sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Toca Heitor

Ontem fomos apoiar mais um passo rumo ao estrelato de Drummond.
Drummond é aquele cara que tinha um blog que eu cheguei, assumo vergonhosamente, até a indicar.
|Pausa| Não vão mais lá, ele parou de escrever|Fecha pausa|.

Como vcs deveriam saber, não suporto a combinação barzinho+violão, detesto quase tanto quanto detesto o Criança Esperança, mas isso é uma outra história.
Detesto somzinho ao vivozinho. Teclado então, Vixe Maria.

A vc, chato leitor, que ao ler essa pérola da literatura contemporâna, possa estar pensando: Droga, eu gosto tanto de somzinho em barzinho por que será que meu ídolo não gosta?

Explico, mas primeiro leia isso. Agora eu complemento:
É chover no molhado, toda pessoa com o mínimo de bom senso acha, mas vale repetir:
Existe alguma coisa mais chata do que estar tomando sua cervejinha e um viado (não o bicho, nem um homosexual, mas aquele chingamento padrão que a gente aprende quando é pequeno) começa a gritar toca Chão de Giz?
Dá vontate de levantar, desmontar todo o equipamento e sob perplexidade dos outros expectadores ir embora, sem nenhuma explicação. Antes porém, parar e mostrar o pau pra todo mundo. Claro que isso se aplica a quem tem pau, quem não tem é melhor ir embora e pronto, pra não acabar tornando a noite do bar agradável.

É insurpotável.
E Toca um Sambinha? E Oceano? E Leãzinho? Dedo no cu de quem ainda pede isso. No der quem aceita tocar eu deixo no ar.

Claro que não foi nenhum desses casos o de ontem. Primeiro porque a banda é de Pop Rock, segundo porque eles dão o tema logo no início. Fazendo em módulos os anos 70, 80 e 90/2000 arrumadinhos bem bacana. A propósito, toda quinta no Porto Caymmi no Rio Vermelho, aparece por lá (me liga antes, claro).

Apois, como não caberiam os clássicos do teclado e voz, os filhosdeputa não podiam ficar em casa assistindo televisão, tinham que ir pra lá, aproveitar uma oportunidade.
E ela sugiu. A gente pra sacanear a banda, começou a gritar "canta Raul", numa demonstração inequívoca de intimidade com os artistas, afinal, isso é junto com o laiá-laiá de Andança, a coisa mais nojenta que possa existir num bar com som ao vivo. Pois bem, não é que surge um fidapelada e pede pra dar uma canja? Não é que ele pega o violão e canta o diabo do Raul?

O idiota, deve ter achado que era verdade, o que me fez lembrar do Saraiva de Francisco Milani e fiquei com tanta raiva quanto ele ficava. Uma skol fez as vezes da Carolininha.

Eu não gostava, nem gosto de Raul, mas claro, não nego que o cara era foda. O problema é quem acha que basta tirar um violão da capa, pra passar a ser obrigatório a execução de alguma porra do cara.
Porra velho, vai fazer isso num daqueles bares fundo do poço, onde vc se reune com aqueles seus amigos que acham o Bambara (um barzinho frequentado por velhos tirados a gatinhos em busca de coroas de 2ª mão) o melhor bar mundo, mas não tem dinheiro pra frequentar. Vai pro Pelourinho, praqueles bares de rock frequentados por antigos músicos de axé decadentes, ou coisa que os valha.

Se eu fosse o produtor da banda cortava o som dele no meio e dizia que deu pau em alguma porra, como não sou, me contive em apenas parar de beber enquanto ele cantava.
Acho que foi suficiente.

Pior mesmo foi no primeiro dia. Estava a banda passando o som, quando aparece um bêbado:
- Toca Heitor.
- Hã
- Toca Heitor.
- A gente não sabe tocar heitor meu senhor
- Há, mas Toca Heitor só um pouquinho. (bêbados acham que não saber é algum sinônimo de má vontade)
- Mas eu não sei nem que música é essa.
- Como não sabe?
- Não sabendo, de quem é?
- Porra, do Jota Quest. (Drummond, que tem todos os discos, de todas as bandas do mundo, retruca)
- Jota Quest? Canta um pouquinho aí.
- Claro - Heitor eu não te escuto mais, vc não me leva a nadaaaaa, Hei Medo eu não te escuto mais....
- Háaaaaaa.

Preciso explicar ainda porque eu não gosto de barzinho e violão?

Sem mais, subscrevo.

2 comentários:

Dani disse...

Hahahaha, eu amo barzinho e violão...mas realmente, além de bebida cara e gente tirada, ainda tem o tal do cover... e olha que nem sempre a atração presta!
Eu deixaria o bêbado cantar a noite toda, investimento é isso. Pagar por música e ter comediante gratuito. rsrs. Abraço

Jorge Martins disse...

ahahahahaahhahahaahahahahah
heitor e laiá laiá
ahaahhahaahahahahahahaahahah

você tb é doente.