quarta-feira, 20 de maio de 2009

Como poderia?

Comecei o último post assim:
Ontem num dos milhões de regabofes cachacísticos em que me envolvo nos fins de semana, sentí falta de alguém.
Imediatamente pensei, tenho que começar esse de forma diferente, já que ambos nascem da mesma mãe imunda, ou do mesmo causo, vc decide.
Porém, como hoje e ontem foram dias fodas, e eu não tô muito bem da cabeça, tudo que eu escrevesse ia soar repetitivo. Assim, resolvi usar o mesmo começo de novo: Segue:

Ontem num dos milhões de regabofes cachacísticos em que me envolvo nos fins de semana, sentí falta de alguém (nesse caso de alguma coisa).

Ja sei: Das minhas lembranças.

Lendo o post de Drummond me percebi num dilema: O que mais eu não me lembro de domingo?
Sério. Não lembrava desse papo de quem é Santo Antonio e nem de mais um monte de coisas.

Como todos os acontecidos devem ter sido tão legais, mas tão legais, que eu não me lembro. A cosia fica ainda melhor. É massa. A gente se diverte a semana toda. De quando em vez aparece uma foto, uma lembrança esfumaçada e rola aquele flash back engraçado nos lugares e horas mais imprevistos.

Sigamos:
Pois então, temos uma mania diabólica de jogar Imagem e Ação. Saca imagem e Ação né?
Isso, aquele jogo que vc pega uma carta com um nome e tem que desenhar a palavra pra sua equipe etc.
Já ví esse jogo de várias formas com várias galeras diferentes. Na minha, é com mímica e só começa mesmo depois da 15ª cerveja (pra dar mais emoção).

Acontece que sempre, sempre, sempre rola briga. O cara bêbado já não segue as regras mínimas de convívio social, imagina as regras de um jogo que muda de regra cada vez que a gente joga?
Como diria Neto, não é nem um pé de pica, é um canavial de rola (lá ele).
Resumindo é uma gritaria da porra e toda rodada acaba com pelo menos uns dois ou três pariticipantes sem se falar.
Já ví amigos de infância se ofenderem bruscamente, irmãos se sacanearem a sério e até eu quase me separo umas 7, 8 vezes. Claro que nunca nenhum desses perrengues durou mais de um mês, pelo menos até agora.

Vem daí que nesse domingo aceitamos 2 novos participantes na roleta russa do Imagem e ação da minha galera. João Figuer e Cris.
Eles são pessoas finas, elegantes e racionais. Como tal, depois da 45ª briga e do 235º começo de briga em menos de 30 minutos, sentiram que algo não ia bem e me sairam com uma idéia brilhante:

- Gente todos nós somos crescidos, amigos então pra que tanta briga? Vamos fazer assim:
- Quando alguém disser que falou, mesmo que ninguém mais tenha ouvido vale.
- Se todo mundo falar ao mesmo tempo, a gente faz outra vez e tal (Leia-se tal, como um conjunto complexo de outras regras polidas e com o intuito de nos tornar pessoas melhores e mais preparadas pra geração de aquário, acho).

Resolvemos aceitar e toda vez que uma briga ia recomeçar, eis que surgia o Super João, o homem do óculo lilás, e Cris, seu Hiper-Mega-Escudeiro, para dirimir a contenda e repetir em uníssono, aquilo que deveria ser o protocolo de Kyoto do Imagem e ação:
- Se lembrem, se neguinho disse é porque é verdade, branquinho não ia mentir pros próprios amigos e tal.
A coisa foi se repetindo, primeiro de 5 em 5 minutos, depois de 10 em 10 e por aí foi até que estávamos jogando como sexagenários no antigo Bingo da Barra.
- Bingo, êê.
...
...
...
Péssimo.
Só jogamos uma partida e pronto, ninguém comemorou (que eu me lembre), ninguém pediu revanche (que eu me lembre).
Percebemos então que nós não somos polidos, nem elegantes, nem racionais, nem nada de bom quando se refere ao dado jogo. Pior, não gostamos da experiência de ser. Gostamos de achar que estamos sendo trapaciados e brigar, adoramos brigar, chatear, irritar, gritar e nos chamarmos de Filadaputaladrão. Gostamos do roots, de voltarmos às cavernas. É. Assim é que é bom.

Parece louco, mas é um exercício interessante ver como é bom, de vez em quando, virar um troglodita, brigar, gritar e aos poucos ir voltando ao normal, perto até do educado. Por isso:
Sorry super João, sorry Hiper-Mega-escudeiro. Não queria dizer aqui, mas a gente não presta, da próxima vez, se rete com a gente e mande a gente se fuder. Acredite o jogo assim, vai ser bem mais animado.

Quanto a sacanear a tequila e a sapiência do nosso amigo (história que eu conto mais tarde), isso pode, porque sempre é muito divertido.

Sem mais subscrevo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A menina que roubava livros grátis


Ontem num dos milhões de regabofes cachacísticos em que me envolvo nos fins de semana, sentí falta de alguém.
Ela é parte importante nas conversas sem pé nem cabeça regadas a álcool, ela é a musa inspiradora de Jorge Martins (o jóvem e devasso homem isopor) e desinspiradora do resto da humanidade, mas não só por isso ela foi lembrada.

Ontem especificamente, chegamos a uma conclusão. Todos. Absolutamente, todos os presentes que compraram livros nos últimos 3 anos, tem um buraco na estante. Todos que escolheram um livro, pagaram por ele e intentaram manter em sua posse o dado artigo de cultura, tem hoje o seu bem máximo de massagem cerebral sob o cárcere da dita amiga.

São tantos, que as pessoas começaram a pedir que ela os devolvesse em seus aniversários, como um presente comprado pela dita cuja. Pior, ela assumindo sua delinquência, há muito não mais juvenil. Os devolve embalados em papel de presente.

Seu nível de inadimplência é tamanho, são tantas as passagens pelo SPC e SERASA do empréstimo de livros, que agora, só lhe são cedidos mediante refém, ou seja, levas um, pequena meliante, se deixares um. Assim, segundo informações, ela inventou um novo tipo de crime e tal qual um Jorge Soros da especulação de compêndios subtraídos, a gatuna do saber, passou a deixar como reféns livros já "malufados" de outros.

Eu, aqui cumpro meu dever e faço uma previsão catastrófica. Essa bolha especulativa, já que vc investe o que não tem, um dia vai estourar e vc vai assim, criar uma nova crise, dessa vez literária.

O nome da citada? Quem já foi vítma dos seus esforços sabe bem. Pra quem não sabe digo:

Scheila Viviane que aqui, doravante, passa a se chamar:

A menina que roubava livros
. Ela vai gostar, afinal, ela não gosta quando a chamo de Scheila Viviane. Não me culpe minha cara, foi culpa de seus pais, não minha. Quando eles tiveram essa brilhate idéia, meu pai ainda balançava o rabinho alegre e saltitante nos ovos de vovô.

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Tô de ressaca

Filei até o Chinês dos inferno e as agulhas do demo pra dormir. Logo, também não tem post.

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terça-feira, 12 de maio de 2009

O que uma orelha a menos, um guardião do universo e um martelo podem estar fazendo no mesmo vídeo?
Vê aí:



Dica do bobagento

Eu não gosto de playboy

Quando eu falo que eu não gosto da revista Playboy, logo me perguntam porque.

Respondo:

Tenho medo de acabar batendo uma pra algum diretor de arte nerd.

Explico:

Reparem nestas duas moças abaixo?

Gostosas?

E essas aí:


Delícia?

Pois bem, agora olhem essa foto abaixo.

Algo familiar?

E agora:

Hum, te lembrou alguma coisa? Pois bem. O que seria das beldades sem o Photoshop?


Uiii. Pois é, a partir de hoje, tenham cuidado com o que vcs fazem com uma playboy no banheiro, hein.

Fuçando o Sedentário e Hiperativo

Uma resposta a Jorge 2

Depois que ele ficou famoso e teve seu site divulgado no Correio da Bahia, passou a não dar mais atenção a patuléia que o segue.
Escreví essa singela resposta a baixo e nem sequer um comentário. Isso é triste, mas acho que ele tá certo. Quando eu ficar famoso também não vou dar mais atenção a vcs.

domingo, 10 de maio de 2009

Uma resposta a Jorge

Jorge acordou cedo.
Só pode ter sido isso.
Eu já acordei domingo cedo. É inspirador tanto quanto deprimente.

Me lembro um dia de domingo que acordei cedo porque tava com o nariz entupido, (constirpado é viadagem) tava em Stela e como bom nazareno fui procurar um feijão. Tava de ressaca. Não achei. Stela Maris é um reduto burguês e burgueses rechaçam botecos que vendem feijão de manhã cedo (eu vejo nisso a porta de entrada do paraíso).
Não achei feijão. Achei pais levando seus filhos pequenos para fazer castelos de areia e até me envolví numa discussão com algumas donas de casa sobre o preço alto do nabo na entrada de um supermercado.

Quando percebi já estava deprimido. Sentei na porta de uma barraca de praia que parecia estar abrindo. A aquela altura beber seria a única opção. Pedí uma cerveja e o sol saiu, os pássaros cantaram, as mulheres colocaram biquínes e foram dourar as bundas. Ou seja, o mundo voltou a fazer sentido.

Hoje foi diferente. fui acordado por meu irmão, primo e sobrinho pra ir a feira comer mocotó. Isso sim justifica perder preciosos minutos de sono dominical.

Jorge não teve a mesma sorte. Acordou pra ir ao supermecado. Isso com certeza mexeu com seus brios e o remeteu a um domingo feliz.

Num domingo feliz se acorda de ressaca e com a sensação de ter feito besteira;
No saco nenhum sinal de esperma e na conta a falta um taco grande daquele dinheiro guardado pra pagar o IPVA.
Quando se acorda assim não se tem tempo de escrever posts aos amigos. Só se acorda, procura uma neosaldina e sonha com uma tigela de sorvete de água de coco.

Como sei que nada disso aconteceu, entendo o post. Entendo mesmo.

Nesse sentido, Jóvem peralta e devasso homem isopor:

Lhe asseguro que a recíproca é verdadeira. Ter amigos é um troço massa mesmo e ler uma coisa tão bacana (o que não me surpreende vindo de vc) em pleno domingo é um prazer.
Sobre cabeça, sua análise foi perfeita, concordo sem pestanejar.
Sobre Drumond, faltou vc mencionar que foi ele o escolhido pela providência para traduzir ao mar vermelho aquilo que Moisés queria quando pediu pra ele se abrir (o mar).

Desejo-lhe tb sorte com Marcele, ao tempo em que peço que repense suas intenções com Scheila Viviane. Paro pra pensar e quando a visualizo de nero, óculos e barrigão sentada no sofá assistindo o jogo do vitória não me sinto motivado a lhe fazer uma visita.

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