quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

1400 palavras foi pouco

Carnaval chegou. Curtam agora. Porque quando quinta feira, dia 19 de fevereiro chegar, já era. Como disse Luiz Melodia “Carnaval Carnaval eu fico triste quando chega o carnaval”.

Acho que ele queria falar sobre essa relação tempo x espera. Ou no quão rápido parece correr o tempo, quando chega alguma coisa, que a gente espera muito. Eu por exemplo, tenho uma visão: Me vejo no Morro do Gato quinta feira, o mais cedo que posso, esperando o primeiro trio passar. Pisco o olho duas vezes e tô em casa, quarta feira de cinzas, com a ressaca do mundo todo sobre minha cabeça. E há se fosse só a ressaca física. Há se fosse. O problema é o buraco que fica quando Momo devolve a chave, quando Ivete desliga o Madeirada. O vazio que dá no peito, deve poder ser visto numa ultrassonografia.

Mas enquanto quinta não raia, ficaremos aqui esquentando os timbaus.

Pois bem, num desses meus devaneios coloquei exatas e humildes 1400 (pode contar) palavras a serviço do carnaval da Bahia Jonga Cunha escreveu um livro. Lógico que então 1400 palavras é muitíssimo pouco.

Por isso resolvi escrever mais algumas, principalmente pra não deixar de fora quem eu criminosamente deixei.

Tomate por exemplo, saiu do Rapazzola que não puxava nenhum bloco de expressão, pra puxar sozinho o Papa, sucedendo o Babado novo. Puta responsabilidade. E como carnaval é coisa séria, não se faria nunca um investimento desses num cara sem potencial. Claro que as vezes os enganos são desastrosos, como Emanuele Araújo no Eva, mas na maioria a coisa é muito estudada. Tomate é uma promessa, o sacana tem uma pegada de trio enorme. Aposto que 2009 é o ano em que ele vai se firmar de vez.

Mais criminosa ainda foi a minha omissão, deixando de fora a pseudo deusa do axé, a pseudo branca mais negra da Bahia, a pseudo SuperMegaExtraGGStar Daniela Mercury. Um dinossauro clássico. Já foi a peça mais importante do carnaval da Bahia, hoje de importante só tem mesmo o camarote, que diga-se de passagem é mérito de Lícia Fábio. Daniela tem aquele ar intocável que permite a ela, colocar um piano de calda em cima do trio e ser ovacionada pela imprensa, deixando o pobre folião do Crocodilo querendo se matar.

Por último e por enquanto, queria aproveitar pra lamentar o expresso 2222, que depois de se firmar como grande atração das noites bêbadas da Barra, quando passava depois de todo mundo, arrastando aquela multidão embreagada, ao som de convidados como Lulu Santos, Jorge Bem Jor, Sandra de Sá e tantos outros, não vai sair esse ano. Motivo: Não vendeu todas as cotas de patrocínio. Uma Perda irreparável.

Como eu disse 1400 foram poucas essas 442 também o serão, haverão outras. Porque falar, esperar e curtir carnaval é comigo mesmo.

Que me sigam os bons.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Minha mulher é foda.

Quinta Feira passada, como vcs sabem, foi lavagem do Bonfim e eu trabalhei na primeira lavagem do Cais Dourado.

A festa foi bacana e deu até pra curtir um pouco, apesar de ter trabalhado muito. Cheguei no Cais 9:00 hs da manhã e saí 00:45, de lá ainda fui pra produtora e cheguei em casa por volta das 2:00 da manhã. Precisei fechar a festa na mesma noite, porque tive que viajar logo cedo na sexta.

Mas isso tudo não é pra ninguém ficar com peninha, eu escolhi isso pra minha vida e tô bem tranquilo com essas jornadas quase intermináveis de trabalho.

O motivo do cronograma acima é fazer uma justíssima homenagem a uma mulher foda. Cabeça.
Ela é simplesmente a maior parceira do mundo moderno.

Além de ser uma esposa maravilhosa é uma pessoa com quem a gente pode contar.
Ela foi pro Cais a tarde e mesmo se sentindo mal ficou lá comigo até o fim. Não tinha mais ninguém a não ser a técnica desarmando o equipamento, mas ela com uma puta dor de cabeça, não quis me deixar sozinho, foi comigo pra produtora e depois pra casa. Estávamos exaustos mas eu além de tudo feliz.

Cabeça tava alí não porque eu disse que precisava dela, mas porque ela sabia que eu estava precisando de uma coisa que nem eu sabia.

- E aí cabeça (ela também me chama de cabeça) tá tudo certo aí?
e eu respondia:
- Tá sim cabeça, daqui a pouco a gente vai.
- Tem pressa não.

Isso senhoras e senhores é muito difícil de achar, de perceber e acima de tudo de recompensar.
Aqui, do meu jeito vou fazer o que posso:

Valeu Cabeça, vc é foda.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

É gente...


Há muito tempo eu não venho pra lavagem cedinho, como manda o figurino. Hoje, "licitamente" (se não entendeu leia 2 posts abaixo) tive que vir cêdo.

Me impressionei com a quantidade de gente que desce atrás das baianas. É muita gente. É como carnaval, só que na cidade baixa.

Em suma é lindo ver baianas, filhos de ghandy, baianos e turistas descendo atrás de um ijexá. Não é mais autêntico e cultral por causas dos "cortejos políticos" mas eu ainda tô no corre-corre de montagem, depois escrevo mais.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Correria total

Foda. Dia Foda.
Correria total pra lavagem amanhã.
Vai ser massa.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Lavagem do Bonfim


Pra mim, Lavagem do Bonfim é, e tende a continuar sendo, uma das maiores festas populares da Bahia.

Não sei porque não é feriado em Salvador. Licitamente, só quem trabalha na região do comércio e cidade baixa está de folga, mas todo baiano curtidor, como eu, acha uma sacanagem, deixar Sr. do Bonfim ir sozinho até a Igreja.

Nesse sentido, aparecem dores pelo corpo, febre e tantos outros subterfúgios para os patrões que fingem acreditar, mas todos acabam se encontrando na entrada de alguma festa, ou atrás de alguma charanga.

Esteja vc indo licita, ou ilicitamente pra Lavagem, minha dica é ir cêdo pra rua, comer um feijão em tia Nete, dar uma puladinha atrás das charangas, tomar um banho de pipoca e depois cheirando a alfazema, ir pra Lavagm do Cais, com Jau Olodum e participação de Mariene de Castro.

Até lá.

Deve ter sido um elogio

Cau Fabrício (grande brother) - E aí negão, tudo beleza?
Eu - Massa

Cau Fabrício (grande brother) - Cara tô aqui abismado.
Eu - Com o que?

Cau Fabrício (grande brother) - Com seu blog.
Eu - Hã, que foi que eu fiz?

Cau Fabrício (grande brother) - Seu blog cara.
Eu - Sim sei, o que é que tem?

Cau Fabrício (grande brother) - Tá muito bom.
Eu - Q bom q vc gostou.

Cau Fabrício (grande brother) - É você mesmo que escreve?
Eu - Como assim?

Cau Fabrício (grande brother) - É que nem parece que é vc, tem uns textos bacanas e uns diálogos super legais, tá muito bom mesmo.
Eu - Obrigado?

Cau Fabrício (grande brother) - Sim
Eu - Tá então, valeu

Conclusão: Cau Fabrício (grande brother) precisou ler meu blog, pra chegar a uma conclusão:

Pablo não é o total imbecil, que eu acreditava que ele fosse durante todos esses anos de amizade.

É pra eu rir ou chorar?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A bebida acabou com um post

Esse foi um fim de semana particularmente rico em conversas com cabeça. Saímos pra jantar no sábado, peregrinamos a procura de algum boteco decente no domingo, fomos a shows etc (entenda etc como lhe convier).

Mas a bebida, a maldita bebida, me fez hoje de manhã, perceber que eu não me lembro de nenhuma conversa. Isso é deprimente. Alguns eram posts prontos e eu simplesmente os esqueci. Merda.

Mas pra não dizer que nada virou post, Jorge que é uma pessoa doente, postou um de nossos diálogos. Assustadoramente o mais complicado de todos.

Eu por aqui vou continuar espremendo minha cabeça avariada pra tentar extrair alguma coisa.