sexta-feira, 7 de maio de 2010

Só se vê na Bahiaaa, só se vê na Bahiaaa

Ah o ferry.


Quem é de Salvador já passou por lá.

Pelo menos quem gosta de praias paradisíacamente cheias, cerveja barata, mulheres mais ou menos porém dispostas e toda sorte de diversão de classe média a baixa.

Eu já estive. E aliás, assim que o São João passar, tô por lá de novo.

Destino obrigatório de muitos (mas muitos mesmo) nos Reveillons, e feriadões prolongados do verão, a Ilha é massa. O problema é ir pra lá. Mesmo tão perto aos olhos, pra chegar no piscinão, ou o indivíduo pega cerca de 250 km de BRs, ou vai pelo Ferry Boat.

Eu não vou aqui começar a falar mal da Balsa, como era chamado antigamente, afinal, ele é igual à única puta daquela cidadezinha isolada. Todo mundo fala mal, ela fica menstruada, pega gonorréia, tá baranga, mas é a única opção e todo mundo acaba usando.

Há alguns anos, o Ferry Boat é administrado pela TWB. Um conglomerado expansivo dominador (saca aquelas empresas de novela que ninguém sabe o que faz, mas são putamente foda pra justificar a riqueza do personagem prinicipal? Então) com um imenso know row nas administrações de portos pelo universo.

A empresa é foda. Colocou um barcão novo com o nome da mamãe mais gostosa do mundo depois de Cabeça, botou umas telas de LCD com umas propagandas, deu uma geral nos balcão e implantou o SIBE.

Pra quem não sabe, assim como eu, SIBE se significa Sistema Integrado de Bilhetagem eletrônica, ou Sistema inteligente de Bandodefiladaputa Enrolado você decide.

O sistema é muito simples. Vc se cadastra pelo site, faz uma compra antecipada, recebe o cartão em casa e com duas horas de antecedência marca sua hora marcada pra não pega fila.

Ó.

Foda né não?

Só que os caras aqui não tão administrando o porto de Santos. Tão administrando (a casa de mãe chica) o porto de Salvador. Logo, é necessário atentar para as tradições da terra e pra não quebra a do Ferry em ser um empata foda, um pneu furado, um celular na caixa, uma dor de cabeça, uma broxada, um varicocelis, uma ereção em praia de nudismo, uma dedada no carnaval atrás do chiclete, um café frio, um carvão molhado, uma pizza mole e uma coca cola sem gás, eles resolveram inovar.

Começaram pois,

O cadastro:
Site travando. Uma navegação nérdica e por fim, um boleto que não imprimia de jeito nennhum. Fomos lá.
Apenas para informar que o boleto não imprimia e pra minha surpresa:

- Oi bom dia, é que eu solicitei um cartão sibe e...
- É o boleto?
- Hã?
- É o boleto que não imprime?
- É
- Nome e cpf
- Pra que?
- Pra imprimir pra vc. Ninguém consegue imprimir isso em casa.
- Há..................

A escolha:
Vc escolhe se quer recolher o cartão nos guichês de compra de passagem com uma semana, ou com quize dias em casa.
Escolhemos em casa. Não chegou.
Fomos lá.
- Oi bom dia, é que eu fiz um cartão sibe e...
- É o cartão?
- Hã?
- É o cartão?
- É
- Você pediu pra aqui, ou pra casa?
- Casa
- Nome e cpf
- Pra que?
- Pra eu buscar.
- Mas eu pedí em casa. eu só queria avisar que não chegou.
- Nunca chega.
- Há..................
- Aqui também não tá
- E....
- Espera
- Há..................

Passa um mês:
- (segue a mesma conversa anterior) + Liga pra lá pra cobrar se não não chega.

Passa um mês e meio:
- (segue a mesma conversa anterior) + Já liguei pra Nildete e ela disse que estava aí;

- Encontrei, o Sr. assina aqui e aqui. Tome, tem que desbloquear, se lembra da senha?
- Lembro;
- É composta de 2 letras e 4 números;
- Minha senha não é assim;
- Mas no sistema é assim;
- Tá manda uma senha nova pra mim por meu e-mail então.

Recebo a senha:
xxx123xxx (formato da senha que eu pensava que era)
Fila da puta...

Enfim, os sacanas criam um troço bacana, simples e eficiente, mas parece que adaptado ao jeito passivo do baiano.
Algo como:

- Vamo dar a opção de receber em casa, mas não precisa ter esse custo. Eles acabam vindo aqui.
- Pra que consertar esse bug do boleto rapaz? Eles acabam vindo aqui.

Isso, fora o não receber cartão de crédito por um tempo e depois só trabalhar com master

Fora parar os ferrys extras quando dá meia noite, mesmo com a fila lá em Ilhéus.

Simplesmente não dá pra entender. Eu de cá, faço minha parte criando problema lá e divulgando por aqui.

Pelo menos 42 pessoas eu sei (ou acredito) que vão ler.

Sem mais,
Subscrevo.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Surpresa

Vocês prometem que não vão morrer do coração se eu escrever dois dias seguidos?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A Fantasia

Não. ninguém aqui tá fantasiado de nada. Isso não é um post sexual onde eu estou fantasiado de bombeiro com a mangueira na mão.

A fantasia em questão é outra.

Ontem eu tinha 2 opções pra fazer meu sobrinho feliz. Ou levava ele pro Barradão pra ver o vitória ser campeão de novo, ou levava o pequeno varão do clã dos Araújo para a Parada Disney.

Optei (optaram por mim na verdade) pela parada.

Devidamente informado da decisão pois, o sacaninha começou pontualmente as 5:00 h da manhã a entoar a ladainha " - umbora meu dindo ver a parada Disney" .

Em calculos rápidos, se saimos 8:00 h e ficamos no final do percurso, há 15min do início (10:30 h) do desfile: Entre 5:00 h e 10:45 h, devo ter ouvido por volta de 427 vezes a singela frase.

Salvador é uma cidade muito carente de eventos sem trio elétrico.
Foi assim com a corrida Renault no comércio, onde os organizadores previram 70.000 pessoas e deu 1.000.000.
Foi assim com a Stock Sar.
Foi assim com a Parada Disney.

Milhares de pessoas superlotaram tudo por onde passou, ou por onde se passava, pra chegar ao local do desfile.
Cheguei no estacionamento do centro de conveções 9:00 e já estacionei no último lance. Logo eu, que acreditava ser o tal estacionamento, uma espécie de portal polidimensional, onde os carros entram e são transportados pra uma galáxia distante, haja visto que nunca enche. Nem se for a formatura de todos os cursos da UFBA ao mesmo tempo aquilo enche. Ou enchia até ontem.

Pra sair levamos 1:30 parados na porta do centro. Provavelmenete avisaram que o portal logo fecharia e quem não saísse de lá, poderia ter que esperar o próximo eclipse total do sol pra reaver seu veículo.

Salvador, como eu falei, é carente de eventos sem trio. Não que se tivesse trio daria menos gente, mas eu por exemplo não iría e acho que boa parte das pessoas que estavam alí também não. Foi uma festa infantil mesmo. Com distribuições de chapéuzinhos e tudo mais. Uma puta de uma produção e um clima bem legal.

Tudo ótimo se não fossem dois problemas.
Um Salvador não tá preparado pra nenhum tipo de evento grande;
Dois Cruela assustou meu sobrinho.

O primeiro problema é notório, qualquer festa grande por aqui, tende a virar dor de cabeça. Não se consegue chegar, não se consegue sair.
Pra fazer um, ou outro, tem que se optar por chegar estupidamente cedo, ficar até parte do povo sair, ou os dois, podendo ainda se fuder pra chegar em casa.
Pior, o empreendedorismo do povo soteropolitano falohou e não se encontrava bar por perto. Um absurdo sem tamanho. Esperar parado tudo bem, mas sem cerveja em pleno domingo é inadmissível. Onde vamos parar desse jeito?

O segundo problema, foi o mote desse post todo o resto foi enrolação (sorry). Meu sobrinho, que estava há coisa de 30 minutos massageando meus ombros com seus 40 e tantos quilos, de repente pediu pra descer correndo.
Desce dindo, desce e eu alheio ao motivo desesperado, até que ví a ala dos bruxos.
Sobre uma espécie de pula pula os bruxos tão bem maquiados e vestidos pareciam voar protegendo o carro de Cruela.
Pra fazer o pequeno assustado voltar assistir o desfile, tive que apontar o rosto dele pra rua e provar que o Buzz Lightyear estava vindo logo atrás, ou foi o ursinho pool? Não me lembro.


Se o mal não assusta, o bem não causa encantamento.
É uma condição natural da fantasia e isso tornou a coisa toda um ta
nto maior.
Dá uma impressão boa.
Uma impressão de que o mundo ainda não tá todo fudido.


Existem crianças que acreditam mesmo em fadas e em bruxas, assim como eu acredito num patrão que me pague o que eu mereça. É bom saber que a fantasia ainda existe e que minha filha não está vindo prum mundo onde todo tipo de referência fantástica infantil gira em torno do nx zero.

Enfim, foi cansativo, mas valeu a pena.

Sem mais, subscrevo.

sábado, 24 de abril de 2010

Há um ano...

Você sabe que um blog está começando a ficar monótono quando, enquanto lê um post, aquele sentimento de dejavu não sai de perto. Aí Você esperto que é, vai nos posts editados dos anos anteriores e vê que o cabra escreveu basicamente a mesma coisa.

Escrever pouco, como eu tenho feito, pode causar semelhante fenômeno até aqui, neste que é um dos grandes veículos da comunicação moderna mundial. Difícil, mas pode acontecer.

Por isso eu recorro sempre a esse expediente técnico. Faço o post. Vou lá na galeria e vejo se já fiz algo parecido. Se tiver, não posto. Ou simplesmente deixo um link, tipo: Eu queria escrever esse ano, isso que eu escrevi ano passado e pronto. Ninguém, principalmente meus milhares de fãs, merece pagar pela minha incosistência e monotonia.

Claro que natal, por exemplo, não tem como ser diferente. A menos que o velhinho pedófilo, envolto em cetim vermelho, resolva sair do armário e montar uma boate gay na praça do iguatemi.

Blogueiros não profissionais como eu, acabam de tempos em tempos, ficando periódicos por motivação. Passam um tempão sem escrever e quando chega o natal, ou alguma outra data embreagativa mete um post se sentindo o escritor. É bom, mas não preenche. O bacana mesmo é escrever direto. Sempre. Besteira pra caralho e de vez em quando um post mais trabalhado.

Desde que criei o blog, há dois anos saí de macho alfa do entretenimento soteropolitano. Passei por quase um preposto de Ibiza (dado a tanta boate onde trabalhei) e cheguei até aqui, onde aceitei uma mudança de vida que deu putamente errada. Tanta mudança ajuda a não ser repetitivo, mas mesmo assim vale o cuidado.

Por exemplo: dia 21 de abril do ano passado eu escrevi o seguinte post:

Saí num dilúvio pra um aniversário frustrado e gastei uma fortuna

Mas esse ano passado o Jorginho´s day foi todo foda, sabe porque?
Simples.
Só fizemos a parte final.
Nos reunimos, passamos no supermercado (parte chata pra não dizer que não teve), compramos a festa e fomos pra casa dele.
Melhor ainda, já começamos pelo black.

Massa né não?
Acho que está decidido. Ano que vem, Black na casa de Jorginho e está assim feito mais um dia embreagativo e importante do calendário brasileiro.
A única parte ruim é que os posts do ano que vem, nessa época, vão ter que ser iguais, mas paciência. Por um bom black eu faço coisa até pior.

Sem mais,
Subscrevo.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Agradecimentos

Ficar sem escrever muito tempo tem suas vantagens.

Você escreve qualquer postizinho fantástco como esse aí em baixo e as pessoas comentam pra caramba.

Sem putaria agora, valeu a todos pelos comentários (ainda dá tempo de vc que também que gostou comentar) macios e cheirosos.

Especialmente a cabeça que tem uma participaçãozinha no processo.

Fico muito feliz de saber que vcs estão comigo nessa felicidade louca e desesperadora que sinto agora.

E vamos pra frente que outros tantos virão.

Sem mais, Subscrevo.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Antes tarde...

Demorei muito pra escrever esse post, porque pensei na possibilidade de um dia, quem sabe um dia, ela ler. E já que existe essa possibilidade, não dá pra ser um post besta como a maioria dos que existe por aqui. Tinha que ser alguma coisa que causasse um certo orgulho, emoção e não as sensações libidinosas e pejorativas que, vcs meus comuns, sentem quando perdem mais um naco de vida neste espaço.

Sendo assim: Era um dia normal. Um dia como tantos outros normais, em que vc acorda pra trabalhar e se depara com sua mulher, com um papel na mão, em dúvida se estava grávida, ou era analfabeta.

Desde então tudo mudou muito. E rápido. Fui alçado de mais um brasileiro insatisfeito com o rumo de sua vida, para um brasileiro PAI.

Acreditem, não é fácil. As sensações foram tantas e tão diferentes que me lançaram num estágio catatônico em que eu só falava: - caralho(melhor palavra pra exprimir exclamação do vocabulário português)...

Na verdade eu queria dizer:
- Caralho como eu vou fazer pra sustentar essa criança?;
- Caralho vou ter um filho, que massa;
- Caralho Juliana já tava grávida no reveillon (hummm o reveillon);
- Caralho vou ter que casar (há isso eu já fiz);
e mais um milhão de outros "caralhos".

Cada um tem um momento só seu nesse processo. O meu foi assim. Perplexo, contemplativo, reflexivo e estático, mas lindo.

Só depois eu fui abraçar cabeça, dar beijos na barriga etc.

O fato é que depois dos sustos e alegrias iniciais, a vida toda está tendo que se adaptar.

Tudo tem que mudar.

Não dá pra ganhar os mesmos dinheiros de agora, porque as despesas vão triplicar;
O espaço da casa não vai dar, porque tá vindo uma pessoa super espaçosa, apesar de pequena, morar aqui;
A geladeira não vai dar, por que agora vai ter legumes, verduras, frutas sem deixar de ter cerveja;
Tudo vai ter que ser maior, mais espaçoso e mais rosa no meu caso.

Hoje estamos com 5 meses. Desde então tenho escrito pouco. Se parar pra pensar não tive muito o que escrever mesmo. Não me sentia a vontade pra falar do cotidiano antes de falar do maior dos meus cotidianos. Com isso, já sabemos o sexo e já temos nome. Cecília é o nome da coisinha gostosa que já agora nos tira o sono.

Claro que alguns já sabem da novidade, ou por convívio ou por Jorge o ósado. Mas tá valendo tb.

Enfim, o que fica desse post é um recado:

- Cecília, quando vc era bem pequenininha, seu apelido era Feijão (vc parecia mesmo um feijão);
- Agora vc já tem outro: Meio quilo (adivinha porque);
- Não sei quantos mais vc vai ter, acredito e peço a Deus que muitos, mas o maior de todos vai ser "meu bebê".

A vida toda vc vai ser o meu bebê, mesmo grande, mesmo querendo me dar os nós que eu sei que vc vai querer dar, mesmo trazendo aqueles sacanas que vão querer lhe namorar pra me apresentar.

Então tenha paciência com seu pai. Provavelmente a arma que ontem eu apontei pro seu namorado tava descarregada, ou mesmo carregada, eu não tinha intenção de atirar.
Na verdade nessa, ou em tantas outras situações, eu só queria proteger vc, o meu bebê.

Vou nascer pai junto com vc e quero morrer pai antes, deixando aqui a única coisa realmente boa pro futuro. Você, O meu bebê. Já amo vc assustadoramente.

Sem mais,
Subscrevo.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ói eu.

Pois é, não morri não. Voltaremos em breve com posts cheirosos, macios e bolinativos.