sábado, 18 de outubro de 2008

Período Eleitoral terminando. Que bom. Será?

Segundo turno em Salvador está chegando. Eu voto em Nazaré das Farinhas. Nem deveria. Acho que as pessoas deveriam votar rigorosamente onde moram, mas como tenho uma relação muito forte com Nazaré, ainda não mudei meu título. Aliás, por conveniência. Política em Nazaré é um acontecimento.
Cidade pequena não tem muita coisa pra fazer, eu sei. Talvez por isso, quando chega a época da política vc seja coagido a vestir uma camisa e colocar uma bandeira na porta. É uma obrigação. Tanto quanto andar brigando pela rua com quem veste a camisa do adversário. Só estando lá pra ver. É uma questão de honra brigar. É meio que uma guerra santa. E a inquisição não perdoa ninguém. Amigo, parente, patrão ou empregado tá do lado de lá é inimigo. É um ímpio.
Eu tenho idéias sobre política que só converso com amigos. essa semana fui incentivado a escrever para as poucas pessoas que passam por aqui, então lá vai.
Seja numa cidadezinha de 40.000 habitantes ou numa capital como Salvador, política é um dos movimentos sociais que mais me intrigam. É incrível como pessoas pobres e sem nenhum ganho direto com a eleição de A ou B se envolvem e se emocionam com essas pessoas. Alguns vão ponderar sobre a melhoria da cidade como um todo e tal. Besteira. Pobre não mede isso, analfabeto não pensa assim. O pobre quer alguma coisa palpável. Um saco de cimento, uma sandália havaiana (da mais barata) ou um tapinha nas costas, isso é palpável.
Aqui como lá a classe B, C, D, E, e por aí vai, é quem decide a eleição. É quem se emociona. Eu sou contra eles simplesmente votarem. Há vc é elitista. Talvez. Chame do que quiser.
Eu penso que o título de eleitor deveria ser uma autorização, assim como a carteira de motorista. Só dirige quem sabe dirigir, só deveria votar quem sabe votar. Quando eu digo isso, não falo de consciência política, falo de saber o que é e pra que serve um vereador, quais as atribuições de um prefeito etc. E digo mais: Pra ser candidato o teste deveria ser ainda maior e sua complexidade diretamente proporcional ao cargo que o indivíduo pleiteia. Teste pra presidência ia ser um vestibular da UFBA. Simples e independe de classe social. Quer votar passe no teste, quer se canditar passe no teste.
Desse jeito a gente ia acabar com candidatos como Léu Kret (Travesti dançarina(o) de pagode 4º mais votado em Salvador para vereador) e com os eleitores que votaram nele(a)com a mesma paulada.
É bom deixar claro que pra mim o que pesa sobre o fenômeno Léu Kret está longe de ser a sexualidade dele(a) ou seu jeito divertido de sair enjaulado na parada gay. Aliás, isso é o que ela(e) tem de bom. Minha birra é porque ele(a) não sabe o que é ser vereador(a) e muito menos quem o(a) elegeu sabe quais foram suas propostas para o pleito. A galera votou de mulequeira, porque gosta de pagode, ou os dois.
Pois é, gente assim é que define os rumos de uma cidade. pequena ou grande. É foda.

O que eu quero é simples: Candidatos preparados, eleitores prepados.

É querer demais?

É.

Pior é que eu sei que é.

4 comentários:

Juliana Rocha disse...

Meu amor é fodásticoooo!!! Isso ai amor!!! Pablo para presidente do país bloguístico! Concordo com cada palavra e vc sabe disso!

Druba disse...

Procura-se um blogueiro!

Prefiro, Cris! disse...

Pablo desculpa aê, sei que deveria fazer comentário sobre o texto e que está ótimo por sinal, mas só uma curiosidade, esse Druba é Drummond...rs

Pablo Araújo disse...

É sim. Druba = Drumond.