terça-feira, 4 de novembro de 2008

Quando eu morrer.

Amanhã faz uma semana que saí as pressas de Salvador pra Nazaré. Lá estava sendo sepultado um antigo patrão e amigo ídem. O prefeito de Nazaré. A surpresa e a tristeza na cidade eram evidentes. Primeiro porque ele tinha acabado de ser reeleito com grande maioria, segundo porque apesar da saúde frágil ele morreu sem que ningém esperasse.

Nunca tinha visto, exceto nas antigas micaretas, tanta gente junta na praça da cidade. Nunca tinha visto tanta gente chorando ao mesmo tempo. Ele era mais querido do que eu imaginava.

Eu não espero tanto no meu enterro (mesmo tendo dominado o mundo).

Quando eu morrer espero as seguintes coisas:

lágrimas sinceras, podem até ser poucas;

Notas em jornais de circulação nacional, podem ser muitas;

Filhos e netos, os primeiros podem ser poucos, os segundos podem ser muitos;

Dinheiro e poder a ser dividido, pode ser muito;

Orgulho ao olhar de cima, ou de lado (o que me alça a espírita simpatizante) por ter construído alguma coisa importante, isso pode ser muito.

3 comentários:

Jorge Martins disse...

Eu sempre soube, você nunca me enganou...
Vocie é espírita simpatizante.

Juliana Rocha disse...

Eu espero q eu não esteja viva para ver isso! Ou então que nós subamos juntos!!!

ISABELA disse...

Linda mensagem Pablo!