Aqui não é melhor do que Salvador. Nem pior. Ser MA aqui não é melhor do que ser em Salvador. Nem pior, não mesmo. Só é diferente.

E pra mim a diferença que realmente conta é que aqui eu sinto que estou onde devia estar:

Na briga.

Sem mais, subscrevo

sexta-feira, 18 de março de 2011

O que não faz um comentário

Hoje eu recebí um comentário. (na verdade não é mais hoje, mas há vários dias atrás)

Um comentário neste blog, tão abandonado, está pra mim como um crédito de R$ 1000.
Eu já ví, sei que existe, sei que um monte de gente recebe um monte todo dia, mas eu mesmo...

O comentário falava do post Eu, o hippie e os rótulos, que eu fiz nos idos de 2010, quando ainda escrevia por aqui. Como era de se esperar, eu corrí lá pra dar uma olhadinha no que a louca do comentário achou legal.

Puta merda que texto. Fiquei um tempo pensando se tinha sido eu mesmo o construtor, mas cheguei a conclusão que sim quando me ví pensando as mesmas coisas hoje.

O que poderia me deixar orgulhoso na verdade me deixou inquieto. Será que eu fiquei burro, idiotizado de alguma forma? Eu hoje não consigo nem imaginar escrevendo uma coisa tão prática e tão rica de idéias.

A vida transforma a gente tão rápidamente que é impressionante, como o ato de se olhar no espelho, de vez em quando, mostra imagens que não são nossas, ou pelo menos não planejadamente nossas.

Aí eu lí Bono essa semana e ví que o cara tá tão bom quanto. Talvez melhor e eu penso. Porra eu tô uma merda mesmo, mas enfim.

Já tentei retomar este, que um dia foi um aglomerado de coisas cheirosas e bolinativas, mas não deu. As coisas tão muito corridas deste lado do mar.

Mas não pensem vcs que eu vou seguir o caminho natural dos blogueiros, nerds e companhia. Eu não vou montar uma página pra ganhar dinheiro, (até porque eu não teria talento mesmo) nem vou trocar o blog por novos gadgets tecnológicos tipo twitter, face etc. que inclusive eu não gostei de nenhum.

Pode ser coisa de gente chata, mas eu acho o blog um troço meio poético. Você escreve sem ter certeza de que alguém vai perceber, mas mesmo assim dá o melhor de você e um dia, depois de morto, alguém olha e diz: - Legal. E pronto, do limbo, sua voz consegue dizer. Valeu.

Sem mais, subscrevo.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Esqueça

Ah vc acha sua casa legal.

Foda-se. Sério. Foda-se mesmo.

Sinto muito, mas sua casa não é legal.


Essa casa é legal.







Fala sério, tem gente que sabe gastar dinheiro né não?

Sem mais, subscrevo.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Né?

Domingo é mó coisa de velho né não?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Calma

Dois posts seguidos não é motivo pra vcs acharem que eu fui abduzido e que em meu lugar está um ser alíenígena de alta inteligência regendo meu corpo.

1 - Não. Eu não fui abduzido.
2 - Sim. Eu tenho condições de escrever dois posts seguidos.
3 - A única pessoa que rege meu corpo é Cabeça e vcs sabem disso.

Sendo assim, num lapso de mudança cósmica do meu ser, eu resolví sim, escrever dois posts no mesmo mês. Pior, na mesma semana. Pior, um por dia.

E vc caro leitor que já estava tranquilo por não ter a necessidade de vir aqui, se lenhou. A vc duas opções:

1 - Continue se lenhando e vindo aqui perder seu tempo;
2 - Aproveite o ensejo que já tinha lhes dado antes e siga no caminho da sua evolução espiritual, fazendo coisas mais produtivas do que vindo por aqui.

A quem escolheu qualquer um dos dois problema de vcs. Vamos ao que não interessa. Pelo menos pra mim.

Hoje eu tomei meus primeiros comprimidos de seacalmação da vida. Explico:

Na virada do ano eu dormir bêbado e feliz e acordei com um derrame no olho e putamente preocupado, pela primeira vez na vida, com minha saúde. Nem bebí mais.

Voltamos da Ilha(de Itaparica) direto prum oftalmo que disse:
-Faça esses exames, tire a pressão e procure um cardiologista. Pensei Fudeu. Tô morrendo.

Na verdade, depois que eu acordei e me olhei no espelho, já comecei a achar que tava morrendo. O Doutor gordinho só me apoiou.

Fui tirar a pressão e o cara da farmácia falou 15/10. Pra mim tava legal, mas parece que pro resto do mundo que já tirou pressão essa porra é alta.
- Toma um chazinho, descansa, amanhã vem tomar de novo (pensei no cú?, mas não falei), mas vc precisa procurar um cardiologista.

Acho que eu não falei pra vcs, mas acho que cardiologista é o mesmo que padre especializado em extrema unção, só se chama no Game Over e se na mesma semana duas pessoas lhe dizem que vc precisa procurar um. Não ache isso nada bom.

Pois bem, fiz a porra dos exames, que diziam o que qualquer um só de olhar pra mim diria:
- Colesterol alto. Acho graça como a gente paga prum papel chamar a gente de gordo, quando o espelho já faz isso de graça todos os dias.

Levo os exames pro reverendo, ele tira (se vc acha que eu deveria aqui colocar "auferiu" vc com certeza tá lendo o blog errado. Tenta um de lígua portuguêsa, ou de como meter o próprio braço no cú sem o auxílio de KY) a pressão de novo e diz:
- Tá alta. Tem estado sob stress?
- Ô. Quem não tá né?
- Eu. Pelo menos não suficiente pra subir minha pressão, já vc pelo jeito...
- Tudo bem doutor: Tô todo fudido de stress, nervoso, preocupado, sem dormir direito, se vacilar eu tô até broxa.
-Hummm

Nessa hora vc pensa: Será que depois de eu ter dito tudo isso, ele acha que um "Humm" me ajudou?

- Vou passar mais uns exames e um calmante pra vc.
Pensei 1: Ele vai me mandar pra praia, encher a cara e transar.
- Vc toma duas cápsulas por dia
Pensei 2: Praia e cachaça duas vezes por dia eu guento, mas sexo, pra falar a verdade, não tenho tanta certeza.
- E como vc tá com o coleterol alto, vai ter que parar de comer gordura, passar a comer verdura, fazer exercício regularmente e tal.
Pensei 3: Pra que ir ao médico pra saber que eu preciso parar de comer besteira, parar de me stressar e fazer exercício?
-Eu sei que as comidas gordas são mais saborosas, mas vc vai ter que fazer um esforço.
Pensei 4: Fanfarrão esse médico meu né não?
-Tá tudo bem Doutor.

E assim fui pegar o medicamento.
- Dá sono?
- Não. Só acalma.
- Como assim não dá sono? Tudo que me relaxa me dá sono.
- Pode dar um pouquinho, mas é só pra te acalmar.
- Tá de brincadeira?
- Não, mas tô entendo perfeitamente porque seu médico passou isso.
-...
Pensei em tanta resposta que não dei nenhuma.
Fui pra casa e tomei a porra da droga fitoterápica que acalma, mas não dá sono e que eu provavelmente tô precisando mesmo.

Por enquanto, não tô sentindo porra nenhuma. Só uma vontade de sair mandando todo mundo tomar no cu, mas acho que o remédio não tem nada a ver com isso.

Continuo fazendo exames e indo a médicos fazer revisões. Pelo jeito a morte instantânea tá descartada, mas por via das dúvidas, vou continuar tomando o SEAKALM e torcendo pra vontade de bater em alguém passar.

E v,c se não gostou do post, pode ir pra puta que lhe pariu que eu não ligo.

Sem mais.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Reflexões chulas, xingamentos aleatórios e gracejos desnecessários

Esse bem que podia ser o nome do blog, mas não é. Um mote talvez. Um tom pra 2011 quem sabe?

E por falar em 2011, entre venturas e desventuras doismiledezianas ele chegou.

Pra uns, mais um período como qualquer outro. Tipo boa porra, eu quero é comer água.
Pra outros, uma oportunidade mística de repensar seu ser cósmico. Deixando, quem sabe, seu ser fudido e passando a um ser de pessoa rica, bonita, inteligente e bem aceita socialmente.

Pra mim, nem um nem outro. Um pouquinho de cada por certo. Um ciclo com certeza.

Aliás ciclos são coisas que não faltam na vida. Gregorianos, ou não. Um ano de vida, 20 anos de negócio, 50 de casamento,15 anos de cadeia, uma semana sem ir no brega, enfim. Ciclos são linhas circulares pontilhadas. E são justamente os pontos que me interessam. As pessoas dão muita importância pras junções.

Mas Pablo pra que toda essa introdução filosófica? Existe um post metafórico e emblemático por vir?

E eu respondo:

Sei lá.

Eu só tava passando por aqui e resolví deixar alguma coisa pra vcs pensarem. Afinal, a quanto tempo eu não deleito vcs com pérolas da minha imensa sabedoria inútil?

A propósito, enquanto janeiro não acaba, as pessoas insistem em desejar feliz ano novo a quem não teve oportunidade. Assim, pra vcs com quem há exato 1 mês não falo...

Um ano novo de coisas cheirosas, quentes, macias e bolinativas.

Sem mais, ainda subscrevo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

E o blog hein?

Daniela Santiago me encontrou no sábado.

Lá no Riviera, (não sei porque eu coloquei isso, já que pra me encontrar hoje em dia, tem que ser no Riviera) olhou pra mim e de canto de olho falou:
-E o blog hein?
...
...
... (entenda essas reticencias como um silêncio constragedor)

Blog é uma coisa bem bacana porque quem escreve não tá nem aí de verdade pras cobranças. Verdade.
A gente quer até ser cobrado, mas escreve se tiver com saco e não porque ninguém cobrou. A gente olha e diz:
-Ó tem alguém cobrando aí. Depois eu escrevo alguma coisa. E segue a vida.

Mas quando um leitor te encontra na rua e diz:
-E o blog hein?
Aí não.

Aí vc é obrigado pela lei de regulamentação bloguística mundial a escrever qualquer merda. Tipo essa que eu tô escrevendo.
Pode até ser uma coisa que não mude nada na vida de ninguém, como esse post, mas lei é lei. Portanto.
Taí.
É isso.
Por hoje é só.
Ou não, quem sabe?
Eu.
É só mesmo.

Sem mais, subscrevo.